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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pêssego assado com marzipan

Essa é uma das receitas do menu de um dos últimos jantares da turma espetacular e amadíssima do Entre Panelas e Amigas, de Itajaí/SC. Elas arrasam nos pratos e na decor, são demais! Sou muito fã. Dá vontade de correr para a cozinha, fazer e provar tudo! 
Babei quando vi a foto(abaixo), pedi a receita e cá estou compartilhando essa delícia no blog. Muito fácil e pode ser usada como base para outras variações. 
Espero que também gostem. Eu ameeeei!!!

Ingredientes:
6 pêssegos
Massa folhada pronta
Marzipã

Modo de Preparo:
Descasque os pêssegos, corte ao meio e retire a semente.
Corte a massa folhada de maneira que consiga cobrir meia fruta.
Corte pedaços de marzipã e coloque no meio do pêssego.
Enrole cada metade da fruta em massa folhada.
Assar até ficar dourado.
Servir com creme, ganache ou sorvete.

Fácil, não?

Dicas Cozinha da Janita: Substitua o pêssego por nectarinas, maçãs, pêras ou até bananas. Acrescente baunilha de Bourbon moída na hora e raspas de limão siciliano ao recheio. 
Maple Syrup para servir sobre a tortinha também fica bem bacana e gostoso.

Expandindo o conhecimento...

O que é Marzipan?
O marzipan é um doce que teve origem no oriente, mas que é muito popular pela europa (os alemães e espanhóis que o digam). Geralmente, esse doce é feito com uma proporção de 1:1 de amêndoas para açúcar de confeiteiro + especiarias.
Na Espanha: 
Dois nomes de marzipan origem controlada são reconhecidos em Espanha.
Marzipan de Toledo pode ser feito nos municípios de Toledo, Sonseca, Consuegra, La Mata, Gálvez e Santa Olalla. Marzipan de Soto en Cameros, que tem uma AOC desde 1989. Ela é caracterizada pelo uso de amêndoa amarga e óleo de limão.
Na Alemanha:
A produção de marzipan é tradicional nas margens do Báltico, especialmente em Lübeck.
Marzipan de Koenigsberg foi introduzido no século XVIII por pasteleiros suíços. Ele usa amêndoas doces e amêndoa amarga, ovo, extrato de limão e água de rosas. Hoje, a maior produção tem lugar em Wiesbaden e Lübeck.


O que é Ganache?
Ganache vem do francês e significa “imbecil”, isso porque esse recheio foi inventado por acaso quando um aprendiz de chocolatier deixou sem querer que o crème de leite quente caísse numa tijela cheia de chocolate. O chef chocolatier ficou irritado e chalmou-o de imbecil (ganache!). Mas, logo depois, o chefe percebeu que, na verdade, o erro do aprendiz servia como um delicioso recheio.Ganache, portanto, é uma mistura de chocolate e creme de leite, possui consistência que pode ser cremosa ou mais “soft”.

O que é Maple Syrup?
O Maple Syrup é feito da seiva da árvore Maple, que no Brasil é chamada de bordo. Maple significa “bordo” em português, que é uma árvore da família Acer que em sua maioria ultrapassa os 200 anos de vida. A partir de 1965, a bandeira do Canadá recebeu em seu “desenho” a folha da “Maple tree” no centro.Essas árvores são encontradas no nordeste dos Estados Unidos e do Canadá. A seiva, depois de extraída da árvore, é fervida até atingir a consistência de uma calda espessa. Com um consumo mundial enorme, o Maple Syrup original é feito em Vermont (Canadá), mas também existem pontos de produção nos EUA. Hoje o Canadá engloba 83% da produção do xarope de bordo no mundo. O Maple Syrup tem variações, dependendo da época e da região onde a seiva é extraída: quanto mais escura for sua coloração, mais forte será o seu sabor. Ele é geralmente saboreado com waffles, crepes, french toasts, entre outros.

O que é Bourbon Vanille?
Baunilha Bourbon ou baunilha Bourbon-Madagascar, produzida a partir de plantas de V. planifolia levadas das Américas, é o termo usado para a baunilha das ilhas do Oceano Índico, como Madagascar, Comores, e Réunion, antigamente chamada Île Bourbon
A baunilha é a segunda especiaria mais cara, perdendo somente para o açafrão, devido a mão-de-obra  necessária para a produção das vagens.

Momentinho Cult...

