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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Terrine de brie com damasco

Ingredientes:

Cream cheese 600g
Creme de leite 200g
Queijo brie 300g
Gelatina sem sabor 30g
Água 15g
Damasco turco 100g
Amêndoas laminadas torradas 30g para decorar

Modo de Preparo:
Cobrir a forma desejada com papel filme, assim ficará mais fácil na hora de desenformar. Em um processador de alimentos (pode ser liquidificador se preferir), colocar o cream cheese, o creme de leite e 200g do queijo brie picado e bater até que vire uma massa homogênea. Hidratar a gelatina na água e colocar no microondas por 20 segundos até que derreta toda gelatina. Adicionar ao creme e mexer bem. Decorar a forma forrada com filme com pedaços de queijo brie e damasco. Colocar o creme por cima e deixar gelar bem. Na hora de servir, desenformar na travessa desejada (descartar o papel filme que usamos para cobrir a forma) e decorar com as amêndoas laminadas previamente torradas e o broto.

Receita do Chef banqueteiro Julio Perinetto.

Sirva com torradas se for apertitivo ou salada se for entrada.

Dicas da Janita:
Gosto muito de dill com queijo brie, fica delicado, aromático e bonito.
Pimenta-rosa moída na hora pode dar um toque especial, para quem gosta.
Nozes picadas também combinam muito,clássco.
Se preferir queijos mais fortes, coloque também alguns pedacinhos de queijo roquefort ou gorgonzola. Fica muito gostoso!
Mel trufado sempre vai bem sobre queijos.

Harmonização: combina muito bem com vinhos brancos mais encorpados e com boa acidez como é o caso dos vinhos brancos produzidos com a uva Chardonnay.

O que é Terrine?

Terrina ou terrine é o nome em francês dado a uma vasilha funda, com tampa, refratária e geralmente de cerâmica. Os pratos preparados nessa vasilha levam o mesmo nome.

Confunde-se Terrine com patê pelo fato de que um dos clássicos preparados com o foie gras (fígado de ganso) é preparado na terrine, são os fígados temperados com sal, pimenta-do-reino, enriquecida com fatias de trufas negras, regados com vinho Sauternes ou vinho do porto. Os fígados são apertados na terrine e cozidos em banho-maria. Depois de frio pode-se retirar da terrine e fatiar, e a consistência fica parecida com a de um patê.

Na verdade, a terrine não é uma evolução do patê e sim uma forma de preparar. Terrine é a forma em que o patê é assado, pode-se preparar terrine de quaisquer ingredientes não resultando necessariamente em um patê. Pode-se, por exemplo, preparar uma Terrine de legumes e não será um patê. Os dois são muito deliciosos.

No Brasil é comum servir terrines como entrada, por isso, muitos cozinheiros a escolhem para as festas de fim de ano.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pissaladière

A Pissaladière tem origem em Nice, no sul da França. É uma tarte que tem como ingrediente principal a pissalat, uma pasta de peixe salgado. A cobertura tradicional leva cebolas caramelizadas, alho, azeitonas e anchovas (ou aliche) ou pasta de anchova e, na maioria das vezes o formato é oval.

É servida como um aperitivo ou entradinha para um jantar ou mais comum, logo cedo, no café da manhã.

Já foi considerada a pizza francesa, uma vez que começa por uma base de massa e se assa no forno, como uma pizza.

Muito prática e saborosa! Vale fazer.

Ingredientes:

1 pacote massa folhada

1 vidro de pesto

2 cebolas caramelizadas em balsâmico

azeitonas pretas

aliche

alecrim, basílico, dill ou erva de sua preferência


Modo de Preparo:

Abra a massa folhada descongelada, mas ainda bem fria, sobre uma assadeira untada. Vire as extremidades para formar as bordas da pizza.

Sirva harmonizando com um bom vinho branco ou rosé.


Dica da Janita:

O pesto pode ser substituído por molho de tomate. As ervas podem ser variadas a gosto também.

Curiosidade: A versão italiana é chamada “piscialandrea”, e inclui tomate e alho, além de anchova ou aliche.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Crudités de vegetais com Pastinha de atum ou Dip de gorgonzola

 
 Crudités têm origem francesa.
Seu nome corresponde a vegetais crus servidos na companhia de um ou mais molhos/dipes/patés, pastas.
Pela presença colorida na mesa, além da praticidade de poder serem comidos com as mãos, são ótimos para servir como aperitivo ou prato de entrada em recepções e eventos.
São leves e refrescantes.


