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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pêssego assado com marzipan

Essa é uma das receitas do menu de um dos últimos jantares da turma espetacular e amadíssima do Entre Panelas e Amigas, de Itajaí/SC. Elas arrasam nos pratos e na decor, são demais! Sou muito fã. Dá vontade de correr para a cozinha, fazer e provar tudo! 
Babei quando vi a foto(abaixo), pedi a receita e cá estou compartilhando essa delícia no blog. Muito fácil e pode ser usada como base para outras variações. 
Espero que também gostem. Eu ameeeei!!!

Ingredientes:
6 pêssegos
Massa folhada pronta
Marzipã

Modo de Preparo:
Descasque os pêssegos, corte ao meio e retire a semente.
Corte a massa folhada de maneira que consiga cobrir meia fruta.
Corte pedaços de marzipã e coloque no meio do pêssego.
Enrole cada metade da fruta em massa folhada.
Assar até ficar dourado.
Servir com creme, ganache ou sorvete.

Fácil, não?

Dicas Cozinha da Janita: Substitua o pêssego por nectarinas, maçãs, pêras ou até bananas. Acrescente baunilha de Bourbon moída na hora e raspas de limão siciliano ao recheio. 
Maple Syrup para servir sobre a tortinha também fica bem bacana e gostoso.

Expandindo o conhecimento...

O que é Marzipan?
O marzipan é um doce que teve origem no oriente, mas que é muito popular pela europa (os alemães e espanhóis que o digam). Geralmente, esse doce é feito com uma proporção de 1:1 de amêndoas para açúcar de confeiteiro + especiarias.
Na Espanha: 
Dois nomes de marzipan origem controlada são reconhecidos em Espanha.
Marzipan de Toledo pode ser feito nos municípios de Toledo, Sonseca, Consuegra, La Mata, Gálvez e Santa Olalla. Marzipan de Soto en Cameros, que tem uma AOC desde 1989. Ela é caracterizada pelo uso de amêndoa amarga e óleo de limão.
Na Alemanha:
A produção de marzipan é tradicional nas margens do Báltico, especialmente em Lübeck.
Marzipan de Koenigsberg foi introduzido no século XVIII por pasteleiros suíços. Ele usa amêndoas doces e amêndoa amarga, ovo, extrato de limão e água de rosas. Hoje, a maior produção tem lugar em Wiesbaden e Lübeck.


O que é Ganache?
Ganache vem do francês e significa “imbecil”, isso porque esse recheio foi inventado por acaso quando um aprendiz de chocolatier deixou sem querer que o crème de leite quente caísse numa tijela cheia de chocolate. O chef chocolatier ficou irritado e chalmou-o de imbecil (ganache!). Mas, logo depois, o chefe percebeu que, na verdade, o erro do aprendiz servia como um delicioso recheio.Ganache, portanto, é uma mistura de chocolate e creme de leite, possui consistência que pode ser cremosa ou mais “soft”.

O que é Maple Syrup?
O Maple Syrup é feito da seiva da árvore Maple, que no Brasil é chamada de bordo. Maple significa “bordo” em português, que é uma árvore da família Acer que em sua maioria ultrapassa os 200 anos de vida. A partir de 1965, a bandeira do Canadá recebeu em seu “desenho” a folha da “Maple tree” no centro.Essas árvores são encontradas no nordeste dos Estados Unidos e do Canadá. A seiva, depois de extraída da árvore, é fervida até atingir a consistência de uma calda espessa. Com um consumo mundial enorme, o Maple Syrup original é feito em Vermont (Canadá), mas também existem pontos de produção nos EUA. Hoje o Canadá engloba 83% da produção do xarope de bordo no mundo. O Maple Syrup tem variações, dependendo da época e da região onde a seiva é extraída: quanto mais escura for sua coloração, mais forte será o seu sabor. Ele é geralmente saboreado com waffles, crepes, french toasts, entre outros.

O que é Bourbon Vanille?
Baunilha Bourbon ou baunilha Bourbon-Madagascar, produzida a partir de plantas de V. planifolia levadas das Américas, é o termo usado para a baunilha das ilhas do Oceano Índico, como Madagascar, Comores, e Réunion, antigamente chamada Île Bourbon
A baunilha é a segunda especiaria mais cara, perdendo somente para o açafrão, devido a mão-de-obra  necessária para a produção das vagens.

Momentinho Cult...

O poeta Gonçalves Dias dedicou à Baunilha um poema, escrito em1861, onde se lê (domínio público):

A Baunilha

Vês como aquela baunilha
Do tronco rugoso e feio
Da palmeira - em doce enleio
Se prendeu!
Como as raízes meteu
Da úsnea no musgo raro,
Como as folhas - verde-claro -
Espalmou!
Como as bagas pendurou
Lá de cima! como enleva
O rio, o arvoredo, a relva
Nos odores!

Que inspiram falas de amores!
Dá-lhe o tronco - apoio, abrigo.
Dá-lhe ela - perfume amigo,
Graça e olor!

E no consórcio de amor
- Nesse divino existir -
Que os prende, vai-lhes a vida
De uma só seiva nutrida,
Cada vez mais a subir!

Se o verme a raiz lhe ataca,
Se o raio o cimo lhe ofende,
Cai a palmeira, e contudo
Inda a baunilha recende!
Um dia só! _ que mais tarde,
Exausta a fonte do amor,
Também a baunilha perde
Vida, graça, encanto, olor!

Eu sou da palmeira o tronco,
Tu, a baunilha serás!
Se sofro, sofres comigo;
Se morro - virás atrás!

Ai! que por isso, querida,
Tenho aprendido a sofrer!
Porque sei que a minha vida
É também o teu viver.

domingo, 18 de maio de 2014

Wurst klöße ou Wurst kloesse - Bolinho de batata com recheio de linguiça

     Esta é uma receita alemã adaptada pelo Senac Restaurante Escola de Blumenau para uma rodada do Brasil Sabor de maio deste ano. 
     Como já fiz outras receitas desse tipo outras vezes, acrescentei alho e cebola roxa ao refogado para realçar o sabor, a fécula de batata para dar corpo à massa(esse é o segredinho que ninguém conta) e às vezes é necessário até mais trigo, pois a nossa batata inglesa é bem mais aguada(tem que ser meio de olho mesmo, como no caso do gnocchi), ou o bolinho se desmanchará na hora de cozinhar.

