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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Creme de Papaya com Cassis

Famosa e figurinha presente em todos os menus dos anos 80 e 90, esta é uma daquelas sobremesas que nunca saem de moda e sempre agradam. 
Rápida e simples, de origem brasileira e sem autoria, é perfeita para quem não gosta de passar horas preparando um doce. O único cuidado que se deve ter é prepará-la na hora de servir, pois o mamão tende a escurecer rapidamente com o sorvete de creme. No mais, é preparar da maneira habitual, sem querer inventar moda. 
Creme de Papaya com Cassis é um clássico e deve ser tratado como tal.

Ingredientes: 

1/2 mamão papaya
2 bolas grandes de sorvete de creme/baunilha
Tuille (biscoito francês fino e crocante) ou folhas de hortelã para decorar
Licor de cassis a gosto

Modo de preparo: 

Bata no liquidificador o mamão papaya descascado e limpo com o sorvete de creme bem congelado.

Sirva com licor de cassis sobre o creme, ou se preferir, mantenha o licor no fundo da taça e acrescente o creme.
Decore cada taça uma unidade de tuille ou folhas de hortelã.
Sirva a seguir.

Dica: para que a consistência do creme fique correta, certifique-se de que o sorvete utilizado esteja realmente bem firme (congelado corretamente).


Sobre o Licor de Cassis:

O cassis ou groselheira-preta (Ribes nigrum), originário da Europa setentrional, era usado como remédio para diversas molésticas, incluindo mordida de cobra. Sua produção aumentou em meados do século XIX com o declínio da cultura da vinha, atacada pela Phyloxera. É atribuído a este período também a criação do crème de cassis, que hoje é um dos licores mais importantes do mundo, base do famoso coquetel Kir e ingrediente de incontávei receitas. Cerca de 16 milhões de litros de crème de cassis são produzidos anualmente na França e destes 85% vêm de Dijon. Outras regiões produtoras são Anjou (no vale do Loire, França), Luxemburgo, Quebec (Canadá) e Tasmânia (Austrália). Desde 2013 foi concedida a Appellation d’Origine Contrôlée (AOC) ao Crème de Cassis de Dijon, garantindo a origem da matéria prima e a qualidade do produto.

Dicas: O crème de cassis é um ingrediente versátil não apenas para coquetéis e sobremesas. É também muito usado na elaboração de pães, patisseire e receitas salgadas. Alguma idéias:

pode-se colocar um fio de crème de cassis sobre o foie gras ou sobre o queijos como parmesão, gorgonzola ou queijo de cabra. Ainda é posspivel usá-lo na finalização, com algumas gotas crème de cassis, em receitas de pato e carnes de caça em geral.

O licor é tão especial e inspirador que vale um post somente sobre ele com os principais drinks onde é usado, não acham?


sábado, 17 de agosto de 2019

Cocada de forno com sorvete e calda cítrica

Ingredientes:

2 ½ xícaras (chá) de coco fresco ralado (1 coco - cerca de 200 g)
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga derretida

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga um refratário raso que comporte cerca de 500 ml.
Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e transfira para outra tigela maior – se um estiver estragado, você não perde a receita. Junte a manteiga e misture com o batedor de arame. Adicione o açúcar, aos poucos, mexendo bem a cada adição. Acrescente o coco ralado e misture com uma espátula para incorporar.
Transfira a massa para o refratário e leve ao forno para assar por cerca de 40 minutos, ou até ficar bem dourada – a cocada vai ficar com uma casquinha crocante, mas ainda cremosa no centro.
Retire do forno e deixe esfriar em temperatura ambiente antes de servir. Essa cocada também fica uma delícia servida gelada.

Dicas:

A cocada pode ser assada em ramequins ou potes individuais de cerâmica também. Fica lindo para servir!

O coco fresco ralado fino dá mais sabor e cremosidade para a cocada, lembra até gosto de quindim. Ralado grosso (assim como a versão ralada congelada) dá textura crocante e visual rústico, mas o creme de ovos e açúcar não absorve o sabor da fruta. Já o coco ralado seco não é indicado para essa receita, a cocada fica seca e sem sabor.

Para a montagem: Corte um pedaço quadrado da cocada, coloque em prato individual. Sobre a cocada 1 bola caprichada de sorvete(aqui combina bem o de tapioca, baunilha, coco, nata) e sobre ele uma calda de sua preferência (frutas vermelhas, laranja, maracujá, limão siciliano, tamarindo...) Já servi com lemon curd e todos amaram! Vou pastar a receita pra vocês.

E pronto! Temos assim uma sobremesa mega saborosa, linda, prática e que certamente vai fechar seu jantar com chave de ouro!

Para acompanhar? Espumante ou uma soda italiana e uma boa música, sempre!



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Pudim de Leite Ninho


INGREDIENTES:
4 ovos
1 lata de leite condensado
1 medida da lata de leite integral (use a lata de leite condensado para medir)
1 medida da lata de leite ninho (use a lata de leite condensado para medir)
Essência de baunilha(opcional)

PARA A CALDA:
1 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de água

MODO DE PREPARO DA CALDA:
Em uma panela, espalhe o açúcar e leve ao fogo baixo até ele derreter.
Acrescente a água e misture sem parar até obter uma calda lisa e brilhante.
Espalhe a calda no fundo e na lateral de uma forma de buraco central grande e reserve.

MODO DE PREPARO DO PUDIM DE LEITE NINHO:
No liquidificador, bata os ovos, o leite condensado, o leite e o leite ninho, até obter uma mistura homogênea.
Despeje em forma de buraco central previamente caramelizada e tampe com papel alumínio.
Leve ao forno médio preaquecido, em banho-maria de água quente, por cerca de 1 hora ou até fazer o teste do palito e ele sair limpo.
Retire o pudim do forno, espere esfriar e leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas.
Desenforme e sirva gelado.

A ORIGEM DO PUDIM DE LEITE

Os portugueses já se consideraram os pais do pudim de leite. Achavam que a sobremesa descendia da doçaria conventual desenvolvida no país a partir do século 16.

Hoje, seus autores gastronômicos confessam ignorar quando e onde o doce surgiu. “Descobrimos que não conseguimos fixar no tempo nem no lugar o aparecimento do pudim de leite”, diz o cronista trasmontano Virgílio Gomes. A única convicção dos portugueses é a de que eles ensinaram os brasileiros a fazer o doce.