O poeta Gonçalves Dias dedicou à Baunilha um poema, escrito em1861, onde se lê (domínio público):

A Baunilha

Vês como aquela baunilha
Do tronco rugoso e feio
Da palmeira - em doce enleio
Se prendeu!
Como as raízes meteu
Da úsnea no musgo raro,
Como as folhas - verde-claro -
Espalmou!
Como as bagas pendurou
Lá de cima! como enleva
O rio, o arvoredo, a relva
Nos odores!

Que inspiram falas de amores!
Dá-lhe o tronco - apoio, abrigo.
Dá-lhe ela - perfume amigo,
Graça e olor!

E no consórcio de amor
- Nesse divino existir -
Que os prende, vai-lhes a vida
De uma só seiva nutrida,
Cada vez mais a subir!

Se o verme a raiz lhe ataca,
Se o raio o cimo lhe ofende,
Cai a palmeira, e contudo
Inda a baunilha recende!
Um dia só! _ que mais tarde,
Exausta a fonte do amor,
Também a baunilha perde
Vida, graça, encanto, olor!

Eu sou da palmeira o tronco,
Tu, a baunilha serás!
Se sofro, sofres comigo;
Se morro - virás atrás!

Ai! que por isso, querida,
Tenho aprendido a sofrer!
Porque sei que a minha vida
É também o teu viver.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pintxos de salada de ovos

Essa é muito fácil e deliciosa!

Ingredientes:
4 unidades de ovo cozido picados ou amassados com garfo
2 colheres (sopa) de maionese
2 colheres (sopa) de creme de leite
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher(es) (sopa) de cebolinha verde picada
1 colher(sopa) de mostarda dijon
1 colher(chá) de suco de limão
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
presunto cru em pedacinhos para enfeitar

Modo de Preparo: Amasse os ovos com um garfo e misture aos outros ingredientes.
Coloque a mistura sobre as pequenas fatias de pão de sua preferência(baguete, italiano, etc), enfeite com pedacinhos de presunto cru, espete um palito e sirva.

Dicas da Janita:
Essa receita fica ótima e mais sofisticada se acrescentar camarões pequenos cozidinhos.
Outra oção é misturar também atum ou sardinha amassadinhos.
Huuumm, todas as variações são super saborosas! Adoro temperar também com dill a salada de ovos, dá um gostinho todo especial. ;)


 

Pintxo de sardinha com purê de maçã e curry

Como promessa é dívida, abro a sessão de receitas de tapas/pintxos/montaditos com essa de sardinha e purê de maçã que vai surpreender pela harmonia de sabores.
Ingredientes:
180 ml de azeite de oliva
1 Kg de sardinha fresca e limpa
50 ml de vinagre balsâmico
6 dentes de alho(sem casca e broto)
2 ramos de tomilho
2 ramos de alecrim
5 pimentas de cheiro
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:
Limpe bem as sardinhas, abrindo-as ao meio e retirando o máximo possível de espinhas.
Unte a assadeira com azeite de oliva, disponha as sardinhas com a pele para cima, tempere com sal, pimenta-do-reino e vinagre. Espalhe por cima as ervas, as pimentas e os alhos e cubra com mais azeite de oliva. Asse em forno pré-aquecido a 180 graus por volta de 10 minutos, ou até que a sardinha esteja cozida.

Purê de Maçã e Curry
Tire as cascas e sementes de 800 g de maçãs e regue-as com suco de limão. Corte-as em cubos. Pique 1 cebola grande e refogue-a em 3 colheres(sopa) de manteiga até que fique translúcida. Acrescente a maçã picada, 200 g de açúcar e 1 colherinha de sal marinho. Cozinhe em fogo lento até que as maçãs estejam bem macias. Tempere com 1 colher(chá) de curry em pó. Bata no liquidificador ou com o mixer para obter o purê.

Montagem:
Em fatias de pão rústico de sua preferência previamente assados em forno, coloque azeite de oliva, pedaços de sardinha, purê de maçã com curry e espete com palitos. Sirva a seguir.

Para facilitar a vida: Se quiser fazer a mesma receita, mas de forma muito mais rápida e prática, simplesmente compre as sardinhas em latas(abra-as ao meio e retire as espinhas), compre o purê de mação pronto também e apenas adicione o curry e monte esses deliciosos Pintxos no pão baguete fatiado.
Fotos: Google






 

 
 
E viva a Sardinha! E vivamos nós, com muita saúde!
Até o imperador francês Napoleão Bonaparte se rendeu ao poder da sardinha e se tornou um dos responsáveis pelo surgimento desse peixe em conserva. E o melhor é que ela não custa caro, é fácil de encontrar e de preparar e, se for consumida semanalmente, previne doenças
A sardinha é rica em ômega 3, 6 e 9.
Os benefícios desse, que é um dos peixes mais baratos do mercado, são inúmeros e têm comprovação científica. Especialistas acreditam que o seu consumo seja capaz de reduzir o risco de infarto, baixar o nível de triglicérides (as gorduras do mal) no sangue e também auxiliar na prevenção de diabetes, osteoporose e enxaquecas.
Os benefícios estão tanto nas enlatadas quanto frescas.
Fonte: revista Viva Saúde.
 