     Destaque para a inigualável linguiça Blumenau pela qual somos apaixonados e dá um sabor incrível aos pratos!
     Confira a deliciosa e versátil receita, que pode ser servida de diversas formas.
Ingredientes:
250 g de batatas raladas 
250 g de purê de batata(batata amassada) 
150 g de farinha de trigo 
1 a 2 colheres(sopa) de fécula de batata
2 gemas 
Sal a gosto 
Pimenta-do-reino e noz-moscada raladas na hora 
1 cebola roxa pequena picadinha
1 dente de alho espremido
salsinha e cebolinha picadinhos(opcional)
60 g de linguiça Blumenau 
60 ml de molho de tomate

Modo de preparo:
Misture as batatas raladas, o purê, a farinha de trigo, a fécula de batata e as duas gemas até ficar uma mistura homogênea. Acrescente o sal, a pimenta, a noz-moscada e a salsinha e cebolinha(opcional) e verifique o sabor. 
Corte a linguiça Blumenau em cubinhos e refogue com  a cebola, alho e depois o molho de tomate. Deixe resfriar. 
Com um pouco de óleo na mão, abra a massa na forma de um disco (aproximadamente 50 g). Adicione no centro do disco uma colher (chá) de linguiça Blumenau refogada. Feche os bolinhos. 
Coloque numa panela com bastante água entre 80 °C e 90 °C e cozinhe até que subam à superfície (aproximadamente 20 min). 
Retire da águaquente com auxílio de uma escumadeira.

Sirva-os quentes com molho de sua preferência. 
Nossas sugestões: molho de cogumelos, molho branco, molho de tomate, molho quatro queijos, acompanhando ensopados, etc.
Adoro servir com Sauerbraten, como na foto abaixo(a carne servi separadamente):
*Também fica muito gostoso servido com uma sopa rala, de caldo de carne ou frango.

* Se preferir a versão frita, passe as bolinhas no leite ou ovo batido e depois na farinha de rosca e frite em abundante óleo quente.

Fotos: acervo pessoal e google.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Reibekuchen mit Apfelmus

Essas delicinhas originadas da Alemanha e antigamente mais degustadas no café da manhã, podem ser servidas a qualquer hora, como entradinha, acompanhamento ou prato principal.
Quase como batata rôsti, mas o Reibekuchen leva um pouco de trigo e ovo.
Pra fazer muitas vezes!
Ingredientes:
1 Kg de batatas
2 ovos
1 cebola grande
100 g farinha de trigo
sal, pimenta-do-reino branco e noz-moscada
salsinha/cebolinha/dill(opcional)
um pouco de azeite de oliva

Modo de preparo:
Lavar e descascar as batatas. Ralar bem fino. Espremer para que saia o excesso de água.Fazer o mesmo processo com a cebola e misturar com a batata numa tigela (bowl).Adicionar os ovos inteiros, farinha de trigo e temperar com sal, pimenta do reino e noz-moscada. Misture bem. A massa deve ficar não muito mole e nem dura. Aquecer uma frigideira com um pouco de azeite e fritar pequenas porções de batata (tipo rôsti) até ficarem bem crocantes e douradinhas.
Secar num papel-toalha. Servir morno com purê de maçã.

Dica: A batata inglesa pode ser substituída por aipim. Fica uma delícia!

Apfelmus (Purê de maçã)
3 unidades de maçã
1 unidade de laranja
½ unidade de limão siciliano(ou thaiti)
Açúcar e canela a gosto

Modo de preparo:
Lavar e descascar as maçãs. Deixar na água com um pouco de suco de limão siciliano(ou thaiti).Cortar as maçãs em cubos bem pequenos(ou ralar) e refogar junto com o açúcar numa pequena panela funda.Antes do açúcar começar a caramelizar junte o suco de uma laranja e um pouco de canela.Tampar a panela e deixar ferver lentamente.Quando a maçã estiver bem molinha verificar o sabor. Misturar bem ou bater com mixer e deixar esfriar.

Sirva sobre o Reibekuhen.

O Reibekuchen também fica delicioso com Salmão defumado e Sour Cream(nata azeda) com dill.

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Bretzel ou Pretzel

Esses pães trançados em forma de braços rezando, além de deliciosos, simbolizam o amor eterno, a divina trindade e trazem sorte, prosperidade e plenitude espiritual, sabiam? É pra preparar com carinho e comer com muito gosto!
Esses fiz com minha filhota. Ela precisava para levar para uma aula de alemão onde falariam sobre comidas típicas da Alemanha e degustariam o que foi levado.
Foi uma festa e ficaram deliciosos!
A receita é bem simples, confiram abaixo. ;)

INGREDIENTES:
- 2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo

- 1 xícara (chá) de água morna
- 2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
- 1 colher (sopa) rasa de açúcar
- ½ colher (chá) de sal
- 1 envelope de fermento biológico seco (10g) ou 1 tablete fermento fresco (15g)
Para besuntar os pretzels - azeite de oliva ou óleo de soja.

Para polvilhar - Sal grosso. Outras opções são: Queijo parmesão ralado, ervas páprica, gergelim.

MODO DE PREPARO:

Em uma tigela misture a água morna com o fermento até dissolvê-lo, junte a manteiga, o açúcar, o sal e a farinha. Misture até ficar uma massa homogênea, cubra e deixe descansar por 15 minutos.

Sobre uma superfície lisa polvilhada com farinha de trigo, coloque a massa e divida em 20 pedaços se quiser fazer bretzels maiores. Faça rolos de 80 cm de comprimento e modele-os no formato de pretzel. OBS: Dá para fazer até 40 brtezels pequenos com essa massa.
Coloque-os numa assadeira untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo, deixe descansar por 30 minutos.
Leve ao forno quente (250ºC), asse por  8 minutos ou até dourarem ligeiramente.
Retire do forno, passe, com um pincel culinário, fina e rapidamente o óleo e polvilhe a cobertura desejada. Vai secar na hora e vc já pode servir. Quentinho é ainda mais gostoso!

