Páginas

Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A legítima massa italiana de pizza

Aprenda a preparar uma legítima massa italiana, de acordo com as convenções
da União Europeia!
As pizzas italianas são minimalistas, mas cuidadosamente preparadas. O uso de poucos elementos não acontece à toa. Uma das explicações é a importância dada à massa. Na Itália, a qualidade dela prevalece ao recheio.E isso está relacionado justamente à história do prato: muito mais do que uma base, ela era, em seu princípio, a protagonista. Feita apenas com farinha, água, sal e fermento, a massa funcionava como um pão – os outros ingredientes eram meros complementos. Por isso, ela deve ser saborosa e sentida plenamente no paladar.
Anotem e testem:

Ingredientes:
• 1 l de água
• 50 g de sal
• 5 g de fermento
• 1,8 kg de farinha de trigo

Modo de preparo:
Em um recipiente, tempere 250 ml da água com o sal, adicione o fermento e, por fim, a farinha. Misture e deixe descansar por 5 minutos. Adicione o restante da água e mexa até formar uma massa homogênea.

Em uma superfície, espalhe um pouco de farinha de trigo (para que a massa não grude). Solve esta massa com as mãos, por 10 a 20 minutos, até que ela atinja um ponto em que se torne fina e pouco elástica. Deixe a massa descansar por aproximada­mente 4 horas, sobre um pano úmido. Após este período, divida-a em pedaços de aproximadamente 180 gramas (cerca de 10 pedaços). Abra cada um deles na mão, até que fique com um diâmetro de, no máximo, 35 cm. Esta massa precisa ter até 0,3 cm de espessura. As bordas podem ser mais altas, de 1 a 2 cm de altura. Cada pedaço deste formará uma pizza individual. Recheie a seu gosto. Para assar, utilize prefe­ren­cialmente um forno a lenha. Em fornos comuns, prefira a tempera­tura média (250 graus C). Leva-se até 30 minutos para ficar pronta, dependendo do forno.


A verdadeira Pizza Italiana
As regras da verdadeira pizza italiana (aquela conhecida a partir de 1889, com a criação do sabor margherita) – são a tradição e o minimalismo. Se você atravessar o oceano para experimentar a mais tradicional destas delícias, prepare-se para uma experiência diferente. Lá, além das pizzas serem um prato individual, a variedade de sabores é menor do que aqui, devido ao uso de poucos ingredientes de cada vez.
Nos menus de lá, é certo que você encontrará a capricciosa (com ingredientes como funghi, alcachofra e presunto cru), a napolitana (com tomate, mussarela e alici) e a parmig­giana (com molho de tomate, queijo parmesão e manjericão).
Além delas, há as pizzas margherita e marinara, que de tão clássicas em Nápoles – grande berço da iguaria, ao sul da Itália – ganharam um certificado da União Europeia que as atesta como “especialidade tradicional garantida”. Não podem ter a receita alterada.
No que diz respeito à massa, hoje, faz-se a massa principalmente com uma farinha chamada doppio zero, que tem baixíssima granulação e dá leveza ao prato. Mesmo sendo a mais cotada, há quem opte por outras soluções.
Na pizza tradicional, a massa é aberta com as mãos, nada de rolo, e não há a preocupação em deixá-la redondinha. Aliás, afirmam os profissionais, a irregularidade é seu grande charme. E mais: excessos são evitados. Na Itália, a massa tem diâmetro máximo de 30 cm. Lá é feita para ser degustada individualmente.

Foi somente após a chegada do tomate à Europa que os napolitanos adicionaram molho e novos ingredientes à pizza e ela tornou-se a delícia de aparência próxima a que conhecemos. Mas a simplicidade prevaleceu. Para cada pizza a mistura de insumos é mínima. A ideia é que o sabor de cada ingrediente seja sentido por quem come. “A mistura de muitos elementos descaracteriza os sabores", afirmam os especialistas.

VOCÊ SABIA?

Tradicionalismo é assunto sério para os italianos. Em 1984, foi criada a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana (AVPN), da Itália, que definiu as regras para certificar as pizzas feitas seguindo os padrões napolitanos. A ideia era proteger as receitas originais dos sabores margherita e marinara – considerados os mais clássicos no país.
Hoje, diversas pizzarias do mundo são certificadas pela AVPN e, desde 2009, os dois sabores napolitanos são garantidos como “especialidades tradicionais garantidas” também pela União Europeia.
No Brasil, só duas pizzarias de São Paulo são certificadas pela associação: Pizzaria Speranza (unidades Bixiga e Moema) e Pizzaria Bráz Pinheiros.
 

Hoje é o dia dela: PIZZA!!!

Seus criadores foram mesmo os italianos. Mas existem várias hipóteses para explicar a chegada do ancestral da pizza à Itália. A principal delas conta que, três séculos antes de Cristo, os fenícios costumavam acrescentar ao pão coberturas de carne e cebola. Só que o pão deles era parecido com o pão sírio, redondo e chato como um disco.
 
A mistura também foi adotada pelos turcos, que preferiam cobertura à base de carne de carneiro e iogurte fresco. "Durante as Cruzadas, no século XI, o pão turco foi levado para o porto italiano de Nápoles", conta o sociólogo Gabriel Bollaffi, da USP. Os napolitanos tomaram gosto pelo petisco e foram aperfeiçoando-o com trigo de boa qualidade para a massa e coberturas variadas, especialmente queijo. Nascia, então, a pizza quase como a conhecemos hoje. Faltava só o tomate, introduzido na Itália no século XVI, vindo da América, e incorporado como ingrediente tão básico quanto o queijo.