Desde o final da Idade Média seu país é rico em sobremesas à base de leite. Só no Livro de Cozinha da Infanta D. Maria, baseado em manuscrito do século 16, redigido pela neta de d. Manuel I que se casou com o 3º duque de Parma e Piacenza, há sete tipos. Segundo Virgílio Gomes, três poderiam ser pudins, caso fossem enformados e desenformados. Mas a técnica era desconhecida na época.

A palavra pudim veio do inglês pudding. Em Portugal e no Brasil indica uma preparação de consistência cremosa ou moderadamente sólida, temperada com açúcar ou sal, feita em banho-maria.

O nosso gosto pelos doces bem doces se deve à influência portuguesa. Já que o índio e o africano não traziam em sua cultura o hábito do consumo de doce, eles pouco contribuíram para a arte da doceria brasileira.

Era produzido com leite gordo, ovos, açúcar, farinha de amêndoas em forma caramelada, assado em banho-maria e sua execução era muito trabalhosa.
Somente no século XIX com a chegada das latas do leite condensado o seu preparo foi facilitado e tornou-se nossa obra-prima e uma das sobremesas mais simples e consumidas da gastronomia brasileira.

Leite condensado: a primeira notícia sobre a técnica de produzi-lo foi na França em 1827. Entretanto, passou a ser fabricado muitos anos mais tarde pelo norte americano Gail Borden Jr. com o objetivo de reduzir o volume de leite e aumentar a durabilidade.

O leite condensado só ficou famoso durante a guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861-1865). Era um dos alimentos fornecidos como ração aos soldados e representava durabilidade e ótima fonte de energia.

Com o fim da guerra a iguaria saiu dos campos de batalha e chegou aos mercados; foi só uma questão de tempo para o produto conquistar o mundo.

Fonte: Blog do Paladar E OUTROS
O Estado de São Paulo on-line

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

fondue de doce de leite

Que tal variar a fondue de chocolate e preparar esta versão, à base de doce de leite? 
Aprenda a preparar a receita fácil, deliciosa e irresistível.

Ingredientes:
300 g de chocolate de doce de leite(de preferência argentino ou uruguaio, são os melhores)
100 ml de creme de leite
2 colheres de sopa de conhaque

Acompanhamentos:

200 g de morango picado
200 g de banana picada
Biscoitos diversos 



Modo de Preparo:

Numa panela, coloque o doce de leite argentino. Acrescente o creme de leite lentamente, mexendo sempre. Deixe encorpar um pouco no fogo brando. Ao final, abaixe o fogo e mexa por mais três minutos. Sirva em um réchaud apropriado, com as frutas picadas e os biscoitos.


Dicas da Janita:

Você pode deixar preparado com antecedência e na hora só aquecer.

Se não quiser, não precisa colocar o conhaque, os dois ficam bons, maso conhaque dá toque...

Outras sugestões para acompanhar: uva itália, maçâ, kiwi, pêssego em calda, figo, pera, frutas secas, suspiros, quadradinhos de bolo inglês ou panetone torrados.
 

Rendimento: 4 porções


Harmonização:
Uma boa dica na hora de degustar sobremesas muito doces, como é o caso de receitas que vão doce de leite, é optar por uma bebida que bata de frente com a doçura extrema desses pratos. O recomendado nessa ocasião são aqueles vinhos brancos para que a mistura não fique muito enjoativa. Vinhos da uva chardonnay, por exemplo, são excelentes pedidas.


Você sabia?
Resultado de imagem para desenho fondue 
Antes de ser um alimento, a fondue (é “a” fondue e não “o” fondue) é uma diversão. Resulta num encontro especial com a família ou amigos acomodados em torno da caquelon (panela de fondue), desfrutando de momentos mágicos e com um gostoso sabor de inverno.
Fondue é um nome advindo da palavra francesa “fondre”, que significa “fundido” ou “derretido”, e a origem da fondue remonta há cerca de sete séculos, quando alguns povos dos alpes suíços produziam mais queijo que podiam vender e comer.
Num determinado ano alguns moradores tiveram a ideia de derreter o excesso e, para ser melhor conservado, acrescê-lo de algum álcool, aguardente – o kirsh, destilado local de cerejas – ou vinho.

Muitas pessoas só conhecem a fondue de chocolate, muito popular no mundo inteiro. Na verdade, o prato começou a se destacar na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, de Nova York, passou a servi-lo. Além disso foi Conrad Egli que criou a fondue de chocolate, para servir de sobremesa.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Creme de Paçoca no Copinho

Uma sobremesa prática e rápida. Perfeita para Festas Juninas ou outras datas. 
Impossível não adorar!
 

Ingredientes: 

 
1 lata de leite condensado
150 ml de leite
3 colheres de sopa de amido de milho
½ colher de chá de essência de baunilha
1 lata de creme de leite sem soro
5 paçocas
2 paçocas esfareladas para enfeitar
 

Modo de Preparo:

Numa panela coloque o leite condensado, o leite, o amido de milho e a essência de baunilha e leve ao fogo médio até engrossar. Retire do fogo e transfira o creme para uma batedeira e bata. Com a batedeira ainda ligada adicione o creme de leite, as 5 paçocas e bata bem até formar um creme homogêneo. Desligue a batedeira, coloque o creme em copinhos ou taças e leve para gelar. Sirva com a paçoca esfarelada.


Sobre a Paçoca

O nome “paçoca” vem do termo indígena PA-SOKA, que quer dizer “esmagar com as mãos”, referindo-se ao modo antigo de preparo, onde a carne e a farinha eram socadas em um pilão.
É tradicionalmente preparada no Brasil para consumo nas festividades da Semana Santa e Festas Juninas. O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família onde se prestigia o altruísmo. Há também as paçocas industrializadas que são vendidas e consumidas o ano inteiro. Entre estas, existem as chamadas paçoquinhas de amendoim tipo rolha, que são vendidas com a forma cilíndrica das rolhas e com uma cor que também se assemelha de certa forma à destas.
Em São Paulo e em Minas Gerais, festas anuais acontecem para celebrar o doce.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Apple Roses(Rosas de Maçã)

No último fim de semana em casa, resolvemos testar a receita das lindas apple roses que vimos num vídeo. 
Seguimos exatamente o explicado e o resultado foi fantástico! 
De forma surpreendentemente fácil, tem-se uma sobremesa muito gostosa, delicada, que vai impressionar! 