Rende: 20 a 40 porções, dependendo do tamanho.

Origem do Bretzel ou pretzel

A palavra pretzel entrou no idioma inglês diretamente do alemão brezel. Sua origem antiga remonta ao latim brachitellum, diminutivo de um termo Bracchium que significa "com braços". Diz uma lenda medieval que um monge inventou o pretzel e lhe deu a forma de braços entrelaçados em posição de quem reza. (fonte: revista Veja/abril)
Outras fontes dizem derivar o nome de Bracellus (um termo medieval para a pulseira), ou Bracchiola (bracinhos).
No século 16, a tradição alemã de comer pretzels durante sexta-feira santa é introduzida. Diz-se que a forma do pretzel é como estar rezando. Dentro da Igreja Católica, pretzels são consideradas como tendo significado religioso, sendo feitos com uma receita simples, usando apenas farinha e água pode ser consumido durante a Quaresma, quando os cristãos europeus foram proibidos de comer ovos, banha, ou produtos lácteos, como leite e manteiga. Com o tempo, A Páscoa e a Quaresma tornaram-se características da Páscoa. Pretzels eram escondidos na manhã de Páscoa, assim como os ovos são escondidos hoje um são particularmente associados com a Quaresma, jejum e orações antes da Páscoa. Os três buracos formados no pretzel representam a Trindade cristã de "Pai, Filho e Espírito Santo", e pretzels são pensados ​​para trazer sorte, prosperidade e plenitude espiritual.

A frase de casamento "amarrar o nó" teve o seu início quando um pretzel foi usado para "amarrar o nó" entre duas famílias proeminentes. Assim, laços do Pretzel passaram a simbolizar também amor eterno.
Hoje, Pretzels são comuns no sul da Alemanha (Suábia, Baden e Baviera), e na Suíça, onde muitas vezes são cortados na horizontal, com manteiga, e vendidos como Butterbrezel. Na Baviera, eles comem pretzels no café da manhã com Weisswurst. Na Hungria são chamados de Perec.
O Pretzel alemão é duro e estaladiço, e quase sempre passado no sal. Já a adaptação americana é ligeiramente crocante por fora e macia por dentro.
 
E termino esse delicioso post com uma fofura de "piadinha" que achei sobre bretzel:



 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bienenstich(Torta Picada de Abelha)


Também conhecida como Bolo “Picada de Abelha”, Bienenstich é um dos clássicos da culinária alemã e uma das delícias do mundo!
A origem da receita é um mistério: uma das versões conta que o padeiro que criou a receita foi picado por uma abelha, atraída pela cobertura doce do bolo.
Outra lenda diz que, no século XV, no interior da Alemanha, o bolo foi feito por padeiros para comemorar uma disputa entre aldeias. A batalha foi resolvida quando alguns padeiros jogaram colmeias nos inimigos, que fugiram.
É tradicionalmente servida como sobremesa, mais vai muito bem num café ou chá da tarde também.


Ingredientes:- 350g farinha de trigo
- 25g fermento biológico em pó
- 140ml leite morno
- 75g açúcar
- 75g manteiga sem sal
- 2 ovos
- 1 pitada sal
- 1/2 limão (raspas)


Para a cobertura:- 100g manteiga sem sal
- 100g açúcar
- 2 colheres (chá) açúcar de baunilha
- 3 colheres (sopa) mel
- 150g amêndoas em lascas
- 40ml leite


Para o recheio:1/2 litro de leite
1 pacote de pudim de baunilha
1 colher (sopa) de amido de milho
1/2 litro de creme de leite fresco 
3 colheres (sopa) de açúcar

Modo de Preparo:

Para a massa:O indicado é misturar o fermento ao leite depois coloque a farinha em uma tigela grande. Faça uma cova no meio e jogue o leite com fermento e os outros ingredientes. Amasse até que a massa fica homogênea e elástica. Deixe descansar por 1 hora em um local quente.
Na cobertura misture o restante da manteiga e do açúcar, o açúcar de baunilha, o mel e as amêndoas em lascas em uma panela para ferver. Quando ferver, apague o fogo e acrescente o leite. A partir daí misture bem e deixe esfriar.

Unte e revista a forma com papel manteiga e unte novamente, e, então, coloque a massa.
Coloque com cuidado a cobertura já fria sobre a massa. Deixe descansar por 15 minutos. Asse em forno pré-aquecido a 180 ºC por 20 minutos.

Para o recheio:Numa panela em fogo médio, coloque o leite, o pudim de baunilha e o amido de milho.
Vá mexendo, em fogo médio, de 5 a 8 min, até engrossar.
Desligue o fogo e deixe esfriar bem (o creme mais frio ficará mais grosso).
Numa batedeira, bata o creme de leite fresco e o açúcar até ficar no ponto de "chantilly".
Com o auxílio de um batedor de mão, incorpore levemente o chantilly no creme de baunilha (reservado e frio).
Recheie o bolo.

Gente, essa segunda receita, postada abaixo, é bem mais fácil e é com fermento de bolo. As duas ficam gostosas. Teste e descubra qual mais lhe agrada. ;)


Schnelle Bienenstich(Torta Picada de Abelha Rápida)

Ingredientes para a massa:
3 gemas
4 colheres (sopa) de água morna
125 g de açúcar
3 claras batidas em neve
125 g de farinha de trigo misturada com 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
150g de amêndoas sem pele e laminadas misturadas com 1 colher (sopa) de açúcar (para cobrir a massa)


Para o recheio:1/2 litro de leite
1 pacote de pudim de baunilha
1 colher (sopa) de amido de milho
1/2 litro de creme de leite fresco
3 colheres (sopa) de açúcar


Modo de preparo:Para a massa: Numa tigela, coloque as gemas, a água morna e o açúcar. Com o auxílio de um batedor (de mãos), bata até virar um creme. Em cima deste creme, coloque as claras batidas em neve e, sobre as claras em neve, peneire a farinha de trigo misturada com o fermento em pó.
Misture tudo delicadamente, sem bater.
Transfira para uma forma redonda de fundo falso (26 cm de diâmetro), forrada com papel manteiga, untada e enfarinhada.
Salpique, por cima da massa, amêndoas sem pele e laminadas misturadas com açúcar.
Leve ao forno a mais ou menos 180ºC e asse por 20 ou 30 min. Depois de assado, deixe esfriar, retire o papel manteiga e desenforme.Corte o bolo ao meio (na horizontal).Recheie e, para finalizar, passe também o recheio nas bordas do bolo.