Ingredientes Pasta de atum:
1 lata de atum ao natural
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de  dopa de maionese

1 colher de sopa cream cheese
1 colher  de cebolinha/salsinha/hortelã picadinhas

1 dente de alho esmagado(opcional)
pimenta do reino a gosto. 

Ingredientes Dip de Gorgonzola:
1 pote de iogurte natural (170g)
1 colher de cream cheese
3 colheres (sopa) de queijo gorgonzola amassado
1 dente de alho esmagado
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto(cuide com o sal, pois o gorgonzola já costuma ser bem salgado)

Modo de Preparo:
Misture tudo e coloque para gelar no minimo 1 hora antes de servir

Ideias para os palitos de vegetais: cenoura, pepino, salsão, abobrinha, pimentões, rabanete, erva-doce, endívias, tomates cereja.

Disponha os palitos de vegetais(crudités)  em copos e a pastinha ou dip num ramequin e sirva.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Terrine de Mascarpone, Gorgonzola, Damasco, Nozes e Pitaches

Ingredientes:
100 g de damasco
35 ml de mel
50 g de nozes
50 g de pistache
450 g de queijo gorgonzola
390 g de queijo mascarpone
 

Modo de Preparo:
Untar uma forma de bolo inglês (terrine) e forrar com filme plástico, deixando sobra para cobrir a forma depois (esse processo facilitará quando for desenformar).
Amassar o gorgonzola e forrar o fundo e os lados da forma, apertando com as mãos.
Picar grosseiramente as nozes, pistaches e damascos.
Misturar o queijo mascarpone com o damasco, nozes, mel, pistache e colocar essa mistura na forma, por cima do gorgonzola.
Cobrir com uma camada do gorgonzola amassado.
Por fim, cobrir toda a forma com as pontas do filme plástico que sobraram.
Levar para a geladeira, melhor se for por de 12 a 24 hs antes de servir.
Desenformar em um prato retangular e decorar como desejar.

Por que Terrine?

Terrina ou terrine é o nome em francês dado a uma vasilha funda, com tampa, refratária e geralmente de cerâmica. Os pratos preparados nessa vasilha levam o mesmo nome.

Confunde-se Terrine com patê pelo fato de que um dos clássicos preparados com o foie gras (fígado de ganso) é preparado na terrine, são os fígados temperados com sal, pimenta-do-reino, enriquecida com fatias de trufas negras, regados com vinho Sauternes ou vinho do porto. Os fígados são apertados na terrine e cozidos em banho-maria. Depois de frio pode-se retirar da terrine e fatiar, e a consistência fica parecida com a de um patê.

Na verdade, a terrine não é uma evolução do patê e sim uma forma de preparar. Terrine é a forma em que o patê é assado, pode-se preparar terrine de quaisquer ingredientes não resultando necessariamente em um patê. Pode-se, por exemplo, preparar uma Terrine de legumes e não será um patê. Os dois são muito deliciosos.

Os patês clássicos, esses sim, podem ser assados envoltos em massa, chamados então de patê em croûte, ou então em formas do tipo bolo inglês, chamados de patê en terrine.

Harmonização e trilha sonora ideal: Já que o prato tem o pé na França, a sugestão de vinho é um bom Chablis e a de música fica por conta da doce voz da Carla Bruni.

Ouçam enquanto cozinham! É pura inspiração:


https://youtu.be/hR_O0vzQj4k 



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pêssego assado com marzipan

Essa é uma das receitas do menu de um dos últimos jantares da turma espetacular e amadíssima do Entre Panelas e Amigas, de Itajaí/SC. Elas arrasam nos pratos e na decor, são demais! Sou muito fã. Dá vontade de correr para a cozinha, fazer e provar tudo! 
Babei quando vi a foto(abaixo), pedi a receita e cá estou compartilhando essa delícia no blog. Muito fácil e pode ser usada como base para outras variações. 
Espero que também gostem. Eu ameeeei!!!

Ingredientes:
6 pêssegos
Massa folhada pronta
Marzipã

Modo de Preparo:
Descasque os pêssegos, corte ao meio e retire a semente.
Corte a massa folhada de maneira que consiga cobrir meia fruta.
Corte pedaços de marzipã e coloque no meio do pêssego.
Enrole cada metade da fruta em massa folhada.
Assar até ficar dourado.
Servir com creme, ganache ou sorvete.

Fácil, não?