Abaixo segue o vídeo. Basta dar play e seguir o passo a passo. ;)


Para 6 rosas, você vai precisar de :

2 maçãs
Suco de meio limão(sem sementes)
massa folhada
geleia de sua preferência - 3 colheres de sopa
canela em pó

Fatie as maçãs. Leve ao microondas com água e suco de limão por 3 minutos. Escorra bem.
A geleia, 3 colheres de sopa, aqueça no micro com 2 colheres de água por 1 minuto. Se usar uma geleia muito molinha, nem precisa colocar água.
Abra a massa folhada com rolo. Corte 6 tiras iguais.
Passe a geleia nas tiras. 
Disponha as maçãs. Polvilhe canela e açúcar(se desejar).
Enrole e coloque na forma.
Asse por 45 minutos. 
O tempo varia um pouco de acordo com cada forno. 
No meu caso, como dobrei a receita, para ficarem douradinhas, levou vais tempo.

Dicas: Sirva as apple roses mornas, em pratos individuais, com sorvete e calda de baunilha. Fica sensacional!

Elas podem ser feitas com base de massa podre(a da torta de limão) também. 
Olhem que lindas!

Ou podem servir para fazer uma torta de maçã diferente...com rosas de maçã!

Muito amor envolvido. Pura delicadeza, não é mesmo?
Para encantar os olhos, o paladar e o coração. 
Esperamos que tenham gostado.
Beijinhos.
Cozinha da Janita.



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Torta Cream-Crock


Ingredientes Base crocante de Chocolate e Sucrilhos:

- 2 barras de chocolate meio amargo ou amargo
- 1/2 pacote de manteiga sem sal
- Aproximadamente 150g de Sucrilhos, dá meia caixa +/-. Pode ser sucrilhos com ou um sem açúcar (Sucrilhos também é conhecido como Corn Flakes)
- Essência de amêndoas a gosto(opcional)


Modo de Preparo da Base Crock:Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas (de 30 em 30 segundos), acrescente a manteiga e a aqueça mais um pouquinho. Coloque então o Sucrilhos(quebre um pouco com as mãos) e misture tudo.
Espalhe essa massa pela fôrma de fundo removível, no fundo e laterais, com o auxílio de uma colher.

Eu forrei a forma com papel manteiga, mas dá para fazer sem forrar.

Leve para endurecer na geladeira.



Nota: Como não tirei fotos das etapas, acima inseri uma da internet que mostra direitinho como é. Mas a foto principal é minha mesmo! ;)


Ingredientes do Recheio Cremoso da torta:
2 caixinhas de leite condensado
2 caixinhas de creme leite
Suco de 4 limões sicilianos ou Taiti
Raspas de limão a gosto
1 coco ralado
Nozes quebradas/trituradas(opcional)

Modo de Preparo do Recheio Cream:
Misture tudo delicadamente. O limão coagula e engrossa a mistura, portanto não precisa ir ao fogo.

Despeje sobre o base crocante que deixou endurecer na geladeira.

OBS: Caso prefira dispensar o limão, leve a mistura ao fogo até engrossar. Deixe esfriar antes de colocar sobre a base crocante.

Finalização:
Cubra com chantilly, enfeite com cacau em pó ou raspas de chocolate, leve mais algumas horas à geladeira e sirva frio.

Dica: na hora cortar/servir, a base esteja muito crocante/durinha, esquente um pouco a lâmina da espátula/faca de cortar, facilita o desenformar e corte.

É sucesso garantido!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pêssego assado com marzipan

Essa é uma das receitas do menu de um dos últimos jantares da turma espetacular e amadíssima do Entre Panelas e Amigas, de Itajaí/SC. Elas arrasam nos pratos e na decor, são demais! Sou muito fã. Dá vontade de correr para a cozinha, fazer e provar tudo! 
Babei quando vi a foto(abaixo), pedi a receita e cá estou compartilhando essa delícia no blog. Muito fácil e pode ser usada como base para outras variações. 
Espero que também gostem. Eu ameeeei!!!

Ingredientes:
6 pêssegos
Massa folhada pronta
Marzipã

Modo de Preparo:
Descasque os pêssegos, corte ao meio e retire a semente.
Corte a massa folhada de maneira que consiga cobrir meia fruta.
Corte pedaços de marzipã e coloque no meio do pêssego.
Enrole cada metade da fruta em massa folhada.
Assar até ficar dourado.
Servir com creme, ganache ou sorvete.

Fácil, não?

Dicas Cozinha da Janita: Substitua o pêssego por nectarinas, maçãs, pêras ou até bananas. Acrescente baunilha de Bourbon moída na hora e raspas de limão siciliano ao recheio. 
Maple Syrup para servir sobre a tortinha também fica bem bacana e gostoso.

Expandindo o conhecimento...

O que é Marzipan?
O marzipan é um doce que teve origem no oriente, mas que é muito popular pela europa (os alemães e espanhóis que o digam). Geralmente, esse doce é feito com uma proporção de 1:1 de amêndoas para açúcar de confeiteiro + especiarias.
Na Espanha: 
Dois nomes de marzipan origem controlada são reconhecidos em Espanha.
Marzipan de Toledo pode ser feito nos municípios de Toledo, Sonseca, Consuegra, La Mata, Gálvez e Santa Olalla. Marzipan de Soto en Cameros, que tem uma AOC desde 1989. Ela é caracterizada pelo uso de amêndoa amarga e óleo de limão.
Na Alemanha:
A produção de marzipan é tradicional nas margens do Báltico, especialmente em Lübeck.
Marzipan de Koenigsberg foi introduzido no século XVIII por pasteleiros suíços. Ele usa amêndoas doces e amêndoa amarga, ovo, extrato de limão e água de rosas. Hoje, a maior produção tem lugar em Wiesbaden e Lübeck.


O que é Ganache?
Ganache vem do francês e significa “imbecil”, isso porque esse recheio foi inventado por acaso quando um aprendiz de chocolatier deixou sem querer que o crème de leite quente caísse numa tijela cheia de chocolate. O chef chocolatier ficou irritado e chalmou-o de imbecil (ganache!). Mas, logo depois, o chefe percebeu que, na verdade, o erro do aprendiz servia como um delicioso recheio.Ganache, portanto, é uma mistura de chocolate e creme de leite, possui consistência que pode ser cremosa ou mais “soft”.