O recheio:Numa panela em fogo médio, coloque o leite, o pudim de baunilha e o amido de milho.
Vá mexendo, em fogo médio, de 5 a 8 min, até engrossar.
Desligue o fogo e deixe esfriar bem (o creme mais frio ficará mais grosso).
Numa batedeira, bata o creme de leite fresco (chantilly) e o açúcar até ficar no ponto de "chantilly".
Com o auxílio de um batedor de mão, incorpore levemente o chantilly no creme de baunilha (reservado e frio).
Recheie o bolo.


Dicas da Janita: Este bolo fica ainda mais gostoso se deixado de um dia para o outro, na geladeira. Você também pode experimentá-lo quente (30 segundos no microondas). E mais, a sobremesa fica mais gostosa junto com uma bola de sorvete de creme. ;)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Confit de Marreco com Puré de Batata e Alho Defumado acompanhado de Cebolas Carameladas e Molho de Tangerina

Confira abaixo uma das receitas do Festival Gastronômico de Blumenau/SC 2012 que acontece de 03 a 31 de Janeiro.
Esta receita simplesmente divina é do Senac Bistrô.


CONFIT DE MARRECO COM PURÊ DE BATATA E ALHO DEFUMADO ACOMPANHADO DE CEBOLAS CARAMELADAS E MOLHO DE TANGERINA.
 
Ingredientes:
- 1 unidade de coxa e sobrecoxa de marreco
- 300g de gordura de porco
- 100g de sal de cura*
- 2 ramos de tomilho
- 200g de batata inglesa
- 50g de bacon
- 50g de alho com casca
- ½ cebola
- 30g de manteiga
- 30g açúcar mascavo
- 50ml de pol pa de suco de tangerina
- 30ml de água
- 6 folhas de hortelã
- QB sal e pimenta


*Sal de cura
- 50g de sal grosso
- 30g de açúcar mascavo
- 10g de pimenta-do-reino em grão
- 10g zimbro

Modo de Preparo:

Envolva a coxa e sobrecoxa com sal de cura, cubra com o plástico filme e deixe por 3 horas (fora de refrigeração para fazer o processo de cura). Coloque a gordura em uma panela em que a coxa fique submersa. Cozinhe a sobrecoxa submersa nessa gordura por 3 horas, em fogo baixo, pois não pode haver “fervura”. Asse os alhos por 20 minutos em forno à 180°C. Lave e cozinhe as batatas com casca, descasque-as ainda quentes e passe por uma peneira para que fique em consistência de purê. Corte o bacon em tiras e frite. Retire o bacon e reserve a gordura na panela, acrescente o alho já assado e picado, depois a batata já passada pela peneira. Corte as cebolas em tiras finas, refogue na manteiga, acrescente o açúcar mascavo, sal e pimenta-do-reino. Deixe a cebola cozinhar nessa mistura por 10 minutos. Reserve. Dissolva a polpa de tangerina com 30ml de água, leve ao fogo até que reduza pela metade, acrescente as folhas de hortelã picadas, e verifique o sal e a pimenta.

Finalização:

Retire o marreco da gordura, asse à 180°C por 7 minutos. Coloque as gotas de molho de pimenta no prato, a porção de purê, sobre ela o confit de marreco, as cebolas carameladas cobrindo a ponta do osso, e distribua por cima do confit.



Nota: Essa e outras receitas você encontra no site oficial do evento e também no Guia Gastronômico que você adquire indo aos restaurantes participantes.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Filet Mignon com Shimeji ao vinho e Kugel de Batatas ao Alecrim


Ingredientes do Filet Mignon com Shimeji ao vinho:
1/2 Kg(ou mais) de filet mignon em postas grossas
1 bandeja de Shimeji
manteiga
1/2 taça de vinho tinto seco
sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de Preparo:
Em uma frigideira com manteiga frite os filés rapidamente dos dois lados, colocando o tempero na hora que está fritando.
Depois, na mesma frigideira, coloque mais 2 colheres de manteig, aqueça , adicione o shimeji em pedaços, sal e pimenta a gosto, e por último o vinho. Deixe reduzir um poquinho e está pronto para colocar sobre os filés.

Ingredientes Kugel de Batatas:
6 batatas inglesas grandes pré cozidas em microondas por 5 min.
1 cebola grande
3 ovos
1 colher(sopa) de trigo.
1/4 de xícara de óleo de nozes ou azeite de oliva extra virgem
dill, sal, noz-moscada e pimenta-do-reino a gosto
manteiga para untar

Ramos de alecrim

Modo de Preparo:
1. Rale as cebolas e batatas à mão ou no processador.
2. Num bowl despeje os ovos e bata bem com um fuet. Junte o azeite e os temperos e de novo mexa bem com um fuet.
3. Junte a mistura às batatas raladas e disponha tudo em um pirex bem untado com manteiga.
4.Asse em forno pré-aquecido, a 200 graus até dourar.
5. Sirva com ramos de alecrim.


Harmonização: o sul-africano da Sequillo Cellars - um Sequillo 5 de Red Rhone Blend( is the term for a wine consisting of two or more of the traditional 13 Southern Rhone grape varieties. Typically it's the Grenache, Syrah, Mourvedre or Cinsault grapes, but can also contain the Muscardin, Counoise, Clairette, Bourboulenc, Picpoul, Roussanne, Terret Noir, Picardan or Vaccarese grapes). 