A palavra “pizza” significando “torta” foi cunhada por volta de 1.000 d.C, perto de Roma e Nápoles, na Itália. No século 18, a pizza tornou-se uma refeição popular e barata para a população camponesa de Nápoles. As pessoas estavam começando a se dar conta de que os tomates, que haviam sido trazidos ao Novo Mundo no século 16, não eram, na verdade, venenosos. Lá pelo final do século 18, os moradores de Nápoles – e os turistas – começaram a rechear os pães com tomates, criando assim a pizza que conhecemos hoje. Comerciantes de rua vendiam o prato nas áreas pobres de Nápoles – isso antes da abertura da primeira pizzaria, a Antica Pizzeria Port´Alba, em 1830.

A famada pizza se espalhou pelo mundo inteiro, o que resultou no surgimento da primeira pizzaria da história: Port'Alba, a qual foi ponto de encontro de vários artistas da época, fato que retirou definitivamente o estereótipo de “alimento dos pobres”.

Por volta de 1889, o casal real da Itália, a rainha Margherita e o rei Umberto I, “excursionaram” pelo próprio palácio. A rainha notou o enorme consumo do pão grande e plano. Ela o experimentou e adorou. A rainha então chamou ao palácio o chef Rafaelle Esposito que criou uma variedade de pizzas para ela. Em sua homenagem, ele criou uma pizza cujo recheio levava as cores da bandeira da Itália (tomates vermelhos, mussarela branca e manjericão verde). Essa pizza tornou-se a sua favorita e até hoje é conhecida como pizza Margherita.
                                                          Foto: Umberto I e Margherita
O amor da rainha por pizza também tornou-a incrivelmente popular entre seus súditos – a maioria dos membros da realeza jamais teria comido um alimento dos súditos, muito menos incentivado a sua divulgação.

A pizza apareceu no cenário americano calmamente no final do século 19 com a chegada em massa dos imigrantes italianos. Era vendida principalmente nas ruas dos bairros onde se concentravam os italianos em cidades como Filadélfia, Chicago e Nova York. Logo a pizza também começou a ser vendida em cafés e mercearias, mas manteve-se praticamente uma exclusividade dos bairros onde viviam os italianos até o final da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, os soldados que voltavam da Itália aumentavam a demanda pelo prato. E assim a popularidade da pizza espalhou-se como um incêndio e as pizzarias começaram a aparecer por todo os Estados Unidos, seguidos rapidamente por cadeias de restaurantes como Shakey´s Pizza e Pizza Hut.
A pizza chegou ao Brasil trazida por meio de imigrantes italianos. O bairro do Brás, em São Paulo, foi berço das primeiras pizzarias. A primeira delas chamava-se Santa Genoveva e foi fundada em 1910 e localizava-se na esquina da Avenida Rangel Pestana com a Rua Monsenhor Anacleto, em São Paulo.
O estabelecimento comercial pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido na época como Dom Carmenielo. A pizzaria oferecia no início apenas três sabores: mussarela, aliche e napolitana..
Em 1924, foi fundada a segunda cantina mais antiga, a Cantina Castelões, que existe até hoje e mantém em seu cardápio pizza com borda alta e massa grossa original.

Mas antes das pizzas serem comercializadas em pizzarias, elas já eram consumidas pelas ruas e eram vendidas por garotos que batiam de porta em porta anunciando o produto.

A partir de 1950 as pizzarias começaram a se disseminar por todo o Brasil e desde 1985 se comemora o Dia da Pizza, em 10 de julho.
Atualmente, São Paulo é a segunda cidade do mundo em números de pizzaria (só perde para Nova York). Ao todo são aproximadamente 6 mil pizzarias na cidade que servem uma média de 1.500.000 pizzas por dia, cerca de 43 milhões de pizzas por mês.
A verdade é que a pizza caiu logo no gosto dos brasileiros e não é à toa que usamos por aqui a expressão irônica – ou não – de que tudo acaba em pizza.

No próximo post traremos a receita e a história da massa da pizza original italiana. Não perca! ;)
E FELIZ DIA DA PIZZA! COMEMORE COM ELA, CLARO!
Beijinhos.

domingo, 2 de junho de 2013

Mojito de Manga e um pouco Hemingway

Gente, feriadão ainda não acabou! Dá tempo de fazer uns drinks e curtir o fim de tarde!
Que tal um drink delícia, com manga e hortelã? É o famoso Mojito, mas numa versão com manga que fica bárbaro!
O nome é um diminutivo de "mojo", uma espécie de feitiço sexual, afrodisíaco claro, para alguns povos africanos. Então já dá pra emendar a dica de drink também para o dia dos namorados, né? #ficaadica
 
Ingredientes:
- 8 folhas de hortelã
- 40 ml de rum branco
- 20 ml de suco de limão(suco de 1 ou 2 limões)
- 1/2 manga cortada em cubos
- Açúcar ou adoçante(faço ou meu com açúcar stevia em pó)
- 70 ml de club soda

- gelo triturado
 
Modo de Preparo: Num copo alto, coloque os pedaços de manga com a com as folhas de hortelã, o suco de limão e o açúcar. Macere tudo junto. Junte gelo, rum e o Club Soda. Mexa com uma colher bailarina, despeje em um copo longo e decore com folhas de hortelã.

*para fazer o Mojito clássico, exclua a manga e não macere as folhas de hortelã, apenas misture.