O que é Maple Syrup?
O Maple Syrup é feito da seiva da árvore Maple, que no Brasil é chamada de bordo. Maple significa “bordo” em português, que é uma árvore da família Acer que em sua maioria ultrapassa os 200 anos de vida. A partir de 1965, a bandeira do Canadá recebeu em seu “desenho” a folha da “Maple tree” no centro.Essas árvores são encontradas no nordeste dos Estados Unidos e do Canadá. A seiva, depois de extraída da árvore, é fervida até atingir a consistência de uma calda espessa. Com um consumo mundial enorme, o Maple Syrup original é feito em Vermont (Canadá), mas também existem pontos de produção nos EUA. Hoje o Canadá engloba 83% da produção do xarope de bordo no mundo. O Maple Syrup tem variações, dependendo da época e da região onde a seiva é extraída: quanto mais escura for sua coloração, mais forte será o seu sabor. Ele é geralmente saboreado com waffles, crepes, french toasts, entre outros.

O que é Bourbon Vanille?
Baunilha Bourbon ou baunilha Bourbon-Madagascar, produzida a partir de plantas de V. planifolia levadas das Américas, é o termo usado para a baunilha das ilhas do Oceano Índico, como Madagascar, Comores, e Réunion, antigamente chamada Île Bourbon
A baunilha é a segunda especiaria mais cara, perdendo somente para o açafrão, devido a mão-de-obra  necessária para a produção das vagens.

Momentinho Cult...

O poeta Gonçalves Dias dedicou à Baunilha um poema, escrito em1861, onde se lê (domínio público):

A Baunilha

Vês como aquela baunilha
Do tronco rugoso e feio
Da palmeira - em doce enleio
Se prendeu!
Como as raízes meteu
Da úsnea no musgo raro,
Como as folhas - verde-claro -
Espalmou!
Como as bagas pendurou
Lá de cima! como enleva
O rio, o arvoredo, a relva
Nos odores!

Que inspiram falas de amores!
Dá-lhe o tronco - apoio, abrigo.
Dá-lhe ela - perfume amigo,
Graça e olor!

E no consórcio de amor
- Nesse divino existir -
Que os prende, vai-lhes a vida
De uma só seiva nutrida,
Cada vez mais a subir!

Se o verme a raiz lhe ataca,
Se o raio o cimo lhe ofende,
Cai a palmeira, e contudo
Inda a baunilha recende!
Um dia só! _ que mais tarde,
Exausta a fonte do amor,
Também a baunilha perde
Vida, graça, encanto, olor!

Eu sou da palmeira o tronco,
Tu, a baunilha serás!
Se sofro, sofres comigo;
Se morro - virás atrás!

Ai! que por isso, querida,
Tenho aprendido a sofrer!
Porque sei que a minha vida
É também o teu viver.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Frappé ou Iced Coffee

O nome original “frappé” é francês e significa "batido", mas quando utilizado para bebida o significado passa ser "frio ou gelado".
O Frappé inicialmente era feito com café e gelo batidos e teve sua ascensão na Grécia. Com o passar do tempo conquistou e mundo e sofreu alterações e variações.
A história do Frappé data de 1957, quando um representante da Nestlé, presente numa Feira Internacional em Tessalônica, decidiu fazer um Nescafé. Não tendo água quente usou água fria e agitou num shaker. Eis que surgiu assim a tão popular bebida na Grécia!

A característica de um frappé grego é uma espuma tão sensacional que se assemelha a um creme.
E vamos combinar, tem tudo a ver com o calor e a paixão do brasileiro por café. 
Confira abaixo a receita dessa delícia refrescante e que dá uma baita energia!

Ingredientes:
1 xícara de café bem forte(feito com leite(ou água) e nescafé)
3 colheres de sopa de leite condensado
Cubos de Gelo
Chantilly


*se desejar, coloque 1 bola de sorvete de baunilha ou creme e bata junto. É uma opção gostosa!

Modo de Preparo: Colocar no liquidificador todos os ingredientes, exceto o Chantilly. Quando obtiver uma mistura bem cremosa, retire e coloque num copo alto. Fica bonito decorar o copo antes com calda de chocolate.
Em cima do líquido, coloque um pouco de chantilly, e chocolate em pó para decorar, ou canela, ou mesmo calda de sua preferência. Sirva de imediato.

Uma delícia!

Beijinhos sabor frappé.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Rabanadas Light

Para deixar a receita com menor teor calórico, a dica é substituir o leite integral pelo desnatado, o leite condensado pela versão light do produto e o açúcar refinado por adoçante de forno ou açúcar mascavo. E nada de fritar! Essa versão vai ao forno e fica uma delícia! Para fazer e comer sem culpa durante o ano inteiro.
Ingredientes:
4 pães franceses amanhecidos
2 xícaras (chá) de leite (ou o suficiente para molhar as fatias de pães)
1 lata de leite condensado
3 ovos batidos
1 pitada de canela
Açúcar e essência de baunilha a gosto

 
Modo de Preparo:
Corte os pães em fatias médias(mais ou menos 1.5 cm). Em um refratário, misture o leite com o leite condensado e a essência e mergulhe as fatias de pão, até que elas estejam bem molhadinhas. Em um bowl, bata os ovos e coloque 1 pitada de canela. Passe as fatias molhadas de leite nos ovos batidos. Em uma assadeira, ou forma com aro removível(se quiser desenformar depois, tipo uma torta) untada com manteiga e polvilhada de açúcar, sobreponha os pães encaixando-os bem e leve ao forno pré-aquecido à 180 graus até dourar(leva uns 30 minutos). Ao retirar do forno, polvilhe com canela e açúcar. Deixe esfriar um pouco se quiser desenformar.

Dicas da Janita:
1) Se desejar que fiquem mais cremosas, troque metade do leite da receita por creme de leite. Fica ótimo!
2) Para rabanadas bem brasileiras, substitua o leite por leite de coco e polvilhe coco por cima ao final, junto com a canela e o açúcar.
3) É possível trocar, tendo resultados surpreendentes, o pão francês por brioche(fica maravilhoso), pão de leite sem casca ou panetone. Alguns lugares vendem o pão próprio para rabanadas, mas o legal mesmo é provar com várias versões de pães e descobrir qual mais lhe agrada.
4) Vale fazer caldas para colocar na mesa na hora de servir e cada um utiliza-se do quanto quiser. Caldas de mel e limão, de vinho do porto, de frutas vermelhas, de baunilha... Hummm! Servir vcom puré de pera ou de maçã também fica divino, pois quebra um pouco o doce da rabanada.
5) Outro bom acompanhamento é o sorvete de baunilha.
6) Fica bonito, prático e bacana assar as rabanadas em ramequins ou mini caçarolas e servir individualmente, ainda morninhas.