Kugel de Batatas

O nome pode não soar familiar aqui no ocidente, mas a receita típica do leste europeu, pode fazer muito sucesso na sua próxima reunião informal. Trata-se de uma torta de batata ralada (pode ser também triturada ou amassada).
Uma iguaria trazida por imigrantes judeus fugitivos da 2ª Guerra Mundial. 
Eles costumavam fazer também com batata doce.


Batata: De rejeitada à imprescindível...

Em todo lugar que chegava, a coitada da batata era, no começo, rejeitada. Assim foi na França, onde, por exemplo, Denis Diderot, o grande enciclopedista, qualificou-a como alimento de animais e Brillat-Savarin, autor do magistral A Fisiologia do Gosto, qualificou-a como Mata Fome popular. Não fossem os esforços do genial cientista e alquimista Antoine Auguste Parmentier, que escreveu o tratado Exament Chimique de la Pomme de Terre, para convencer o rei Luis XVI que a batata poderia e deveria ser consumida por suas qualidades nutricionais, facilidade de cultivo, e ela teria ficado mais alguns séculos esquecida.
A partir de 1620, os prussianos espalharam a batata pela Europa junto com suas invasões. A invasão da Áustria, por exemplo, ficou conhecida por Kartoffelkrieg (Guerra da Batata), pois ambos os exércitos praticamente só alimentavam-se de batatas.
Uma vez aceita, por sua facilidade de plantio e alta resistência, a batata rapidamente difundiu-se por toda Europa e, em 1780 era responsável por 80% das calorias da dieta dos irlandeses. Em 1845, o ataque de um fungo, o Phytophora Infestans, destruiu toda a colheita irlandesa provocando a Grande Fome que matou um milhão de habitantes e fez com que 1,5 milhão emigrasse para a América.
É nesta época também que a batata começa a ser incorporada ao cardápio do povo judeu e vai ser definitivamente consagrada pela comunidade da Alemanha (onde nasceram os Latkes e os Kugel de batata), Rússia e, principalmente nos shtetls da Bessarábia.
Hoje em dia, 136 países cultivam a batata em larga escala, tornando-a o quinto produto agrícola mais consumido do mundo, após o arroz, trigo, milho e a mandioca.
Suas duas formas de consumo mais conhecidas são fritas e como purê.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CUPCUCAS da Janita

Uma novidade dentro da linha dos bolinhos ingleses, mas numa versão alemã!
Essa é uma receita de família, de Cuca, mas feita como cupcake. Como amamos as duas coisas, Cupcakes e Cucas, e estamos em constante busca de aperfeiçoamento e inovações em nossa cozinha, surgiu a ideia das CUPCUCAS!
Ficaram divinas!!! E estão fazendo tanto sucesso que agora estamos aceitando encomenda e fazendo para amigos e conhecidos.

Se quiserem saber mais ou fazer alguma encomenda que eu possa atender, entrem em contato: cozinhadajanita@yahoo.com.br



Compartilho aqui a receita com vocês. Ela é simples, caso alguém queira fazer em casa.
Claro que tenho meus segredinhos e toques, aqueles de família, mas estão muito mais na  qualidade e na escolha dos ingredientes, das essências e etc. 

CUPCUCAS DE BANANA COM FAROFA

Ingredientes:
2 xícaras de açúcar peneirado
2 colheres de manteiga ou margarina
2 ovos
1 xícara de leite integral
2 xícaras de trigo
2 colheres(chá) de fermento em pó
Essência de baunilha(ou outra de seu gosto)
1 pitada de mix de especiarias para doces

Bananas(10 pequenas ou 5 grandes +/-) cortadas em rodelas.

Farofa:
3 colheres de açúcar
3 colheres de manteiga ou margarina
4 a 5 colheres de trigo
canela e cardamomo em pó, a gosto
Misturar e amassar tudo com as mãos até formar uma farofa.

Modo de Preparo:
Misturar o açúcar e a manteiga. Depois acrescentar aos poucos os ovos e depois os outros ingredientes. O fermento misture apenas no final e com uma espátula, delicadamente.
Em seguida coloque a massa nas forminhas(preenchendo de massa cerca de 2/3 de cada forminha), depois as bananas e a farofa.
Leve ao forno(preaquecido a 180 graus por ao menos 10 minutos) e asse até dourar. Faça o teste do palito se quiser ter certeza se estão bem assadas.

Deixe esfriar e sirva com um cafezinho, chá ou mesmo uma taça de espumante! ;)


Uma boa ideia também para servir no Natal, tanto como sobremesa da Ceia, acompanhado de chantilly ou sorvete, como no Café da Manhã do dia 25! ;)



Origem da Cuca

Cuca é um doce, de origem alemã e o nome vem de kuchen, que significa bolo. A cuca é feita à base de massa de pão ou de bolo, é muito apreciada e consumida na região sul do Brasil.

Para poder se contar a história da origem da cuca faltam registros mas, via de regra, a Streuselkuchen, é tida como originária da Silésia (Schlesien), de onde procede até mesmo uma fábula que narra a origem dessa delícia. Diversos livros antigos de receitas e apontamentos remetem para a origem silesiana, o que também é reconhecido pelos especialistas. Já no século XVIII a Streuselkuchen estava presente entre as doçuras feitas nos lares silesianos. Mais tarde, em agosto de 1858, o poeta silesiano Joseph von Eichendorf escreve em uma carta:"Hoje foi dia de quermesse da orquestra do palácio, por isso foi servida uma enorme cuca de açúcar no café da manhã". Outros ensejos para oferecer cuca eram as festas em ação de graças pela colheita, os casamentos e os batizados.
Alguns registros dão conta da presença da cuca na Prússia oriental e ocidental durante o século IX. E no princípio do século XX estava difundida por toda a Alemanha. Hoje ela continua fortemente presente na região norte do país.