Saiba mais sobre o Mojito

Cuba é o berço do Mojito, embora a origem exata desse coquetel clássico tenha muitas versões.
As histórias sobre a origem desse refrescante coquetel são muitas. Seu surgimento é atribuído a diferentes personagens. A primeira referência data do século 16 e aponta como seu criador o almirante britânico, Sir Francis Drake, que utilizava Cuba como porto. Ele teria preparado uma bebida à base de rum, limão, hortelã e açúcar de cana, para usar como medicação contra alguns males que atingiam a tripulação. Mas o que dá credibilidade à lenda é o fato de ela ter sido contada nos bares cubanos por ninguém menos que o escritor Ernest Hemingway. Segundo o autor que passava seus dias em La Bodeguita del Medio, um bar em Havana/Cuba, o almirante e aventureiro (e corsário nas horas vagas) inglês Francis Drake, que era um grande apreciador do aroma de hortelã, teria sido o primeiro a misturar a planta com boas doses de rum.
Há uma frase que é atribuída a Hemingway, sobre seus drinks preferidos, que diz:
"Meu mojito em La Bodeguita e meu daiquiri in El Floridita".
Hemingway, segundo à esquerda, bebericando seu Mojito na Bodeguita, sob o olhar atento e discreto do barmen Constantino, anos 60.

 Ainda há quem afirme que foi Richard Drake, sobrinho do almirante, que inventou uma bebida com esses ingredientes, batizada de El Dragon, para homenagear o tio. Outras fontes ainda garantem que o mojito surgiu mesmo no século 19, pelas mãos dos mercadores de escravos cubanos que já apreciavam a bebida gelada.
Se o Mojito foi criado há 500 anos pelo pirata inglês, se por acaso foi obra de algum cubano bom de copo há 150 anos ou se foi inventado nos anos 40 no célebre bar em Habana Vieja, Bodeguita de Medio, não sabemos.
Saboroso, refrescante e com ginga tropical, ele tornou-se uma unanimidade e símbolo de Cuba. Seu sabor foi descrito na literatura através da pena de Hemingway e já mereceu menções especiais no cinema, em "O Poderoso Chefão" de Francis Ford Coppola, no musical "Eles e Elas"("Guys and Dolls") de Joseph Mankiewicz e, mais recentemente, em "Volver" de Pedro Almodóvar.
Enfim, não à toa, seja pelo sabor ou pelo glamour das histórias, virou paixão mundial.
 
Os mais famosos livros de Ernest Hemingway de sua fase cubana
Aconselho os livros abaixo. São deliciosos e curtos, Hemingway escrevia divinamente com frases sintéticas, diretas, sem se alongar:
-  1937: "To Have and to Have Not" ("Ter ou não Ter")
- 1952: "The Old man and the Sea" ("O Velho e o Mar")
- 1970: "Islands in the Stream" (As Ilhas da Corrente")

Site oficial do escritor:
www.ernesthemingwaycollection.com

La Bodeguita del Medio ainda existe, mas não tem site, nem aceita reservas:
Calle Empedrado, 207
Habana Vieja, Cuba

 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dez dicas para sobreviver em um restaurante francês


Costumes são diferentes nos diferentes lugares do mundo e em qualquer um deles, se quiser ser bem atendido e não se meter em situações desagradáveis, é bom pesquisar e estudar um pouquinho antes de viajar. Não custa nada e fontes não faltam, não é?
Por isso divido neste post 10 dicas do Sonoma que são mega úteis para quando você for a um restaurante francês. Vale anotar. ;)
Se você pensa que fazer biquinho é o maior obstáculo que te separa dos franceses, está muito enganado. Há muito mais diferenças (e até certas esquisitices) em um restaurante francês do que imaginamos.
Água de garrafa ou da torneira? O pão é grátis? É aconselhável se arriscar na carne mal passada? Por que raios tem queijo no cardápio de sobremesa? Saiba tudo o que você precisa para aproveitar o máximo da terra natal da gastronomia.

1. “Restaurant”, “cafe”, “bistrô”, brasserie”...Na busca por um restaurante em Paris ou qualquer outra cidade francesa, talvez encontrar um restaurante seja a coisa mais difícil. Não pela falta de estabelecimentos pelas ruas (tem um monte!), mas porque eles perdem em número para as outras categorias. 
“Cafes” são, sem dúvidas, a maioria – podem se tratar de um café, mas na maioria das vezes são o equivalente aos nossos barzinhos; As “brasseries” são versões mais descontraídas (e menos elegantes) de restaurantes, com pratos mais simples, bebidas variadas, doces e cafés; Já os “bistros” são aqueles pequenos e aconchegantes restaurantes de toalha quadriculada que aparecem nos filmes. Baratos e despretensiosos, são os melhores lugares para conhecer os pratos tradicionais da França.

2. Fale francêsVocê pode saber inglês, espanhol, russo ou croata, mas nada disso vai te ajudar na França. Para lidar com um francês, só entendendo francês. Lembro-me de ter decorado a frase “não sei falar francês”, e mesmo assim os garçons concordavam com a cabeça e seguiam com sentenças complexas e biquinhos. Caso tenha sorte e encontre alguém que resolva falar em inglês, logo vai notar que não adianta muita coisa (o inglês deles é incrivelmente complicado de compreender).

Acredite em mim quando digo que não é difícil aprender o básico da língua francesa. Por termos a mesma origem latina, basta um pouco de vontade para se dar bem falando francês. Em último caso, um dicionário sempre vai bem!

3. O pão e a água de cada diaAcho que uma das coisas que mais surpreendem os brasileiros na França é ter pão e água de cortesia. Isso mesmo, de graça! Nem é preciso pedir, logo ao sentar à mesa surgirá uma jarra de água e um cesto de pães em sua frente. A água é de torneira, e não há problemas bebê-la na Europa, pois é filtrada (claro que quem preferir pode pedir água mineral, de garrafa, e pagar o preço). Já os pães vêm da velha tradição francesa - quem nunca viu a figura de um francês com uma baguete debaixo do braço?