 
Origem e história das rabanadas

Como a grande maioria das tradições natalinas, a rabanada também é importada. A origem é incerta, o mais provável seja uma incorporação de hábitos franceses – daí como os anglófilos a chamam: French toast. As french toasts variam de região para região e cada família tem sua receita. Ingredientes como suco de laranja ou raspas da casca da fruta, alguns licores e especiarias como canela e noz-moscada são misturados ao ovo batido com leite ou creme de leite, açúcar e essência de baunilha. Restaurantes, cafés e diners preferem o pão branco cortado em fatias grossas. Em casa, predomina o de fôrma. As french toasts podem ser doces ou salgadas, nesse caso temperadas com pimenta-da-jamaica, e também com queijo derretido em cima. Em Nova York, a comunidade judaica faz uma deliciosa rabanada com chalá, o pão festivo, em forma de trança, servido no shabat e feriados religiosos.Há informações contraditórias, porém. Há quem diga - americanos, em geral - que seria uma receita espanhola da Idade Média. Outros dizem que fritar pão não tem exatamente uma origem única, porque seria uma forma generalizada de melhorar o gosto do alimento nosso de cada dia. Nesse caso, a primeira referência, segundo o famoso dicionário de inglês Oxford, dataria de 1660.

Apesar de hoje já venderem pão para rabanada e usarem outros tipos de pães, brioches ou panetones como matéria-prima, o único ingrediente que se repete na imensa maioria das receitas é: pão do dia seguinte. As receitas se referem ao pão que não se pode mais comer porque está duro, um pão dormido, um pão perdido. Os franceses a chamam de pain perdu (pão perdido), em referência ao reaproveitamento que proporciona. A mais antiga referência à rabanada está no clássico De Re Coquinaria (Livro VII, XIII-3), o mais importante receituário do Império Romano, escrito pelo gastrônomo latino Marco Gavio Apicio, que viveu no primeiro século da nossa era: "Corte um sigilineo (pão de aveia) em fatias grossas. Coloque-as de molho no leite e frite em óleo. Espalhe mel em cima e sirva".Portanto, a rabanada é uma forma de salvar o pão. Muito natalino, não?

Contrariando a voz do povo, a rabanada não teria sido inventada pelos portugueses. Foram eles que ensinaram os brasileiros a prepará-la. Trouxeram a receita do Entre Doutro e Minho, antiga divisão do noroeste lusitano que abrangia Viana do Castelo, Braga, Porto e parte de Aveiro, Viseu e Vila Real, até hoje famosa pela sua elaboração. Vários países fazem rabanada com nomes e adereços diferentes, da Indonésia (roti telur) ao Marrocos (khobz belbid), da Índia (meetha andewala toast) à Inglaterra (eggy bread, egg dip ou gypsy toast). Assim, conviria atribuir a autoria do doce a muitos povos, não a um só.

Outro termo que tem um pouco da explicação da origem – ou pelo menos, de um dos usos – da rabanada é como parte de Portugal as chama: pão parida, ou somente fatias de parida, ou o nome inteiro: pão de mulher parida. Misture pão (trigo), ovos, leite, açúcar e frite, e você tem, além de rabanadas, uma bomba calórica, cheio de energia. Dizem que era bom para mulheres amamentando porque daria leite. E também explica um pouco o costume de comer as Fatias douradas (outro nome português que é autoexplicativo) no nevado Natal europeu: se esquentar de dentro para fora.
Segundo o etimólogo, filólogo e lexicógrafo brasileiro Antenor Nascentes, no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, lançado em 1932, deriva de rábano + ada, pelos cortes dados na raiz dessa planta quando usada em salada. Mas para seu colega lusitano Candido Figueiredo, no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, publicado pela primeira vez em 1899, veio do espanhol rebanada, que saiu de rebanar, ou seja, cortar algo em rebanadas, de parte a parte.
O mais provável é que o nome deste doce seja mesmo uma adaptação do espanhol “rebanada” que quer dizer... fatias.

Gostou? Basta testar. Até o Natal há tempo para descobrir qual a sua versão favorita. ;)
Beijinhos sabor rabanadas.

Imagens: Google
Fontes de Pesquisa: Estadão, Folha e Google.
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Spumone de Uva

Sabe aquela receita que nos remete à infância e tem gostinho de amor de mãe?
Então, a minha é essa e para mim, a que minha mãe faz é mesmo a melhor do mundo.
A calda de uva e a consistência aerada dessa sobremesa leve são mesmo um encanto! Delícia para comer devagarinho, sentindo as bolhinhas de ar desmanchando na boca...Huuumm.. Para curtir cada segundo!
Na minha família já está há gerações e compartilho aqui a receita que me foi passada por minha mãe amada, doceira de mão cheia! A foto abaixo é de uma que ela fez para um almoço aqui em casa. Olhem que coisa mais linda! Babo só de olhar!
Ingredientes:
5 claras batidas em ponto de neve
5 colheres de açúcar
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
1 vidro(garrafa) de suco de uva integral(500ml)
1 pacote de gelatina sem sabor

Modo de Preparo:
Bater as calaras em neve. Misturar o açúcar até ficar bem firme.  Adicione o creme de leite e o leite condensado, metade do suco de uva(250ml) e a gelatina sem sabor dissolvida(conforme instruções da embalagem). Mexa delicadamente até estar homogêneo.
Despeje em forma de furo no meio ou em tacinhas individuais. Leve para gelar por 12 horas, o legal é fazer um dia antes. Desenforme e sobre o spumone despeje a calda de uva. Sirva.

Calda: Levar ao fogo o restante do suco de uva e engrossar com um pouco de amido de milho. Se desejar acrescentar 1 taça de vinho tinto de mesa(suave) também fica uma delícia e rende mais calda! ;) Deixe esfriar, guarde na geladeira até a hora de desenformar o spumone e então despeje a calda sobre ele. Sirva a seguir.

OBS: essa mesma receita pode ser feita com outros sucos em substituição ao de uva.