Kuchen, (pronounced: IPA: /kʰuxɛn/phonics: /coo-hen/) the German word for cake, is used in other languages as the name for several different types of sweet desserts, pastries, and gateaux. The term itself may cover as many distinct desserts as its English counterpart "cake."
Kuchen desserts are presumably handed down from people of German heritage and as such are often popular in many areas of German settlement in the United States, particularly North Dakota, South Dakota, Indiana, Minnesota, and Wisconsin. Kuchen was introduced into the Chilean cuisine when German immigrants settled southern Chile in the 1850s. Kuchens in Chile usually have fruits, such as apples, strawberries or murtas. Nontraditional Chilean kuchen with walnuts are sometimes offered. Now kuchens are found in in many Chilean bakeries and in many of the larger "hipermercados" which is the local name for large supermarkets (a "supermercado," on the other hand, is often little more than corner store with limited offerings and usually would not carry kuchen). In Brazil, it is called "cuca" or less common "cuque" and it is found in areas of German settlement, like Rio Grande do Sul, Paraná and Santa Catarina states.


Fontes: Wikipédia e Centro Cultural 25 de Julho.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pilzrahmsoße‬‏(molho cremoso de cogumelos)

Um molho super versátil, que vai incrementar suas receitas!


Ingredientes:
300 g de Cogumelos mistos cortados em pedaços pequenos
2 dentes de alho descascados e picados finamente
2 cebolas descascadas, finamente picadas
200 g de creme de leite
100 ml de Caldo de galinha(ou de legumes, se preferir)
Salsinha, dill e cebolinha
Sal e Pimenta
Noz-moscada

Modo de Preparo: Refogue a cebola e o alho na manteiga, até dourar, acrescente os cogumelos, refogue mais um pouco e separe.
Em outra panela, coloque metade do creme de leite e o caldo de galinha e deixe cozinhar e reduzir um pouco. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada e junte o refogado. Adicione o creme de leite restante, deixe encorpar mais um pouco e finlamente msiture a salsinha, cebolinha e dill.
Sirva a seguir, bem quentinho.

Dicas da Janita: Não costumo engrossar esse molho com amido de milho, gosto dele mais fininho mesmo. Mas fica à critério da cozinheira(o) e do prato em que for empregá-lo. ;)
É um molho super versátil, perfeito para acompanhar Knödle, Spätzle, pães, massas e até carnes ou assados.

Veja fotos abaixo e inspire-se:

Com Semmelknödel

Com Serviettenknödel(pão de guardanapo)

Com massas diversas

Com pato

Com carnes

Com arroz

E até para rechear canapés(neste caso precisa ser engrossado)

Viu? Mil e uma maneiras de uso! 

Pfannkuchen mit Räucherlachs(panquecas com salmão defumado)

Aprenda a preparar este delicioso e leve prato típico alemão, da região de Hessen.


Ingredientes:

80g de farinha de trigo
150ml de leite
2 ovos
1 bandeja de surubim defumado
2 bandejas de salmão defumado
100ml de creme cheese
1 limão e um pouco de sal
ervas frescas a gosto(cebolinha, salsinha, dill)

Modo de Preparo: Misture o leite com os ovos e acrescente, lentamente, a farinha de trigo peneirada. Derreta uma colher de chá de manteiga em uma frigideira e adicione à massa, começando pelo centro. Frite até dourar por baixo. Misture o cream cheese com um pouco de suco de limão e sal. Abra a panqueca e passe o creme fino.

Cubra com uma fatia de salmão defumado e uma fatia de surubim defumado. Polvilhe as ervas.

Embrulhe a panqueca e deixe-a descansar por 30 minutos antes de servir.

Sirva frio, cortado em rodelas(caracóis) se quiser servir como aperitivo ou entrada. Veja fotos(foto 1 - aperitivo e foto 2 - entrada):

Inteiras e acompanhadas de uma salada verde, são um excelente e leve prato principal.

Gastronomia, dados e Curiosidade sobre Hessen

Hessen é um dos 16 estados (Länder) da Alemanha, na região central do país. Ocupa uma superficie de aproximadamente 21 mil quilômetros quadrados e tem mais de seis milhões de habitantes, sendo o quinto Land mais povoado da Alemanha. A capital é Wiesbaden e a maior cidade Frankfurt am Main, onde está localizado um dos maiores aeroportos do mundo e um centro financeiro de grande importância.

Pode-se dizer que a cozinha tradicional de Hessen é um conjunto de receitas interdependentes de suas comarcas vizinhas durante muitos anos. A cozinha desta comarca possui, em cada prato, muitas variantes, já que cada família tem tradições diferentes de elaboração de seus próprios pratos. Não obstante, as influências provem do norte da cozinha de Turíngia e pelo sul com as especialidades da cozinha da Francônia.

É típico da cozinha de Hessen os pratos com bases de batatas e pão. Em alguns casos, até muito similares à pizza italiana, onde há a massa estendida sobre o que acrescentam diferentes alimentos, existem diferentes variantes : Bloatz, Zwiebelkuchen (com cebolas), Speckkuchen (com bacon) , etc.

A região de Hessen é uma das comarcas vinícolas de Alemanha.
Nos arredores de Frankfurt está a bela região vitivinícola de Rheingau. À beira do rio Reno, espalham-se vinhedos dominados pela mais famosa uva produzida na Alemanha, a riesling. Wiesbaden, a capital de Hesse, é uma pequena cidade com elegantes avenidas, conhecida por suas fontes de águas quentes que atraem visitantes há tempos – as termas Kaiser-Friedrich-Therme foram construídas no estilo art déco em 1913. 

Ainda na região há Kassel, uma cidadezinha que se tornou famosa por ter sido uma das hospedagens dos irmãos Grimm, alemães responsáveis por registrar, em livros, contos populares reproduzidos até hoje – Branca de Neve e Cinderela são dois dos mais famosos.


Handkäs mit Musik (queijo moldado a mão), Pfannkuchen mit Räucherlach (panquecas recheadas com salmão defumado servidas com molho verde) são pratos típicos de Hessen. 