 


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tapas y Pintxos

Relendo uma revista de gastronomia de anos atrás, deparei-me novamente com algumas receitas de tapas e espanhois(sim, se diz "os tapas" mesmo) e percebi que ainda tenho muitos testes e pesquisas a fazer e compartilhar por aqui.
Da origem espanhola da minha família por parte de mãe, das leituras e da paixão pela gastronomia e cultura espanhola veio a ispiração para este e outros posts que ainda virão.

Começo então falando um pouco sobre a origem dos TAPAS espanhois:

Tapas são os petiscos na Espanha, simples assim. A origem remonta à época em que os bares de Madri e Barcelona serviam as comidinhas sobre o gargalo das garrafas, que iam sendo retiradas e repostas. Tinham a função de literalmente tapar as garrafas.

Há diversas versões e novos fatos ainda são descobertos atualmente para a origem dos tapas. Na versão mais conhecida, diz-se que pedaços de pão, fatias de jamón, chorizo, outro embutido ou queijo eram utilizados para cobrir, ou “tampar”, as taças de vinho ou garrafas de bebidas. Assim, evitava-se que sujeira ou insetos caíssem no líquido precioso e essa função do aperitivo deu origem ao seu nome: tapas.

Há também registros curiosos sobre a origem dos tapas:
"O Rei Alfonso X "O Sábio", de viagem por Cádiz, entra em um "mesón" (restaurante) e pede uma taça de xerez. Tem vento e entra areia no restaurante. O garçom coloca uma fatia de presunto em cima da taça do rei para "tapar" o vinho.O rei gostou da idéia e ordena que os restaurantes, a partir daquela data, sirvam o vinho com pequenas porções de alimentos". (fonte: livro de espanhol passaporte editora edelsa).

Também não dá para falar de tapas e não falar de pintxos, que por sua vez significa pinça, palavra ideal para ilustrar o ato de pegar os tapas com dois dedos.Os tapas também recebem o nome de pintxos, quando vêm espetados (pintxados, em espanhol, e pinçados em português) com palitos e é a maneira basca de se referir aos tapas.

Tradicionalmente se bebe cerveja, vinho ou clara (mistura de chopp e limão) acompanhando os tapas. No caso dos pintxos, há um  acompanhamento bem típico, é o Txakoli, é um vinho branco produzido unicamente na região da Costa Basca com o título de Denominação de Origem Controlada (DOC) de Txakoli de Getaria, de Bizkaia e de Álava.

É fruto de uma tradição secular e deriva da uva chamada Hondarribi Zuri e Hondarribi Beltza, que após ter sido descoberta por sommeliers de todo o mundo vem propagando, nos últimos anos, seu gosto e frescor.

SALIR DE TAPAS ou SALIR A TAPEAR ou IR DE TAPEO
Um hábito bem típico dos espanhois de fazer uma ronda de bar em bar provando as especialidades de cada lugar. Resumindo: é um consumo itinerante de tapas e pintxos. Vida boa, hein?

Nas próximas postagens seguirão diversas receitas de tapas e pintxos para você tapear com amigos e se divertir como na Espanha! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Crema Catalana(ou Crema Quemada)

Crema Catalana ou Crema Quemada é um doce tradicional e talvez o mais típico da Cataluña. Muitos "confundem" com créme brülée, mas há sensíveis diferenças. Aprenda abaixo essa original, tradicional, fácil e deliciosa receita espanhola.
Ingredientes:
1 litro de leite
100 g de açúcar e quantidade extra para caramelar
5 gemas
1 colher (sopa) de amido de milho
Raspas de limão ou laranja(cuide para não ir a parte branca)
1 pedaço de canela em pau

Modo de Preparo:
Misture as gemas com o amido de milho.Coloque o leite para ferver com o açúcar, a canela e as raspas da casca de limão.Quando levantar fervura, retire do fogo, coe o leite e misture-o com as gemas ou, se preferir, bata tudo no liquidificador.
Leve ao fogo novamente e mexendo sempre, deixe que cozinhe em fogo baixo até adquirir consistência cremosa.
Retire do fogo e distribua em ramequins(tigelinhas) individuais
Espere esfriar e leve para gelar, por ao menos 3 horas.
Na hora de servir, polvilhe açúcar sobre os cremes. Com um maçarico culinário doure a superfície. Outra maneira de obter efeito similar: Pressione uma colher quente, a parte côncava, sobre o açúcar para obter uma capa de caramelo.