Conhecendo mais o tal SPUMONE...
Spumone vem de spuma ou "espuma", já spumoni, com "i"  é plural, é uma sobremesa, um sorvete italiano que pode ter camadas e cores e sabores diferentes. Originalmente é feito em camadas coloridas e com nozes e frutas cristalizadas. É popular em lugares com grandes populações de imigrantes italianos, como os EUA e Argentina. 21 de agosto é o Dia Nacional do Spumone nos Estados Unidos.13 de novembro é o Dia Nacional do Spumone no Canadá. 

Dizem que a receita foi base de inspiração para outras tantas. Como exemplo disso, tem-se o sorvete napolitano, a banana Split e a nossa versão brasileira.
Aqui no Brasil tomou-se o nome deste "sorvete" para essas sobremesas coloridas e adicionou-se o leite condensado e a gelatina. Como fica bem espumosa e leve, surgiu então o nome Spumone!
Seja como for, a nossa versão, a brasileira, especialmente a de uva feita por minha mãe, É PARA MIM A MELHOR DO MUNDO!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Clafoutis de Amoras Silvestres

Uma sobremesa de origem francesa que surgiu no século 19 na região de Limousin, no centro da França.
O nome é derivado do verbo "clafir" que significa preencher.
Pode ser feita com diversas frutas(frutas vermelhas, todas, são as usuais, mas fica ótimo também com maçã, pera, pêssego, etc).
E o melhor é que é facílima de preparar!

Ingredientes:

8 ovos inteiros
200 g de açúcar
200 ml de creme de leite fresco
3 colheres de farinha de trigo
1 colher de chá de essência de baunilha ou raspas de meia fava
1 colher de sopa de cachaça
Amoras silvestres em quantidade suficiente para forrar o fundo da forma que você for usar.

Modo de preparo:
Junte os ovos e o açúcar e mexa bem e rapidamente com a ajuda de um fouet. Quando o açúcar tiver sido completamente incorporado, acrescente o creme de leite e mexa novamente. Coloque então a farinha de trigo e misture bem. Por fim, acrescente a baunilha e a cachaça. Use uma travessa que possa ir ao forno. Coloque todas as amoras no fundo da travessa, espalhe a mistura por cima e leve ao forno baixo, a 200°C aproximadamente, por cerca de uma hora. Para saber se já está bom, espete um garfo bem no centro da sobremesa. Se ele sair limpo, já está pronta.

Receita da chef do restaurante Chez Nous Chez Vous, em Paris. Publicada na revista Deguste.


*Originalmente esta sobremesa é servida morna, mas geladinha também fica ótima.

Harmonização: Num dia quente casa perfeitamente com um espumante brut rosé e num dia frio com um chá quentinho de vanilla ou de frutas vermelhas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Panquecas para o Café da Manhã de Natal!

Panquecas são preferidas no café da manhã de quase todo mundo, mas no café da manhã do dia 25 de Dezembro, a coisa precisa ser mais caprichada e trabalhada no visual, né?
Sabem aquelas panquecas americanas, as mais "gordinhas"? Então, é só fazê-las em diversos tamanhos e formatos e deixar que o espírito natalino invada seu coração, inspire e guie a sua criatividade.

A receita da Panqueca Americana você encontra aqui no blog.

Vejam quanta ideia bacana para colocar em prática e fazer deste evento algo ainda mais especial e inesquecível, principalmente se você tiver crianças em casa:

 


 

 
 

Imagens: Google
 
E então, inspirados? Bora fazer um café da manhã de Natal INESQUECÍVEL E DELICIOSO? ;)
 

Papais Noeis de Morango com Chantilly

Delicinhas assim vão encantar, alimentar e decorar sua festinha de Natal!
Morangos com chantilly imitando a carinha do bom velhinho são demais e, fala sério, quem não ama morango com chantilly? Hummm, perdição mais do que permitida no Natal, né gente?

Vejam que fácil:

Calcule em média 3 a 4 morangos por pessoa.
Lave bem os morangos e retire as folhinhas. Escorra-os e seque-os em papel-toalha. Corte a parte cônica(ponta) e reserve. Bata o chantilly(uso o de caixinha, já vem com as instruções de preparo e é muito prático). Com auxílio de um bico de confeiteiro, disponha uma "pitanga" de chantilly sobre a parte maior de cada morango e depois colque a ponta do morango sobre, como se fosse o gorro do papai Noel. Coloque mais uma mini "pitanga" para finalizar e dar o detalhe do gorro. Os olhinhos você faz com qualquer sementinha, como de chia e etc.
Sirva em seguida.

Hamromização: Espumante brut rosé, of course, pra ficar tudo bem lindo, gostoso e colorido!

Fofos demais esses "bons velhinhos", não? ;)
Beijinhos natalinos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bienenstich(Torta Picada de Abelha)


Também conhecida como Bolo “Picada de Abelha”, Bienenstich é um dos clássicos da culinária alemã e uma das delícias do mundo!
A origem da receita é um mistério: uma das versões conta que o padeiro que criou a receita foi picado por uma abelha, atraída pela cobertura doce do bolo.
Outra lenda diz que, no século XV, no interior da Alemanha, o bolo foi feito por padeiros para comemorar uma disputa entre aldeias. A batalha foi resolvida quando alguns padeiros jogaram colmeias nos inimigos, que fugiram.
É tradicionalmente servida como sobremesa, mais vai muito bem num café ou chá da tarde também.


Ingredientes:- 350g farinha de trigo
- 25g fermento biológico em pó
- 140ml leite morno
- 75g açúcar
- 75g manteiga sem sal
- 2 ovos
- 1 pitada sal
- 1/2 limão (raspas)


Para a cobertura:- 100g manteiga sem sal
- 100g açúcar
- 2 colheres (chá) açúcar de baunilha
- 3 colheres (sopa) mel
- 150g amêndoas em lascas
- 40ml leite


Para o recheio:1/2 litro de leite
1 pacote de pudim de baunilha
1 colher (sopa) de amido de milho
1/2 litro de creme de leite fresco 
3 colheres (sopa) de açúcar

Modo de Preparo:

Para a massa:O indicado é misturar o fermento ao leite depois coloque a farinha em uma tigela grande. Faça uma cova no meio e jogue o leite com fermento e os outros ingredientes. Amasse até que a massa fica homogênea e elástica. Deixe descansar por 1 hora em um local quente.
Na cobertura misture o restante da manteiga e do açúcar, o açúcar de baunilha, o mel e as amêndoas em lascas em uma panela para ferver. Quando ferver, apague o fogo e acrescente o leite. A partir daí misture bem e deixe esfriar.