4. “Menu du jour”Se fosse para escolher apenas uma dica para se dar bem em um restaurante francês, seria esta: escolha o “menu do dia”. Mais ou menos 99% dos restaurantes franceses oferecem em seu cardápio o menu do dia (“menu du jour”) ou o prato do dia (“plat du jour”). São opções muito mais baratas que o normal, e geralmente englobam os pratos mais típicos do estabelecimento. É uma boa maneira de conhecer restaurantes chiques e famosos sem pesar no bolso.

5. Tenha medo do mal passadoSe há um lugar que leva a sério o termo “mal passado” é a França. Sua carne ao ponto equivale à nossa mal passada, e é muito raro um prato ser servido assim por lá. Pedir algo mal passado é mais do que comum – trata-se da carne bem avermelhada, com o interior praticamente cru (não é à toa que há tantos pratos de carne crua na França, como o steak tartare).
O ponto favorito dos franceses é o que chamam de “bleu”. Em francês, significa “azul” e se refere a uma carne tão rosada que chega a ser violeta (às vezes com uma casquinha tostada por fora). Os mais fortes apostam na “saignant”, carne intensamente sangrenta.

6. Aposte nos pratos típicosOs pratos mais típicos da França não são os mais caros. Pelo contrário, são simples e estão presentes em qualquer restaurante. Entre as principais entradas estão o croque monsieur (espécie de misto-quente gratinado), a torta quiche, os viscosos, mas gostosos, escargots (são os caracóis, lembram muito lulas, só que vêm acompanhados de um molho de ervas), o foie gras (fígado de ganso), o steak tartare (cubos de carne crus, maturados, com uma textura similar à do quibe cru) e a sopa de cebola com queijo (com certeza a sopa mais encorpada do ocidente).
Para o prato principal, se destacam o boeuf bourguignon (um tipo de picadinho com carnes ao vinho em um cozimento extremamente lento e uma maciez incrível), o coq au vin (aves, principalmente galo, ao vinho), o pato confitado em ervas, os mariscos com batata frita (“moules et frites), o entrecôte (corte similar ao contrafilé) e os peixes com crosta.
Para fechar com chave de ouro, as melhores opções são o crème brûlée (um creme de baunilha com a superfície caramelizada), a tarte tatin (torta invertida de maçã), a île flottante (merengue com amêndoas, creme anglaise e, às vezes, sorvete) e a incomparável mousse de chocolate.

7. Queijo é doce?Jean Anthelme Brillat-Savarin, o “pai dos gastrônomos”, já dizia: “uma sobremesa sem queijo é como uma mulher bonita, porém vesga”. Para os franceses, queijo e sobremesa têm tudo a ver. Nada melhor para encerrar uma refeição do que algum dos mais de 400 tipos diferentes de queijos franceses. Aposte nos queijos da região em que estiver comendo - raramente eles estarão no cardápio, mas pode pedir sem medo, certamente os garçons abrirão um sorriso.

8. Vinho é sempre bem-vindoFrancês já nasce bebendo vinho. É quase impossível uma refeição francesa na ausência de uma taça (seja em casa, no restaurante ou em um piquenique). O melhor de tudo é que com menos de cinco euros, é possível beber vinhos de altíssima qualidade (nada como não depender das ludibriantes taxas de importação).

O vinho da casa (“vin-maison”) é sempre a opção mais barata, mas não quer dizer que é ruim. Quer dizer que o vinho vem de regiões próximas (em um restaurante de Bordeaux, por exemplo, o vinho da casa será um belo Bordeaux). Em quase todo o país, uma opção leve e barata são os jovens e frutados Beaujolais, que agradam a qualquer um por apenas três euros (aqui, os bons custam a partir de R$ 60). Ah, e é bastante comum que os vinhos cheguem em jarras.
Não me lembro de ter visto muitas cervejas nos restaurantes franceses, muito menos opções de sucos. Os refrigerantes existem, mas não se ofenda se acharem estranho (o refrigerante de cola é a marca oficial dos turistas de primeira viagem).

9. “Mort pour la France”Quando resta apenas uma unidade da porção no prato, ou só um gole do vinho na garrafa, dissemos no Brasil que quem “matar” não irá casar. Na França, ficar com a última parte é questão de sorte. A tradição, principalmente nas cidades menores e rurais, é que o direito da última bocada é dada ao primeiro que declamar “mort pour la France” (significa “morto pela França”, termo utilizado em homenagem aos heróis de guerra).

10. O mal falado serviçoMuitos adoram falar da arrogância francesa e do serviço ruim prestado nos restaurantes. É verdade que eles não gostam de gente que “enrola” à mesa ou acompanhantes que não consumam (tente juntar duas mesas e passará por um grande estresse), mas o serviço não é tão ruim assim.
Existem restaurantes e restaurantes, como em qualquer lugar do mundo, mas não é porque os garçons não param para conversar sobre a vida que seu serviço é ruim. Nos restaurantes franceses, por exemplo, você pode sempre confiar na opinião de um funcionário, e eles sempre darão sugestões a quem pedir, o que é muito bom (e raramente acontece no Brasil).
Claro que existem coisas que irritam o nacionalismo francês de qualquer garçom: pessoas falando em outras línguas, turistas que chegam sem ao menos ter se informado sobre os pratos do país, entre outras pequenas coisas. Colabore com eles, e eles colaborarão com você.

Em todo caso, a maioria dos restaurantes não cobra taxa de serviço. Fica a seu critério pagá-los por isso ou não. E já que muitos franceses não pagam, não será constrangedor evitar a gorjeta.