Sirva a seguir.

Origem da Crema Catalana ou Crema Quemada
Segundo o Gremio Provincial de Pastelería de Barcelona, suas origens procedem da cozinha judía. 
Tradicionalmente no dia de São José, 19 de março, as famílias preparam e a saboreiam na sobremesa do almoço. São servidas em pequenas tigelas individuais de barro com 1½ cm a 2 cm de altura, pois o açúcar polvilhado na superfície é queimado com um equipamento de ferro (na forma de espiral) próprio para esta preparação. Como opção usa-se um maçarico de uso específico na culinária. Este mesmo creme é usado para rechear maçãs e outros doces.

O prestigiado mestre dos mestres pasteleiros, Jaume Sabat, explica em forma de anedota a criaçao da crema:
"Sucedeu em um convento de freiras em que esperavam a visita do bispo e concordaram preparar um boa comida para agradar-lhe. O bispo chego tarde e com pressa, o famoso pudim realizado pelas freiras, nao cozinhou corretamente. Para remediar-lo, a irma pensou: vou misturar um pouco com maizena e assim ficara mais espesso. O bispo ficou impaciente, na hora de pedir a sobremesa, esta tinha acabado de sair do fogo. Para nao fazer esperar o bispo, o sirviram em um prato com o caramelo por cima, mas o resultado foi uma papinha plana e mole, tostada con el caramelo".
"Monsenhor tinha tanta pressa e, pensando que esse era o famoso pudim do convento, que, em geral, se serve gelado, pegou uma colher e a colocou na boca com tanta urgência quanto prazer. E depois que lhe saltaram as lágrimas por haver queimado a boca, o bispo exclamou com voz rouca e forte: ¡Crema! (em catalán quer dizer queima). Mas, como estava tao boa, seguiu comendo com mais cuidado. Desde entao, a sobremesa favorita da comunidade das freiras, ja no foi o pudim, senao a crema tostada... o queimada".


Diferença entre Creme Catalana e Creme Brülée
O creme brülée é preparado com raspas da fava de baunilha, a crema catalana com a canela.em pau, nunca com baunilha. Além, disso, a versão francesa usa creme de leite no lugar do leite e é cozida em banho-maria.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Gazpacho do Ferran Adrià

Dia desses, num almoço de aniversário de uma Tia muito querida, provei um Gazpacho na entrada que estava divino. Percebi que era uma receita "um pouco" diferente, tinha algo especial, algum pitaco que eu desconhecia. Soube depois que era uma receita do Ferran Adrià que foi testada, aprovada e divulgada pela equipe do Paladar.
 

É uma das receitas do livro The Family Meal, de Ferran Adrià. Não é um livro sobre comida caseira.
É a recolha das receitas dos menus servidos aos 75 membros da equipa do El Bulli - chefs incluídos - durante os seis meses anuais de abertura ao público. 

"As pessoas espantam-se frequentemente quando sabem que comemos comida vulgar", diz-se no prólogo, contrariando a ideia de que o staff comeria o mesmo tipo de elaboradas criações que fizeram a justa fama do restaurante. Obviamente impossível, se considerarmos o tempo de preparação necessário, o tempo de degustação e os custos associados.
"Nós acreditamos que quem come bem, cozinha bem". Onde se poderá esperar comer bem se não no que foi considerado vezes suficientes o melhor restaurante do mundo? 
A "refeição da família", assim a denominam. Família porque se consideram uma família. Da família corporativa à família de cada leitor foi um passo lógico e assim surgiu este livro, direccionado a todos, experientes ou menos experientes. 

Então vamos a uma das receitas clássicas do livro e da gastronomia espanhola:



Gazpacho do Ferran Adrià
   
Ponha um pouco de água numa panela e 3 dentes de alho descascados. Quando ferver, tire o alho e jogue-o numa tigela com água e gelo. Repita duas vezes o procedimento e leve ao liquidificador.

Descasque e pique 2 cebolas, 60g de pepino, 60g de pimentão, 1 kg de tomates e junte ao alho no liquidificador. Adicione 60g de pão sem casca, 1/2 xícara de água, 1/2 xícara de azeite, 2 colheres (sopa) de vinagre de Jerez, 1 colher (sopa) de maionese e bata.