Veja outros:
Frankfurter grüne sauce:

Este molho verde, tradicional de Frankfurt, foi inspirado na salsa verde italiana. A receita oficial leva sete ervas, incluindo cerefólio, agrião, salsa, azeda e cebolinha – algumas também têm endro; outras são mais simples e não seguem a lista de sete ervas à risca. Pronto, o molho une-se à uma maionese com ovos cozidos picados e creme azedo. O grüne sauce costuma acompanhar carnes cozidas, ovos, batatas e aspargos.

Frankfurter kranz:

Encontrado nas melhores konditorei, doçarias da Alemanha, é um bolo assado em uma forma de pudim. Três camadas da massa, feita com manteiga, farinha, ovos, limão e rum, são intercaladas com um creme de açúcar, gema de ovo e, mais uma vez, rum. O mesmo recheio cobre o bolo, que é, então, enfeitado com migalhas de biscoito e cerejas em calda. Em outras versões, a cobertura pode ser substituída por praliné ou creme à base de baunilha.

Kartoffeltorte:

Torta de batata típica de Hesse, particularmente do distrito de Fechenheim, perto de Frankfurt. Tem massa fofa, feita com batatas cozidas, ovos, açúcar, suco de limão, amêndoas e semolina.

A batata, aliás, entra em vários outros pratos do estado de Hessen, como o kartoffelgemüse (em que é cozida com bacon em caldo de carne) e o sachsenhäuser bäckerkartofflen (gratinada).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Knödel Rustikal ou Semmelknödel

O primeiro Knödel que comi foi em München e instantaneamente me apaixonei! 
Determinei-me então a aprender como preparar as deliciosas "fofuras" e finalmente, depois de tantas tentativas e de assistir um programa ótimo na DW, encontrei a receita que conquistou o paladar da família, inclusive a parte genuinamente alemã desta. ;)
E é esta que, carinhosamente, compartilho aqui com vocês, chamada de Knödel Rustikal ou Semmelknödel(bolinhos cozidos de pão), típicos da Baviera.
Na foto abaixo, o molho é de um cozido de carne com ameixas. Eu os servi com os Knödle, ficaram ótimos! A carne estava em outra travessa, conforme mostra foto ao lado.




Ingredientes:
600 g de pão francês dormido em cubos pequenos
600 ml de leite
6 ovos ligeiramente batidos
2 cebolas médias picadinhas
3 dentes de alho espremidos
sal e pimenta-do-reino a gosto
salsinha, dill e cebolinha
150 g de bacon ou linguiça
farinha de rosca, se precisar


Modo de Preparo:
Pique os pães em cubos pequenos e coloque-os num bowl. Acrescente os ovos batidos e o leite e amasse bem com as mãos.
Numa frigideira, frite o bacon com um pouco de azeite de oliva, acrescente a cebola e o alho e deixe tudo ficar douradinho(sem queimar). Deixe esfriar um pouco e acrescente este refogado à mistura de pão. Acrescente os temperos, cuidando com o sal, pois o bacon já fornece sabor salgado. Amasse bem novamente, com as mãos.
Cubra a mistura com plástico filme e leve à geladeira de um dia para o outro. Esse processo fará com que a mistura absorva mais os temperos e fique mais "firme" para a hora de fazer as bolas e cozinhar. Esse é o "pulo do gato"!
No dia seguinte, retire a massa da geladeira, se achar que está ainda muito mole, agregue um pouco de farinha de rosca(1 a 2 colheres de sopa) e misture bem. Isso vai depender do tamanho dos ovos e etc.
Faça bolas do tamanho que desejar. Faço quase do tamanho de bolas de tênis, mas podem ser menores ou até maiores(neste caso, aumente um pouco o tempo de cozimento, para que não fiquem cruas no meio).

Coloque as bolas em água fervente, até que boiem. Leva uns 15 minutos para estarem bem cozidas. 

Retire com o auxílio de uma escumadeira.


Sirva quente, com carnes e seus molhos(combina muito com assados), com Pilzrahmsosse(molho cremoso de cogumelos), com creme de ervilhas, de aspargos, etc. Pode ser cozido no caldo de legumes e servido na sopa também.
Nota: O Knödel pode ser aquecido em microondas, sem problemas.


Em algumas delicatessens é possível encontrar a massa pronta para Knödel. São super fáceis de preparar, mas, na minha opinião, não ficam tão gostosos quanto a versão caseira/rústica.
 


Veja abaixo, idéias de como servir seus Knödle:


Com molho de Cogumelos



Com Sauerbraten(assado de carne alemão - receita aqui no blog) e Repolho Roxo



Com salsichas e chucrute



Com Goulash



Com Língua ensopada



No caldo de legumes, como uma sopa



Com Joelho de Porco




Com marreco assado



Com Enroladinho de carne




E então, bateu a fome e a inspiração para correr para a cozinha e preparar os seus? ;)


O que é KNÖDEL?


Knödel (plural: knödle) ou kloß (plural: klöße) ou ainda kloss é uma bola de massa cozida servida como refeição principal ou acompanhamento nas gastronomias da Áustria, Alemanha, Suiça, Boemia e nas regiões de colonização alemã do sul do Brasil.
No sul do Brasil o kloß é considerado um dos pratos tradicionais da colônia alemã, um legado culinário do regionalismo germânico.
Existem muitos nomes para este prato versátil, dependendo da região. A especialidade pode ser preparada com farinha de trigo, semolina, farinha de rosca, batatinha inglesa, aipim, pão velho (de ontem, dormido), etc.
Técnica básica de preparação: Todo o kloß deve flutuar na água fervente uma vez pronto para ser servido.
Vale notar que vários povos europeus possuem suas próprias versões de Kloss.
De origem austríaca, o knödel (ou klösse) é um bolinho muito conhecido e apreciado na Baviera. À base de pão, leite, ovos, farinha e cebola, e recheado de diversas maneiras, ele é cozido em água e costuma acompanhar carnes, peixes e legumes ou, ainda, ser servido em sopas. São muitas as variações e combinações desta receita. No prato conhecido como bierfleish, típico da Baviera, a massa dos knödels ganha noz-moscada e os bolinhos acompanham lombo de porco cozido na cerveja (do tipo lager) com cebola e especiarias. O kartoffelklösse é feito com batata, o leberknödel leva fígado de boi ou de porco, e o markklösschen, tutano de boi. Recebe o nome de fleischknödel quando é preparado com carne de vaca, de porco ou de vitelo.