Unte e revista a forma com papel manteiga e unte novamente, e, então, coloque a massa.
Coloque com cuidado a cobertura já fria sobre a massa. Deixe descansar por 15 minutos. Asse em forno pré-aquecido a 180 ºC por 20 minutos.

Para o recheio:Numa panela em fogo médio, coloque o leite, o pudim de baunilha e o amido de milho.
Vá mexendo, em fogo médio, de 5 a 8 min, até engrossar.
Desligue o fogo e deixe esfriar bem (o creme mais frio ficará mais grosso).
Numa batedeira, bata o creme de leite fresco e o açúcar até ficar no ponto de "chantilly".
Com o auxílio de um batedor de mão, incorpore levemente o chantilly no creme de baunilha (reservado e frio).
Recheie o bolo.

Gente, essa segunda receita, postada abaixo, é bem mais fácil e é com fermento de bolo. As duas ficam gostosas. Teste e descubra qual mais lhe agrada. ;)


Schnelle Bienenstich(Torta Picada de Abelha Rápida)

Ingredientes para a massa:
3 gemas
4 colheres (sopa) de água morna
125 g de açúcar
3 claras batidas em neve
125 g de farinha de trigo misturada com 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
150g de amêndoas sem pele e laminadas misturadas com 1 colher (sopa) de açúcar (para cobrir a massa)


Para o recheio:1/2 litro de leite
1 pacote de pudim de baunilha
1 colher (sopa) de amido de milho
1/2 litro de creme de leite fresco
3 colheres (sopa) de açúcar


Modo de preparo:Para a massa: Numa tigela, coloque as gemas, a água morna e o açúcar. Com o auxílio de um batedor (de mãos), bata até virar um creme. Em cima deste creme, coloque as claras batidas em neve e, sobre as claras em neve, peneire a farinha de trigo misturada com o fermento em pó.
Misture tudo delicadamente, sem bater.
Transfira para uma forma redonda de fundo falso (26 cm de diâmetro), forrada com papel manteiga, untada e enfarinhada.
Salpique, por cima da massa, amêndoas sem pele e laminadas misturadas com açúcar.
Leve ao forno a mais ou menos 180ºC e asse por 20 ou 30 min. Depois de assado, deixe esfriar, retire o papel manteiga e desenforme.Corte o bolo ao meio (na horizontal).Recheie e, para finalizar, passe também o recheio nas bordas do bolo.


O recheio:Numa panela em fogo médio, coloque o leite, o pudim de baunilha e o amido de milho.
Vá mexendo, em fogo médio, de 5 a 8 min, até engrossar.
Desligue o fogo e deixe esfriar bem (o creme mais frio ficará mais grosso).
Numa batedeira, bata o creme de leite fresco (chantilly) e o açúcar até ficar no ponto de "chantilly".
Com o auxílio de um batedor de mão, incorpore levemente o chantilly no creme de baunilha (reservado e frio).
Recheie o bolo.


Dicas da Janita: Este bolo fica ainda mais gostoso se deixado de um dia para o outro, na geladeira. Você também pode experimentá-lo quente (30 segundos no microondas). E mais, a sobremesa fica mais gostosa junto com uma bola de sorvete de creme. ;)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Crema Catalana(ou Crema Quemada)

Crema Catalana ou Crema Quemada é um doce tradicional e talvez o mais típico da Cataluña. Muitos "confundem" com créme brülée, mas há sensíveis diferenças. Aprenda abaixo essa original, tradicional, fácil e deliciosa receita espanhola.
Ingredientes:
1 litro de leite
100 g de açúcar e quantidade extra para caramelar
5 gemas
1 colher (sopa) de amido de milho
Raspas de limão ou laranja(cuide para não ir a parte branca)
1 pedaço de canela em pau

Modo de Preparo:
Misture as gemas com o amido de milho.Coloque o leite para ferver com o açúcar, a canela e as raspas da casca de limão.Quando levantar fervura, retire do fogo, coe o leite e misture-o com as gemas ou, se preferir, bata tudo no liquidificador.
Leve ao fogo novamente e mexendo sempre, deixe que cozinhe em fogo baixo até adquirir consistência cremosa.
Retire do fogo e distribua em ramequins(tigelinhas) individuais
Espere esfriar e leve para gelar, por ao menos 3 horas.
Na hora de servir, polvilhe açúcar sobre os cremes. Com um maçarico culinário doure a superfície. Outra maneira de obter efeito similar: Pressione uma colher quente, a parte côncava, sobre o açúcar para obter uma capa de caramelo.

Sirva a seguir.

Origem da Crema Catalana ou Crema Quemada
Segundo o Gremio Provincial de Pastelería de Barcelona, suas origens procedem da cozinha judía. 
Tradicionalmente no dia de São José, 19 de março, as famílias preparam e a saboreiam na sobremesa do almoço. São servidas em pequenas tigelas individuais de barro com 1½ cm a 2 cm de altura, pois o açúcar polvilhado na superfície é queimado com um equipamento de ferro (na forma de espiral) próprio para esta preparação. Como opção usa-se um maçarico de uso específico na culinária. Este mesmo creme é usado para rechear maçãs e outros doces.

O prestigiado mestre dos mestres pasteleiros, Jaume Sabat, explica em forma de anedota a criaçao da crema:
"Sucedeu em um convento de freiras em que esperavam a visita do bispo e concordaram preparar um boa comida para agradar-lhe. O bispo chego tarde e com pressa, o famoso pudim realizado pelas freiras, nao cozinhou corretamente. Para remediar-lo, a irma pensou: vou misturar um pouco com maizena e assim ficara mais espesso. O bispo ficou impaciente, na hora de pedir a sobremesa, esta tinha acabado de sair do fogo. Para nao fazer esperar o bispo, o sirviram em um prato com o caramelo por cima, mas o resultado foi uma papinha plana e mole, tostada con el caramelo".
"Monsenhor tinha tanta pressa e, pensando que esse era o famoso pudim do convento, que, em geral, se serve gelado, pegou uma colher e a colocou na boca com tanta urgência quanto prazer. E depois que lhe saltaram as lágrimas por haver queimado a boca, o bispo exclamou com voz rouca e forte: ¡Crema! (em catalán quer dizer queima). Mas, como estava tao boa, seguiu comendo com mais cuidado. Desde entao, a sobremesa favorita da comunidade das freiras, ja no foi o pudim, senao a crema tostada... o queimada".