P.S: “L'addition, s’il vous plaît” é como terminam nossas relações com um garçom francês – significa nada mais que “a conta, por favor”.
Fonte: Sonoma.

Curiosidade - Origem da palavra "Bistrô"
O nome - a palavra “bistrô” vem da pronúncia da palavra francesa “bistrot”, que teve origem na Segunda Guerra Mundial, quando a Rússia invadiu a França. Os russos costumavam gritar “bystro, bystro!” que significava “rápido!”. Por isso, os franceses colocaram o nome de “bistrot” em pequenos restaurantes de bairro, que servem comidas mais rápidas.
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Veuve Clicquot-Ponsardin - parte I semana de festejos

Olá, people!
Semaninha linda começando, outono delícia teve início ontem por aqui e eu fico mais velha em alguns dias. Ai, ai... Já no clima de festejos, escolhi o assunto da semana: Champagne e Espumantes, para brindar com vocês toda a alegria de estar viva e poder, graças a Deus e a saúde, que devem estar sempre em primeiro lugar, curtir as boas coisas da vida.
Vivendo, provando e aprendendo. ;)

Quando se fala de Champagne e Espumante logo vem à mente o glamour dos momentos especiais, festejos, romance... Mas acho que na verdade é uma bebida como o vinho, pode ser degustado em qualquer ocasião e até mesmo nas refeições. Só que tem mais charme e leveza, claro! :)

Napoleão dizia que era importante apara celebrar as vitórias, mas também para esquecer as derrotas. 
E há uma frase ótima da Madame Lily Bollinger que diz:

“Eu bebo champagne quando estou contente e quando estou triste; às vezes, bebo quando estou sozinha, mas quando estou acompanhada considero uma obrigação; beberico, quando estou sem fome, e bebo de verdade quando estou com fome. Fora isso, nunca bebo champagne... a não ser quando estou com sede.” rsrsrs....Boa, não?

Aqui no blog há algumas postagens sobre a origem do champagne, diferença entre champagne e espumante e tal, então não entrarei novamente neste mérito.
Os post de hoje vem mais homenagear uma mulher brilhante do que falar de um champagne. É a história toda que me encanta muito mais do que as características do champagne em si. Falo da Veuve Clicquot-Ponsardin, da região de Reims, na França, cuja relevância no mundo dos vinhos mais glamorosos se de deve à astúcia e determinação de uma mulher, Nicole Barbe Clicquot-Ponsardin.
Ela ficou viúva, inclusive é desta palavra que vem o "Veuve"(viúva em francês), aos 27 anos, no início do século 19 e assumiu a vinícola da família.
A história toda da vinícola e desta grande mulher começou em 1772 quando Philippe Clicquot-Muiron fundou um comércio de vinhos com o nome Clicquot. Três anos mais tarde seria a primeira a introduzir o champanhe rosé. Um fato que mudaria os rumos da empresa e tornaria a marca uma das mais luxuosas do mundo ocorreu em 1798 quando seu filho, François, casou-se com Nicole Barbe Ponsardin. Em 1805, Madame Clicquot ficou viúva e assumiu o controle dos negócios. A Casa Clicquot passou então a denominar-se Veuve Clicquot-Ponsardin. Surgia assim a marca VEUVE CLICQUOT.
Dedicada e exigente, Madame Clicquot tornou-se uma das primeiras mulheres de negócios dos tempos modernos.
Muitos atribuem a ela a reinvenção da bebida. Isso mesmo, se Dom Pérignon foi quem inventou o champagne, foi Madame Clicquot que o reinventou e o transformou em ícone de luxo. 
Quer mais? Foi durante a sua gestão que a vinícola desenvolveu o *remuage, o que permitiu o *dégorgement, um processo que deixa a bebida mais cristalina e elegante.
Além disso, Clicquot liderou sucessivas comitivas internacionais, a reinos e afins, promovendo a bebida. E foi um sucesso!
Madame Clicquot morreu em 29 de Julho de 1866, aos 89 anos, deixando uma bem estabelecida marca de champanhe.

Encontrei um vídeo super gostoso de assistir, sedutor mesmo, sobre o assunto: http://vimeo.com/41180797

Ao longo do tempo, outras ações reforçaram a marca. As campanhas de marketing ficaram mais agressivas desde que a empresa, ao final dos anos 80, foi adquirida pelo grupo LVMH(Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A), uma holding francesa de artigos de luxo. Ao mesmo grupo pertence a Moët Chandon, Krug e Dom Pérignon, um verdadeiro império.
Veja mais fotos da Maison:

E para quem quiser saber mais, há o livro "A Viúva Clicquot" (304 páginas, ed. Rocco, R$ 39,90), resultado de pesquisa da historiadora americana Tilar J. Mazzeo sobre a vida de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, a mulher por trás da marca de champanhe mais famosa do mundo.
Excelente leitura que já vira dica de presente! hihihi

*RemuageÉ um processo lento e delicado. As borras são leves e turvam o vinho ao menor movimento. As garrafas são colocadas em cavaletes especiais de madeira chamados pupitres, dotados de furos ovais onde as garrafas são introduzidas horizontalmente. O remuer, profissional especializado nesta tarefa, passa periodicamente pelos pupitres fazendo o giro de 90o nas garrafas, e, ao mesmo tempo, colocando-as um pouco mais inclinadas para cima, de modo que as leveduras mortas vão, aos poucos, sendo levadas ao gargalo. Quando as garrafas estiverem bastante inclinadas para cima, as leveduras já estarão quase inteiramente sobre a tampinha.
*Dégorgement ou DisgorgementApós a remuage, a garrafa está com os sedimentos no gargalo, que é congelado e expelido por pressão.