Peneire e leve à geladeira por duas horas. Antes de servir, corte em cubos 240g de pão branco sem casca e frite em duas xícaras de azeite. Escorra e ponha sobre o gazpacho.


Origem do GAZPACHO

Gaspacho tem origem no castelhano gazpacho e designa uma sopa fria com base em vegetais, confeccionada no Sul da Península Ibérica, nomeadamente na Estremadura e Andaluzia no País vizinho, no Alentejo e Algarve em Portugal, ainda que o seja também no México e outros países da América Central por influência espanhola.
O gazpacho é uma sopa fria muito tradicional na Espanha. Símbolo da culinária andaluzia acredita-se que esse prato teve origem entre as famílias mais humildes. Com sobras de pães, azeite de oliva, vinagre e alguns legumes e hortaliças sempre frescos, os espanhóis menos favorecidos preparavam esta sopa.
sobre gaspachos temos a grande referência internacional que é o espanhol. A Andaluzia reclama para a sua região a autoria desta receita e que, alguns autores, encontram origem nos árabes que aí estiveram estabelecidos. Gaspacho quererá dizer “pão demolhado”. Curiosamente Mikel Corcuera atribui este nome de gaspacho a uma designação portuguesa caspacho (?), palavra proveniente da ocupação pré-romana, caspa, que significava “pequeno fragmento”. O mesmo autor sugere o século XVII como o período da primeira referência a gaspacho. Quanto à sua origem árabe terá que se reflectir bem pois os árabes abandonaram esta região antes que o tomate e os pimentos, hoje fundamentais, chegassem das “Américas”. Os sevilhanos dizem que o gaspacho é seu. Muitos espanhóis sugerem que o gaspacho teve origem no “Ajoblanco”, sopa fria com alhos pisados com amêndoas, migas de pão, azeite, vinagre e termina-se juntando água gelada. Ainda se podem juntar uvas de preferência casta moscatel. Para além desta variante podemos encontrar muitas variedades de gaspachos andaluzes com a particularidade de apenas variar pequenos detalhes. Claro que o que hoje em dia encontramos é um creme espesso e frio. Possivelmente os primeiros gaspachos eram feitos com a mistura dos produtos e sempre mais pão. Mas o gaspacho espanhol / andaluz ultrapassou fronteiras e encontramos a designação gaspacho para identificar uma técnica de confecção de sopas frias. É o caso do famoso Gaspacho de Lavagante do restaurante do Parc dês Eaux-Vives, de Genève.


Momentinho cult na cozinha...

Já que o assunto é Gazpacho, impossível não mencionar o filme "Mujeres al borde de un ataque de nervios", em português "Mulheres à beira de um ataque de nervos", é um filme espanhol de 1988, do gênero comédia, dirigido pelo célebre Pedro Almodóvar.




 

O Gazpacho é personagem decisivo no excepcional “Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos” de Pedro Almodovar.

No filme, o seu preparo é feito com close nos ingredientes pela protagonista Pepa (Carmen Maura) que corta com uma faca grande de cozinha o tomate, os pimentões, o pepino e os demais ingredientes, batendo tudo no liquidificador com comprimidos para dormir, com os quais pretendia impedir que seu ex-amante viajasse com outra mulher.
Quando seu apartamento é invadido pela ex-mulher de seu amante saída de uma clínica psiquiátrica e armada com um revólver , por uma amiga fugindo da polícia por ter se envolvido com terroristas xiitas , por um casal que procurava apartamento para comprar (onde o rapaz, Antõnio Banderas era filho de seu amante) , pelo funcionário da telefônica que tinha ido consertar o telefone que havia sido arrancado e finalmente pela polícia que investigava uma denúncia sobre os terroristas que viera do telefone deste apartamento , Pepa não tem vacila: oferece “Gazpacho para todos!”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lentilhada Catalã