Mais sobre a Baviera e sua Gastronomia
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O estado livre da Baviera(Bayern, em alemão), fica na região sul da Alemanha, cuja capital é a cidade de Munique(München). É o maior estado da Alemanha.


Na Baviera existem 2.056 municípios e 215 áreas não-incorporadas, que não fazem parte de nenhum município.

Charme e hospitalidade são as palavras de ordem da Baviera, repleta de vales e de cidades barrocas lotadas de visitantes – é a região mais turística (além de ser o maior estado) da República Federal da Alemanha. Munique, a capital, pode ser o ponto de partida para uma viagem pela história e tradições locais: a Praça Marienplatz, no centro da cidade, a Residenz (antiga residência dos reis da Baviera) e o Schloss Nymphenburg, castelo do século 17, são apenas alguns dos lugares onde turistas de todo o mundo batem cartão. Quem gosta de agitação, comida farta e muita cerveja procura a cidade entre os meses de setembro e outubro, quando a Oktoberfest atrai cerca de seis milhões de visitantes todos os anos – em 2010, a tradicional festa comemorou seu segundo centenário.
Além da bebida mais típica da Alemanha, a Baviera produz vinhos. A Francônia, ao norte da região, tem pequenas aldeias cercadas por vinhedos – Volkach é uma delas – e cidades historicamente relacionadas à bebida, como a barroca Würzburg. É de lá que saem as famosas (e curiosas) garrafas redondas e pequeninas de vinho. Situada no norte da Baviera, a Francônia conta com cerca de seis mil hectares de vinhedos, plantados ao longo do rio Meno (Main, em alemão). A região produz vinhos brancos frescos e agradáveis das uvas silvaner (tradicionalmente relacionadas à Francônia) e riesling – quase um terço da produção local também leva a branca müller-thurgau, de qualidade inferior. Há uma pequena produção de tintos feitos com pinot noir (spätburgunder), entre outras uvas. Mas, embora a demanda pelos tintos regionais venha crescendo, as safras são ainda irregulares – e o consumo local ainda não supera o da cerveja.

Pratos típicos da Baviera



Apfelkücherl im bierteig:

Em toda a Alemanha é comum usar cerveja como ingrediente de receitas. Nesta sobremesa, a bebida entra no preparo de uma massa, que ainda leva farinha, ovos (com a clara previamente batida em neve) e sal. Depois de envolver grossas fatias de maçãs, porções dela são fritas e servidas mornas, salpicadas com açúcar e canela.


Bayerische creme:

O creme bávaro é feito com leite, creme de leite, fava de baunilha, gelatina e ovos, e servido em recipientes individuais, acompanhado por frutas vermelhas. Esta receita básica pode ganhar diversas adaptações. O nesselrode, por exemplo, tem amêndoas e kirsch (ou rum); o pfirsich oder aprikosen bayerische inclui pêssegos ou damascos; o schokoladen bayerische é elaborado com chocolate; e o punsch bayerische, com vinho, laranja e limão.


Blut und leberwürste mit sauerkraut:


Muitas regiões da Alemanha têm longa tradição no preparo de embutidos, que acompanham inúmeras receitas típicas. Nesta, salsichas blutwurst, feitas com o sangue do porco (parentes da espanhola morcela, ou morcilla), e leberwurst, com fígado, são servidas com chucrute cozido com um refogado de cebola. O prato vem acompanhado por batatas.


Bierfleisch mit knödel:

De origem austríaca, o knödel (ou klösse) é um bolinho muito conhecido e apreciado na Baviera. À base de pão, leite, ovos, farinha e cebola, e recheado de diversas maneiras, ele é cozido em água e costuma acompanhar carnes, peixes e legumes ou, ainda, ser servido em sopas. São muitas as variações e combinações desta receita. No prato conhecido como bierfleish, típico da Baviera, a massa dos knödels ganha noz-moscada e os bolinhos acompanham lombo de porco cozido na cerveja (do tipo lager) com cebola e especiarias. O kartoffelklösse é feito com batata, o leberknödel leva fígado de boi ou de porco, e o markklösschen, tutano de boi. Recebe o nome de fleischknödel quando é preparado com carne de vaca, de porco ou de vitelo.


Pichelsteiner eintopf:

É um dos mais famosos pratos bávaros. Refeição predileta do chanceler Otto von Bismarck, este cozido costuma ser preparado com carnes bovina e suína – embora algumas versões levem vitelo, carneiro, peixe ou apenas legumes. A presença de batata, cenoura, bulbo de salsão e de salsa (e, às vezes, couve, couve-de-bruxelas e vagem) é, aliás, indispensável para diferenciar o pichelsteiner de outros cozidos. Quando a receita tem peixe como principal ingrediente (pichelsteiner fisch), ganha, também, alho-poró, bacon e páprica.


Pretzel:

O nome vem de bretzel, uma variante do latim bracchium, que significa braço. A palavra foi inspirada no formato deste pão, que lembra dois braços cruzados – embora seja muito antiga, a receita só ganhou essa aparência no século 12. Feito de farinha de trigo, água, fermento e sal, o pretzel é um dos pães mais famosos da Alemanha. Na Bavária, leva uma cobertura salgada e, acompanhado de cerveja, virou item obrigatório na famosa Oktoberfest de Munique.


Prinzregententorte:


O comprido nome quer dizer algo como “torta do príncipe regente”, uma referência a Leopoldo (1821-1912), que ocupou o tal posto de príncipe regente da Baviera de 1886 até sua morte. Trata-se de um bolo de nobre aparência: camadas de uma massa leve (de farinha, claras batidas em neve, gema e açúcar) se revezam com um creme amanteigado de chocolate; a cobertura é de glacê de chocolate.
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