Nos próximos posts falarei de outros importantes rótulos e darei dicas de espumantes deliciosos com excelente custo-benefício.

Termino dizendo, minha gente, que, seja como for, celebrar é preciso, todos os dias(principalmente nos aniversários)! E tem espumante para todos os bolsos e gostos. Só não pode é deixar a vida passar em branco sem o gostoso barulhinho do tilintar das taças, dos brindes, e muito amor!
Santé!
 

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O deus da cozinha(ou do fogão) - ele existe!

Vocês sabiam que existe um deus do fogão, ou da cozinha?
Siiiim, é chamado Chou Kuan ou Tchou Kuân.
Descobri indo à China e lendo, entre outras coisas, o maravilhoso livro "A História do Sabor, da editora SENAC SP.

A iconografia religiosa chinesa é bastante variada, são muitos os deuses e os entes divinizados. Um mundo de crenças assente na presunção de que os deuses são acessíveis, mas também falíveis, e que o seu apoio se obtém através de acções meritórias ou de oferendas materiais – ou seja, se os humanos estão sujeitos à vontade dos deuses, porém, os deuses podem, por sua vez, serem induzidos ou convencidos a alterar os seus apoios.

O deus do fogão(ou da cozinha) é uma espécie de patrono dos lares. Sua imagem adorna todas as cozinhas. 
Normalmente, a caverna para a imagem do deus do fogão fica no norte ou no leste da cozinha. Na casa sem caverna para ele, costuma-se colar sua imagem diretamente na parede.Chou Kuan, assim se chama, tem por função relatar ao Soberano Celeste, o Imperador de Jade(Iôk Uóng), e autoridades celestiais o comportamento da família, enumerando as suas boas e más ações, ritual que é cumprido uma vez por ano, por ocasião do novo ano lunar.É um deus que vive na Terra, nos lares das famílias. Um deus vassalo do Senhor do Céu. Antes da partida do deus do fogão para a sua viagem aos Céus, aqueles que, por razões menos meritórias, prefiram que o deus se cale, besuntam-lhe a boca com mel ou outro doce, ou seja, adoçam-lhe a boca; outros, colam-lhe os lábios, impedindo assim qualquer tipo de relato...
Na véspera da partida do deus fdo ogão – 23º dia do 12º mês lunar -, as famílias queimam a imagem do deus do fogão e este começa então a sua viagem, servindo-se da fumaça para chegar aos céus. Sete dias depois, regressa, colocando-se no altar nova imagem de Chou Kuan.

A imagem, em cartão, conforme a fantasia e a imaginação do artista, seu autor, é representada por um velhinho, tendo a seu lado uma velhinha, sua companheira, ambos sentados, no seu respectivo trono, ou por um homem de meia idade e barrigudo, tendo ao seu lado um cavalo, ou ainda por um solerte jovem em atitude de agente fiscal, segurando uma tabuinha numa das mãos, na qual aponta com irritante zelo tudo quanto observa em casa de cada um.
Esta imagem normalmente fica atrás do local onde se cozinha e ao longo do ano toma conta da família e sabe sempre tudo o que se passa.

Muitos relatos sobre a origem desse deus mencionam alguma forma de gula, um glutão que foi condenado a observar os outros saboreando a comida à qual não tinha mais acesso sendo um "deus" e assim sendo, vigia constantemente a gula dos seus protegidos, entre outros "pecados", para relatá-los ao Deus Supremo. Nota-se nisso a ligação íntima da cultura com os ideiais clássicos de frugalidade, moderação e equilíbrio.

Então, minha gente...Cuidado com a gula y otras cositas más... O deus da Cozinha está sempre de olho! ;)
Que ele proteja e abençõe todos os lares trazendo prosperidade com saúde e quilíbrio!
 
Fontes: "A História do Sabor" e Caderno do Oriente.

Espero que tenham gostado.
Beijinhos com gostinho de folclore,
Cozinha da Janita.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dumplings Chineses(Baozi ou Jiaozi)


Os Dumplings são uma iguaria tradicional do Norte da China, é um dos pratos imprescindíveis no menu Ano Novo chinês e está presente também em todo café da manhã e outras refeições dos chineses.
Conheci em viagem a China e simplesmente me apaixonei. Provava todos que podia, parecia uma caça-dumplings, viciei total! rsrs...
Na foto abaixo, no mercado de comida de rua de Beijing, só não estava com cara mais feliz porque estava um frio absurdo!
Mas vejam que lindeza os baozi(dumplings redondinhos) de lá!
 

A história da origem dos dumplings chineses remonta aos tempos antigos da dinastia Han(a maior parte dos chineses hj é descendente dessa dinastia), 200 anos a.C, embora a literatura antiga faça referência a um período muito mais longo.Crê-se que a sua origem esteja ligada a um jovem antepassado, assim como à famosa fábula “Pan Gu”.

Conhecido como um bolinho em formato de meia-lua ou redondo, eram tradicionalmente acompanhados por sopa, embora a base varie nas diferentes regiões. Contrariamente ao que se possa pensar, a sopa tornou-se apenas um acompanhamento deste petisco durante a dinastia Tang. Na maioria das vezes é servido acompanhado de algum molhinho a base de shoyo, cozido no vapor ou frito. Todos deliciosos!
Quanto à forma e ao recheio, não há uma regra específica. Podem ser redondos (baozi) ou em formato de meia-lua (jiaozi). O recheio pode ser doce ou salgado, de legumes, carne ou frutos do mar. Dentre os que mais gostei estão os de legumes e os de carne com acelga(parecido com o recheio do rolinho primavera). O detalhe que para mim foi marcante é  como os ingredientes do recheio são minuciosamente cortados, suuuper miudinhos, e a massa é fininha feito papel, um trabalho e tanto!
Sua delicadeza e textura tornaram-no um dos pratos mais queridos e conhecidos da culinária chinesa em todo o mundo e o alimento ideal para a abertura do Festival da Primavera que marca o início do Ano Novo já que representa e atrai a SAÚDE na cultura chinesa.