Diferença entre Creme Catalana e Creme Brülée
O creme brülée é preparado com raspas da fava de baunilha, a crema catalana com a canela.em pau, nunca com baunilha. Além, disso, a versão francesa usa creme de leite no lugar do leite e é cozida em banho-maria.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pavlova

Receita criada em homenagem  à bailarina russa Anna Pavlova. Um prato ícone no Natal da Austrália e Nova Zelândia...e por que não no nosso país? Com frutas, tem tudo a ver com nosso Natal tropical!

Confira abaixo a receita do Livro "Cupcakes - bolos & doces", da editora Larousse.

Ingredientes:
- 6 claras em temperatura ambiente
- 1 pitada de sal
- 350 g de açúcar
- 1 colher (chá) de amido de milho
- 1 colher (chá) de vinagre
- 300 ml de creme de leite fresco
- Morango, kiwi e maracujá para decorar

Modo de Preparo:
Preaqueça o forno a 180 °C. Forre uma forma redonda de 20 cm com papel-manteiga.
Coloque as claras com o sal em uma tigela limpa e seca, de vidro ou metal, e bata até formar picos macios. Sem parar de bater, adicione 1 colher (sopa) de açúcar de cada vez, até que o merengue fique liso e brilhante. Adicione então o amido de milho e o vinagre e bata mais um pouco.
Espalhe o merengue na forma e alise, formando um círculo. Leve ao forno por 5 minutos, depois reduza a temperatura para 140 °C e asse por mais 1 hora e 15 minutos ou até que a parte externa esteja quebradiça. Espere esfriar completamente, depois transfira para um prato de servir.
Bata o creme de leite até que fique firme e espalhe sobre a base de merengue. Decore com as frutas e sirva.


Dica: Você pode fazer a base de merengue com 1 semana de antecedência e guardá-la em recipiente seco, hermeticamente fechado.

Rendimento: serve seis pessoas.
Tempo de Preparo: 1h35min para ficar pronta(15 minutos de preparo e 1h20 no forno).


O que é e de onde vem a PAVLOVA?
A pavlova é uma sobremesa em forma de bolo e a base de merengue cujo nome é uma homenagem à bailarina russa Anna Pavlova. É crocante por fora e macio por dentro, sendo por vezes decorada com frutos.

Esta sobremesa foi inventada depois de uma viagem de Pavlova à Austrália e Nova Zelândia, sendo que ambos os países reivindicam a invenção desta iguaria, o que é várias vezes fonte de conflito de opiniões entre os dois países.
É uma sobremesa muito popular e tem um grande importância na gastronomia destes dois países da Oceania, sendo muitas vezes servida em festas tradicionais como o Natal.

Algumas fontes indicam que a PAVLOVA é de origem neozelandesa, outras dizem ser originária da Austrália.
Todavia, a pavlova, bem como o biscoito ANZAC, foram registados pela primeira vez num livro sobre Cozinha da Nova Zelândia. Helen Leach, uma antropóloga especializada da Universidade de Otago (a mais antiga da Nova Zelândia), encontrou uma receita do doce num livro de 1933, o "Livro de Receitas da União de Mães de Rangiora". Também foi encontrada numa receita de uma revista rural neozelandesa de 1929. Alan Davidson declara ter encontrado esse bolo na Nova Zelândia em 1935.
Keith Money, biógrafo de Anna Pavlova, escreveu que um Chef de Hotel de Wellington criou o prato quando a bailarina ali se hospedou durante sua Turné mundial em 1926.
Em 2007 a Companhia de Seguros NZI (New Zealand Insurance) difundiu uma publicidade na televisão utilizando com humor ícones neozelandeses que seriam reivindicados pela Austrália, tais como a pavlova, o cavalo de corrida Phar Lap, a NZI e a filial da empresa australiana Insurance Australia Group.

Por outro lado, os Australianos reivindicam a pavlova como um invenção de Bert Sachse no l'Esplanade Hotel de Perth em 3 de outubro de 1935. O nome pavlova teria sido dado por Harry Nairn, no mesmo hotel. Os descendentes de Sachse afirmam que ele pode ter inventado a sobremesa antes disso, pois Anna Pavlova esteve na Austrália em 1926 e em 1929.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pavlova_%28doce%29

Anna Pavlova 
12-2-1881, São Petersburgo
23-1-1931, Haia


Seu nome de batismo era Anna Pavlova Matjeweja. Com 17 anos apenas, atuou como primeira-solista no Teatro Imperial de sua cidade natal, do qual se tornou primeira-bailarina em 1906. Em 1905, foi primeira-bailarina de Michail Fokin em O Lago dos Cisnes (com música de Camille Saint-Saëns), a obra que a imortalizou. Pertenceu aos Ballets Russes que Serguei Diaguilev fundou em Paris com bailarinos de São Petersburgo e Moscou. Com este grupo, e mais tarde com a própria companhia, realizou várias turnês pela Europa, América e Ásia. Grande bailarina, destacou-se pela disciplina e pela técnica brilhante, a que uniu a grande expressividade de sua força individual. Em 1914, atuou pela última vez na Rússia.

Quem quiser saber mais pode assistir o filme baseado na Biografia dela: Anna Pavlova(1983).
Anna Pavlova Poster
O filme recebeu vários nomes, conforme a tradução:
Pavlova: A Woman for All Time
A Woman for All Time
Anna Pavlova (Finland)
Anna Pawlowa - Ein Leben für den Tanz (West Germany)
Pavlova
Pavlova - Uma Mulher de Sempre (Portugal)
The Divine Anna
The White Swan - UK (restored version)



"Deus dá o talento, mas é o trabalho que transforma o talento em gênio."

"Embora alguém possa falhar em encontrar a felicidade na vida teatral, ninguém desiste depois de já ter uma vez provado de seus frutos."

"O sucesso depende em grande parte de iniciativa pessoal e esforço, e não pode ser adquirido exceto à força de trabalho."

"Toque o último compasso bem suave." - (suas últimas palavras).
(Anna Pavlova)


Preciso compartilhar, antes de fechar o post, a foto  desta Pavlova divina que comemos no Bistô Ruella, de São Paulo.

Não provou ainda essa e outras gostosuras de lá? Vale a pena, recomendo!
O Bistrô Ruella é um charme só e "os aromas e sabores da cozinha de Danielle Dahoui são como um acalento, desses que sublimam a bela tradição do encontro estimulado pela comida, de que cada um de nós guarda em nossas recordações".
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