Uma "sopinha" de lentilha "y otras cositas más" que é perfeita para esses dias frios, aquece o corpo e o coração!
Ingredientes:
  • 500 gramas de lentilhas
  • 2 cebola picada
  • 4 dentes de alho
  • 1 folha de louro
  • 2 tomates sem pele e semente
  • cubinhos de bacon
  • sal e pimenta a gosto
  • água
  • azeite de oliva
Modo de Fazer:
Cozinhar as lentilhas numa panela de pressão com água, sal e e louro até que as lentilhas estejam al dente. Dá uns 25 minutos. 
Numa frigideira fritar em azeite de oliva os cubinhos de bacon, o alho a cebola e depois o tomate.
Jogar este refogado nas lentilhas e provar o sal. Deixar ferver sem a tampa até que o caldo fique com uma consistência mais encorpada. Então é só servir!
Este prato pode ser acompanhado de arroz branco, de farofinha, que são bem ao gosoto brasileiro. Na Espanha comem com ovos cozidos por cima e pães fritos com azeite de oliva para acompanhar.
Pode-se comer como uma "sopa" apenas, sem acompanhamentos. ;)
Em geladeira pode ser guardado por até 3 dias. Pode ser congelado e guardado em freezer por 2 meses.
Dica da Janita: Fica muito gostoso acrescentar rodelas de linguiça também! Há versões que levam cenoura, pimentão e algumas até batatas. Acrescente o que mais lhe agradar.
Harmonização: perfeito com um tempranillo espanhol!
A Milenar Lentilha
Vários apontamentos históricos indicam que a Lentilha tive origem na Ásia central e o seu consumo remonta há cerca de 8000 anos, pois foi um dos primeiros alimentos a ser cultivado na pré-história.
Durante milénios, a Lentilha foram ingeridas juntamente com cevada e trigo, devido à combinação agradável destes alimentos, foram difundidos por toda a África e Europa durante as migrações e explorações de tribos culturais.
Um século AC, a Lentilha foi introduzida na Índia, um país cuja cozinha tradicional utiliza, num prato conhecido por “dal”, Lentilhas picantes como ingrediente-chave. Os países católicos utilizam com frequência a Lentilha durante o período da quaresma.
Atualmente, os principais produtores desta leguminosa, a nível mundial, são a Índia, Turquia, Canadá. China e Síria.


A lentilha contém 22 a 25% de proteínas. É rica em vitamina A, tiamina (B1), riboflavina (B2) e sais minerais, particularmente em cálcio, ferro, manganésio, potássio, fósforo, zinco e enxofre.
Muito nutritiva e sem dúvida a mais digesta de todas as leguminosas, pois normalmente não provoca flatulência.
Estimula o estômago, expulsa a bílis. É muito remineralizante e o cobre que contém reforça a sua acção anti-anêmica. Possui virtudes galactogênicas. É um alimento completo para trabalhos físicos, e deve consumir-se sobretudo durante a estação fria. 
O seu consumo pode ainda ser benéfico em casos de fadiga intelectual, convalescência, insónia e insuficiência biliar.
A mistura "lentilhas-cereais" é excelente, pela complementaridade de aminoácidos que proporciona. No Próximo No Oriente são consumidas com cevada ou trigo, e na Índia com arroz. Podem ser consumidas em grão completo, em grão descascado, em farinha, em puré, em croquetes, com massas, em patês, em estufados, germinadas, na sopa, na salada, em associação com espinafres ou acelgas.
Escaldadas em água a ferver antes de cozidas facilitam a digestão. É importante evitar que cozinhem demasiado, pois transformam-se em puré.
As lentilhas são suculentas quando o seu gosto é realçado com plantas condimentares como o alho, louro, salsa, alecrim, segurelha e salva.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tortillas de Batata, Bacon e Abobrinha


Ingredientes:
300g de batatas
1/2 cebola média
1 abobrinha média
6 ovos
1 xícara de creme de leite fresco
Bacon em cubinhos
Salsa e cebolinha picada
Pimenta do Reino moída na hora

uma pitadinha de noz-moscada ralada hora
Sal

Modo de Preparo:

Descasque e fatie as batatas em uma mandolina ou corte em rodelas fininhas com uma faca. Cozinhe em água com sal. Descasque a abobrinha e faça o mesmo processo, cozinhando menos para que elas fiquem al dente. Reserve e deixe esfriar.

Frite o bacon e a cebola em cubinhos, escorra o excesso de gordura.

Bata os ovos com um fouet, acrescente a salsa e cebolinha picada, a noz-moscada, o creme de leite, o bacon com a cebola e as lâminas de batata e abobrinha frias, senão vai talhar o ovo. Tempere com sal e pimenta do reino. 

Misture tudo e leve a fogo baixo em uma frigideira untada com um bom azeite de oliva. Tampe para que a massa vá cozinhando mais rápido. Com uma espátula, olhe se está dourada. Agora "escorra" a tortilha para a própria tampa, e vire dentro da frigideira para dourar o outro lado (como quem desenforma um bolo). Quando estiver bem dourado, desligue o fogo, corte em cubinhos e sirva. 