Logicamente que os dumplings caseiros que tentamos fazer aqui não tem nada a ver com os deles, dos chineses, cuja massa é tão fininha que um chef bam-bam-bam leva em média 3 anos pra ser treinado e ficar expert na coisa. Os principais requisitos, lá, são que a massa tem que estar na especificação de espessura e ao dobrar, tem que fazer o número exato de "dobrinhas" ao apertar. Minha nossa! Os chineses são metódicos também na cozinha e nas grandes cidades como Beijing e Shanghai se come super bem e em lugares limpos e bem decentes, nada a temer , garanto. Há excelentes restaurantese casas de Dim Sum que oferecem essas iguarias deliciosas.

Vamos è receita de dumplings(jiaozi) para tentar fazer em casa?
 
Ingredientes:

Para a massa:
3 xícaras de farinha de trigo
1 1/4 xícaras de água fria
1/4 colher de chá de sal
*(Se quiser facilitar e comprar a massa pronta, veja a sugestão abaixo, em "dicas")

Para o recheio:
1 xícara de carne de porco ou boi moída
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de vinho de arroz chinês ou xerez
1/4 colher de chá de pimenta branca moída, ou a gosto
3 colheres de sopa de óleo de gergelim
1 talo de cebolinha, picada bem miúdo
1 1/2 xícaras de acelga picadinha
1 1/2 xícara de repolho
1/2 colher de sopa de gengibre fresco, picado bem miúdo
1 dente de alho amassado
Ajinomoto o quanto baste

Modo de Preparo:

Massa:
Colocar a farinha e o sal em uma tigela, misturar uniformemente. Ir acrescentando a água e misturando. Não colocar a água toda, mas ir testando. Quando a massa estiver bem homogênea, se estiver maleável (como massinha de modelar) e não muito seca, está no ponto. Não deixar muito molhada, senão não conseguirá fazer os círculos.


Deixar a massa descansar por 30 minutos em plástico filme, e fazer o recheio enquanto isso.
Quando o recheio estiver pronto, fazer os círculos de massa: pegar um pouco da massa e fazer uma bolinha mais ou menos do tamanho de uma "bola de gude". Com um rolo de madeira, abrir a massa da bolinha, formando um círculo de mais ou menos 7 cm de diâmetro. Colocar o círculo na mão e com uma colher de chá, pegar um pouco do recheio, enchendo a metade desse círculo. Dobrar o círculo ao meio e fechar, apertando. (O dumpling fica parecendo uma meia-lua). Se a massa não colar, passar um pouco de água na beirada e apertar.

Quando todos os dumplings estiverem prontos, cozinhar os mesmos, da seguinte maneira:
Ferver água em uma panela bem grande, colocar mais ou menos 12 dumplings. Tampar. Quando a água ferver, acrescentar 1/2 xícara de água fria. Tampar. Quando ferver novamente, acrescentar mais 1/2 xícar de água fria. Tampar. Repetir o processo mais 1 vez. Retirar os dumplings da água com uma escumadeira. Servir com molho de soja.

Recheio:

Numa tigela, misture a carne com o gengibre. Acrescente o sal, o shoyo e o vinagre. Incorpore à mistura o repolho picado e a acelga. É importante que todos os vegetais estejam bem picados para que não perfurem a massa do Jiaozi

Dicas: Provavelmente em muitas lojas da Liberdade, em São Paulo, você poderá encontrar círculos de massa pronta para dumplings, isso facilita bastante o processo.

MINHA EXPERIÊNCIA COM OS DUMPLINGS NA MINHA COZINHA

Mas o mais fácil é fazer com massa para pasteizinhos, aquelas rendondinhas que vendem nos supermercados na parte de alimentos frios. Você pega uma massinha crua redonda, recheia, molha as bordas, fecha com os dedos(enrolando as pontinhas pra dentro) fazendo formato de meia-lua e depois cozinha no vapor. Fiz recheado com frango e legumes picados todos beeem pequeninos e misturado ccom um ovo cru para dar liga.Dá pra matar o desejo e fica bem gostoso também. ;)
Veja na foto como ficaram os meus que fiz em casa no dia do ano-novo chinês:
Servi com um molhinho de shoyo com pimenta calabresa, gengibre ralado, açúcar e óleo de gergelim. Yummy!!! Ficou muito bom e todos adoraram!
 
Fotos: acervo pessoal e google.
 
Espero que tenham gostado e se forem a China, provem os dumplings, please!
Beijinhos.
 

Ano Novo Chinês - Como é festejado?

Ni Hao, queridos leitores!
Na China, há um dito popular que diz: Todos os planejamentos do ano se fazem na primavera, pois a chegada do Ano Novo coincide com o início da primavera lá, sempre no final de janeiro ou início de fevereiro. Não existe uma data certa, como aqui no ocidente, porque o calendário chinês é baseado no ciclo lunar. Neste ano será celebrado no dia 10 de Fevereiro e será o ano da Serpente de Águas Profundas.
Na véspera do Ano Novo as pessoas fazem limpezas gerais: limpam e arrumam a casa, cortam o cabelo, fecham as contas, colocam oferendas aos Deuses que cuidam da casa, preparam as roupas...
A cor vermelha, por ser yang e vibrante, é a cor predominante durante as comemorações do Ano Novo. As mulheres da família procuram usar um vestido novo nesta cor para assegurar a sorte e um bom ano. Além desta cor, outras cores da sorte são o amarelo e o roxo.
Durante a comemoração, lanternas vermelhas são acesas e penduradas diante da porta principal, e só serão retiradas após os 15 dias do Ano Novo. Fogos de artifício são estourados para espantar os maus espíritos.
No primeiro dia do ano é muito comum as crianças e os
solteiros da casa ganharem um envelope vermelho contendo dinheiro. Este envelope é distribuído pela matriarca da casa (avó ou bisavó) com propósitos auspiciosos.