Dicas Cozinha da Janita: Substitua o pêssego por nectarinas, maçãs, pêras ou até bananas. Acrescente baunilha de Bourbon moída na hora e raspas de limão siciliano ao recheio. 
Maple Syrup para servir sobre a tortinha também fica bem bacana e gostoso.

Expandindo o conhecimento...

O que é Marzipan?
O marzipan é um doce que teve origem no oriente, mas que é muito popular pela europa (os alemães e espanhóis que o digam). Geralmente, esse doce é feito com uma proporção de 1:1 de amêndoas para açúcar de confeiteiro + especiarias.
Na Espanha: 
Dois nomes de marzipan origem controlada são reconhecidos em Espanha.
Marzipan de Toledo pode ser feito nos municípios de Toledo, Sonseca, Consuegra, La Mata, Gálvez e Santa Olalla. Marzipan de Soto en Cameros, que tem uma AOC desde 1989. Ela é caracterizada pelo uso de amêndoa amarga e óleo de limão.
Na Alemanha:
A produção de marzipan é tradicional nas margens do Báltico, especialmente em Lübeck.
Marzipan de Koenigsberg foi introduzido no século XVIII por pasteleiros suíços. Ele usa amêndoas doces e amêndoa amarga, ovo, extrato de limão e água de rosas. Hoje, a maior produção tem lugar em Wiesbaden e Lübeck.


O que é Ganache?
Ganache vem do francês e significa “imbecil”, isso porque esse recheio foi inventado por acaso quando um aprendiz de chocolatier deixou sem querer que o crème de leite quente caísse numa tijela cheia de chocolate. O chef chocolatier ficou irritado e chalmou-o de imbecil (ganache!). Mas, logo depois, o chefe percebeu que, na verdade, o erro do aprendiz servia como um delicioso recheio.Ganache, portanto, é uma mistura de chocolate e creme de leite, possui consistência que pode ser cremosa ou mais “soft”.

O que é Maple Syrup?
O Maple Syrup é feito da seiva da árvore Maple, que no Brasil é chamada de bordo. Maple significa “bordo” em português, que é uma árvore da família Acer que em sua maioria ultrapassa os 200 anos de vida. A partir de 1965, a bandeira do Canadá recebeu em seu “desenho” a folha da “Maple tree” no centro.Essas árvores são encontradas no nordeste dos Estados Unidos e do Canadá. A seiva, depois de extraída da árvore, é fervida até atingir a consistência de uma calda espessa. Com um consumo mundial enorme, o Maple Syrup original é feito em Vermont (Canadá), mas também existem pontos de produção nos EUA. Hoje o Canadá engloba 83% da produção do xarope de bordo no mundo. O Maple Syrup tem variações, dependendo da época e da região onde a seiva é extraída: quanto mais escura for sua coloração, mais forte será o seu sabor. Ele é geralmente saboreado com waffles, crepes, french toasts, entre outros.

O que é Bourbon Vanille?
Baunilha Bourbon ou baunilha Bourbon-Madagascar, produzida a partir de plantas de V. planifolia levadas das Américas, é o termo usado para a baunilha das ilhas do Oceano Índico, como Madagascar, Comores, e Réunion, antigamente chamada Île Bourbon
A baunilha é a segunda especiaria mais cara, perdendo somente para o açafrão, devido a mão-de-obra  necessária para a produção das vagens.

Momentinho Cult...

O poeta Gonçalves Dias dedicou à Baunilha um poema, escrito em1861, onde se lê (domínio público):

A Baunilha

Vês como aquela baunilha
Do tronco rugoso e feio
Da palmeira - em doce enleio
Se prendeu!
Como as raízes meteu
Da úsnea no musgo raro,
Como as folhas - verde-claro -
Espalmou!
Como as bagas pendurou
Lá de cima! como enleva
O rio, o arvoredo, a relva
Nos odores!

Que inspiram falas de amores!
Dá-lhe o tronco - apoio, abrigo.
Dá-lhe ela - perfume amigo,
Graça e olor!

E no consórcio de amor
- Nesse divino existir -
Que os prende, vai-lhes a vida
De uma só seiva nutrida,
Cada vez mais a subir!

Se o verme a raiz lhe ataca,
Se o raio o cimo lhe ofende,
Cai a palmeira, e contudo
Inda a baunilha recende!
Um dia só! _ que mais tarde,
Exausta a fonte do amor,
Também a baunilha perde
Vida, graça, encanto, olor!