Dicas: O bacon pode ser substituído por mortadela, presunto, peito de peru ou até mesmo por atum ou salmão. Fica gostoso também, acrescentar um pouco de parmesão ralado à receita, mas aí cuide com o sal, pois o queijo já é salgado.


Outras idéias de como servir:
1) Como entrada, acompanhado de torradinhas ou de salada verde:
   


2) Em fatias:



3) Inteira:



Harmonização: um bom tinto espanhol, claro!


A Tortilla de Batata ou Tortilla Espanhola



tortilla espanhola (ou tortilha em português), também conhecida como tortilla de patata é uma espécie de omelete, feita com ovos e batatas. É comum levar cebolas, dependendo da região onde é feita.
Faz parte da história e da alma de seu país. Como a Paella, é um dos pratos mais representativos da rica cozinha caseira espanhola.
Como jóia maior da culinária espanhola, lhe é concedido o respeito de uma verdadeira obra de arte. É venerada como símbolo solar, sempre redonda, amarela e esplendorosa e capaz de congregar ao seu redor muitos apreciadores.
O primeiro documento conhecido com menção à tortilha espanhola é de Navarra. Trata-se de um documento de origem anônima, chamado "Memorial de la ratonera", dirigido às Cortes em 1817, onde se mostram as condições miseráveis em que vivem os camponeses, em comparação com os habitantes de Pamplona e Ribera. Após listar vários dos alimentos consumidos pelos camponeses, há uma citação que diz "...dos o tres huevos en tortilla para cinco o seis, porque nuestras mujeres la saben hacer grande y gorda con pocos huevos mezclando patatas, atapurres de pan u otra cosa..." (dois ou três ovos em uma tortilha para cinco ou seis pessoas, porque nossas mulheres sabem prepará-la grande e pesada mesmo com poucos ovos, misturando batatas, pedaços de pão ou outras coisas...)
Em um trabalho da Cofradía Vasca de Gastronomía em 1970, seu autor Felix Marocoa relata que os primeiros registros deste prato estão descritos no livro Memória de um sesetón, de Ramón Mesonero Romanos. Neste memorial estão listados vários alimentos da corte de Navarra, aparecendo a Tortilla de patatas como prato usado no jantar, na zona das montanhas. 

Muitos pratos memoráveis são associados à vida de heróis ou feitos militares. Sobram versões. Uma delas refere-se ao o general Tomás de Zumalacárregui, (1788 - 1835). Era um comandante severo e hábil que lutava na primeira guerra Carlista, termo empregado para as três violentas contendas ocorridas no século XIX, na Espanha, entre partidários de Carlos Maria Isidro de Borbón e os partidários de Isabel II, sua sobrinha. Contam que em uma noite escura e fria, encerrado o combate, ele aproximou-se de uma casa para pedir comida. Uma camponesa o recebeu com cordialidade, disse ser pobre, e não ter muito a oferecer-lhe. Em sua cozinha havia pouquíssimos ingredientes. Porém, ela descascou e cortou algumas batatas, colocou-as em uma frigideira com azeite e assim que as mesmas douraram, adicionou um par de ovos batidos. Isto aconteceu no interior de Navarra, junto aos Pirineus. Assim teria nascido uma das receitas mais emblemáticas da cozinha es panhola.
O general morreu em consequência de um tiro, quando reconhecia posições inimigas. Os pesquisadores não confirmam, mas o povo garante que antes de falecer ele comeu um pedaço de tortilla...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Arroz de Paio, Favas Verdes e Couve Manteiga

Ingredientes:
  • 2 paios

  • 1 colher de sopa cheia de azeite extra virgem

  • 2 dentes de alho grandes

  • 2 colheres de sopa bem cheias cebola branca em *brunoise

  • 200g de *arroz Bomba(na falta, use o arroz parboilizado)

  • 4 xícaras de chá de caldo de legumes

  • 80g de fava verde(se não tiver, faça com lentilha)

  • 4 colheres de sopa salsa picada

  • 40g de couve manteiga fatiada

  • sal e pimenta calabresa a gosto

  • 2 colheres de sopa de azeite
  • manjericão

* Brunoise: Palavra  francesa para designar corte de legumes em cubinhos de 2/3 milímetros de lado.