Um outro costume é colocar desejos escritos com tinta preta em tiras de papel vermelho na porta de entrada. O preto representa a água e a sabedoria; e o vermelho, o fogo e o sucesso. Segundo o dito popular Quando um pingo de água cai sobre o fogo, acontece uma ebulição; e é por ebulição que todas as coisas acontecem. Os desejos devem ser escritos por criativos e competentes calígrafos, de forma poética e metafórica para poder trazer sorte e realização.
Uma forma variada deste costume é o Espalhar da Primavera onde as pessoas escrevem em um papel vermelho com uma letra bem bonita o seu pedido sincero e de boas intenções. Este pedido deve sempre visar o bem, não pode ser egoísta e nunca visar prejudicar alguém. Depois de mentalizar o pedido realizado, o papel é pendurado na janela ou porta, com uma linha ou fita vermelha, para que os ventos possam levar e trazer o pedido.

A comida na celebração do Ano Novo Chinês

A celebração do ano novo chinês tem a duração de poucos dias, e cozinhar é uma parte importante das festividades. É um tempo de renovação e de começar do zero para o próximo ano. Grande parte do tempo é gasto visitando as casas de membros da família, amigos e colegas para renovar velhas amizades ou forjar novas relações. Boas-vindas a um dos períodos mais importantes do calendário lunar chinês, banquetes e jantares elaborados são preparados com antecedência e muito esmero.

No último jantar do ano a família se reúne para a refeição do fechamento do ciclo anual. São feitos pratos especiais para trazer todo o tipo de sorte e felicidade.

Não podem faltar os bolinhos em forma de lingotes(barras) de ouro;

o peixe que representa o dinheiro(o bom início e fim do ano); as tangerinas, também chamadas de laranjas da sorte(que trazem sorte),
o prato feito com arroz moti, bolinhos chamados de moti, representando a prosperidade

e o talharim (macarrão) que representa vida longa, muito usado em aniversários também.
Há ainda o Pato de Peking que simboliza a fidelidade, camarões trazem felicidade, ovos representam a fertilidade e os dumplings(adooorooo) representam a saúde!



Todas as frutas e doces são servidas em bandejas ou embalagens vermelhas.

A refeição é feita em uma mesa circular para favorecer o relacionamento e a união dos membros da família. As pessoas procuram perdoar as ofensas, esquecer as diferenças e evitar os maus pensamentos. Tudo é comemorado com muita alegria e fartura para trazer muita sorte e felicidade.

Bonito, não?

Que tal celebrarmos?
Abaixo uma receita típica gostosa e saudável para a data.

 MACARRÃO DA LONGEVIDADE - Chang Shou Mian

O macarrão da longevidade é um prato bem tradicional na China, especialmente para celebrar o Ano Novo ou aniversários. Os chineses acreditam que a forma fina e comprida da comida é um símbolo da longa vida. Como o nome já diz, o prato simboliza a longevidade. Changshou significa a longa vida, e o Mian é macarrão.




Existem milhares de variações que você pode fazer sobre o macarrão. Lá usam o sobá(fotos acima), um macarrão feito de trigo sarraceno, também conhecido como trigo mourisco ou trigo preto ).

Ingredientes para o Chang Shou Mian:
 


1 pacote grande de macarrão sobá(pode ser também instantâneo ou de lámen fresco ou talharim)

5 xícaras de caldo de frango

¼ de xícara de shoyu

1 colher de sopa de açúcar

Sal e pimenta-do-reino branca a gosto

2 colheres de sopa de água

1 colher de sopa de melado

½ xícara de presunto picado para decorar

4 cebolas cortadas em tiras finas na diagonal para decorar

2 colheres de chá de óleo de gergelim

Também para decorar: ovo cozido partido em dois ou gema mole, camarão no vapor, tempurá de camarão, tofu fatiado, cenoura em tiras, cebolinha, salsinha ou nirá. O que vai em cima fica mesmo a seu critério.

Modo de Preparo:

Cozinhe o macarrão até um pouco antes de ficar al dente. Escorra e coloque imediatamente em uma tigela com água e gelo para parar o cozimento. Escorra novamente e divida entre 4 tigelas fundas. Cuidado para não quebrar o macarrão!

Em uma panela ou uma wok, junte o caldo, o shoyu e o açúcar e deixe ferver em fogo médio. Ajuste o tempero com o sal e a pimenta-do-reino branca.

Em uma tigelinha, bata a água com o melado. Coloque aos poucos no caldo, sempre mexendo, para engrossar um pouquinho o caldo.

Coloque um pouco de caldo sobre cada tigela de macarrão. Decore com os ingredientes que quiser, lembrando que vale misturar camarão e carne de porco e que o ovo cozido deve ter a gema não muito dura, com o centro levemente amolecido.

Importante: Lembre-se de nunca quebrar o macarrão antes ou durante o cozimento. Quanto mais longo o fio, melhor. Na verdade, quebrar os fios no cozimento traz muita má
sorte!

FELIZ ANO NOVO CHINÊS, FELIZ ANO DA SERPENTE!


 

 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...