*Arroz Bomba: Este é o arroz próprio para paellas usados pelos espanhóis. É um arroz  de grão mais pequeno e arredondado.
O Arroz do tipo "Bomba" custa caro. O preço contudo, compensa o resultado obtido. Segundo a literatura gastronômica, esse arroz absorve, em média, 3 vezes o seu próprio volume. O que isso significa? O arroz fica muito saboroso com a incorporação do riquíssimo cado obtido com a fervura dos legumes e das carnes. Requer atenção especial no seu cozimento. Após o 10° minuto de cozimento será necessário prová-lo constantemente. Não quer gastar tanto? Quer um preparo mais fácil? Use o arroz parboilizado.

Modo de Preparo:
Corte o paio em rodelas e depois corte a rodela em 4. Em uma frigideira frite até ficar dourado. Retire do fogo e reserve. Em uma panela refogue no azeite extra virgem o alho picado e a cebola picada. Adicione o arroz previamente lavado e refogue bem. Junte metade do caldo de legumes e mexa sempre. Adicione o paio e a fava verde e o restante do caldo conforme a necessidade. Mexendo sempre até o arroz estar macio. Finalize com as ervas picadas e a couve fatiada. Tempere com sal se necessário. Decore com o azeite e manjericão.

Rendimento: 4 porções

Harmonização: Sangervasio Rosso IGT.


A nOSSA QUERIDA COUVE
couve de folha ou couve comum é muito rica em nutrientes, especialmente cálcio, ferro, vitaminas A,C, K e B5. É escassa em calorias, mas satisfaz muito bem a sensação de apetite, portanto, pode ser aproveitada em regimes para obesos.
É uma hortaliça originada da costa do Mediterrâneo e pertence à família das Brássicas, assim como o repolho, o brócolis, a couve-flor e o rabanete.

Couve

COMO COMPRAR

couve é colhida durante todo o ano, mas como é favorecida por clima ameno os menores preços ocorrem de junho a outubro.
No Brasil, somente são plantadas couves de folhas lisas, sendo as do grupo manteiga as mais comuns. Essas possuem folhas verde-claro, tenras, lisas ou pouco onduladas, com peciolo e nervura verde-clara.
As folhas devem estar com aspecto de produto fresco, ou seja, sem manchas escuras ou amarelas, sem sinais de murcha e com os talos firmes.
As folhas de couve são comercializadas na forma de maço. Deve-se escolher o maço com cuidado, pelo seu aspecto, evitando quebrá-lo ou machucá-lo, para não danificar aqueles que serão comprados por outros consumidores.
couve pode ser comercializada na forma minimamente processada, ou seja, já picada e embalada. É fundamental que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada conservação. Evite comprar este produto quando as folhas estiverem murchas e com pontos escuros, principalmente nas bordas, e cheiro alterado.

COMO CONSERVAR

couve é uma hortaliça que se conserva por pouco tempo, murchando e amarelecendo rapidamente. Em condição ambiente, deve ser mantida com os talos dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco de plástico aberto, em local bem fresco, por até um dia. Quando conservada em geladeira, inteira ou picada, deve ser mantida em saco de plástico fechado ou em vasilha de plástico tampada, conservando-se por até uma semana, quando inteira ou por três dias, quando picada.
couve pode ser congelada. Para tanto, deve ser picada fina e colocada em saco de plástico do qual deve se retirar a maior quantidade possível de ar.

COMO CONSUMIR

couve pode ser consumida crua, na elaboração de saladas e sucos, refogada ou como ingrediente de sopas, farofas e cozidos.
Lave as folhas uma por uma em água corrente. Se for consumir as folhas cruas é necessário deixá-las de molho em solução de água sanitária por 30 minutos na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água filtrada. Em seguida, enxágüe-as com água filtrada. A solução de água sanitária não deverá ser reutilizada. A água sanitária ou o vinagre não retiram resíduos de agrotóxicos, mas são importantes para eliminar microorganismos que possam causar doenças.
couve pode ser picada fina ou rasgada na preparação de cozidos. Deve-se cozinhá-la preferencialmente no vapor, utilizando-se uma panela própria ou ainda uma peneira sobre a panela com água fervente, colocando-se uma tampa sobre a peneira para acelerar e uniformizar o cozimento.
Tanto ao refogar como ao cozinhar a couve, deve-se evitar deixá-la muito tempo no fogo, pois fica escura e com o sabor ruim.
Quando congelada, a couve não se presta para consumo na forma crua, devendo ser usada somente em pratos cozidos. O descongelamento é feito ao fogo, durante o processo de preparo.

DICAS

Experimente comer a couve refogada como recheio de sanduíche, com pão tipo francês.
Prefira o consumo da couve crua, pois o cozimento resulta em perda de parte das vitaminas
couve para congelamento deve ser picada e não rasgada.
Fonte: www.cnph.embrapa.br
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