Eu sou da palmeira o tronco,
Tu, a baunilha serás!
Se sofro, sofres comigo;
Se morro - virás atrás!

Ai! que por isso, querida,
Tenho aprendido a sofrer!
Porque sei que a minha vida
É também o teu viver.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Camembert Assado com Alecrim e Alho, do Jamie Oliver

Ingredientes:
1 queijo camembert de 250g
1 dente de alho fatiado bem fino
1 ramo de alecrim
Azeite de oliva
Meia xícara de cranberries desidratadas picadas e castanhas variadas (como cranberries são difíceis por aqui, use damasco ou figos)
Torradas frescas

Modo de Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180 ºC. Faça um círculo no topo do queijo, deixando 0,5 cm de beirada, e tirando uma fatia fina do tampo da casca. Se o queijo vier em uma caixinha, mantenha-o lá dentro para cortar, facilita bem. Salpique as fatias finas de alho e folhas de alecrim sobre o queijo, finalizando com um fio de azeite. À parte, salpique fatias de pão com azeite, alecrim e uma pitada de sal. Leve ao forno quente junto com o queijo, por 15 a 20 minutos. Quando o pão estiver dourado e o queijo, cremoso no meio, coloque-os em uma tábua, polvilhando as frutas desidratadas e castanhas picadas sobre o queijo, ou deixando-as em um recipiente à parte.
Rendimento: 6 porções.

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Soufflé de Queijo

Quem não ama Soufflé de queijo? Essa receita é muito prática e fácil de fazer.
Não sabia o que inventar para o jantar de segunda-feira? Resolvido! ;)

Ingredientes:
4 ovos
1 xícara (chá) de queijo prato ralado
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 copo de leite
1 caixinha (200g) de creme de leite
1colher (sopa) de farinha de trigo peneirada
2 ½ colheres (sopa) de manteiga
Noz-moscada, pimenta-do-reino e sal agosto

Modo de preparo:
Aqueça a manteiga, junte a farinha de trigo e, aos poucos, acrescente o leite. Mexa bem em fogo baixo, junte as gemas batidas com o creme de leite, sal, pimenta-do-reino, noz-moscada e os queijos. Deixe esfriar. Batas as claras em neve e incorpore delicadamente à mistura de queijo. Passe para uma forma de suflê (cerca de 20 cm de diâmetro) untada e leve ao forno médio a 180°C por aproximadamente 30 minutos. Sirva imediatamente.

Beijinhos e boa semana!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Clafoutis de Amoras Silvestres

Uma sobremesa de origem francesa que surgiu no século 19 na região de Limousin, no centro da França.
O nome é derivado do verbo "clafir" que significa preencher.
Pode ser feita com diversas frutas(frutas vermelhas, todas, são as usuais, mas fica ótimo também com maçã, pera, pêssego, etc).
E o melhor é que é facílima de preparar!

Ingredientes:

8 ovos inteiros
200 g de açúcar
200 ml de creme de leite fresco
3 colheres de farinha de trigo
1 colher de chá de essência de baunilha ou raspas de meia fava
1 colher de sopa de cachaça
Amoras silvestres em quantidade suficiente para forrar o fundo da forma que você for usar.

Modo de preparo:
Junte os ovos e o açúcar e mexa bem e rapidamente com a ajuda de um fouet. Quando o açúcar tiver sido completamente incorporado, acrescente o creme de leite e mexa novamente. Coloque então a farinha de trigo e misture bem. Por fim, acrescente a baunilha e a cachaça. Use uma travessa que possa ir ao forno. Coloque todas as amoras no fundo da travessa, espalhe a mistura por cima e leve ao forno baixo, a 200°C aproximadamente, por cerca de uma hora. Para saber se já está bom, espete um garfo bem no centro da sobremesa. Se ele sair limpo, já está pronta.

Receita da chef do restaurante Chez Nous Chez Vous, em Paris. Publicada na revista Deguste.


*Originalmente esta sobremesa é servida morna, mas geladinha também fica ótima.

Harmonização: Num dia quente casa perfeitamente com um espumante brut rosé e num dia frio com um chá quentinho de vanilla ou de frutas vermelhas.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quiche Lorraine - A Clássica

Esta receita é tradicional da região alemã de Lorraine,(Lotharingie) na época medieval, que hoje é a região de Alsácia - Lorena, na França. Os alemães chamaram a torta de "Kuchen", que significa simplesmente "bolo ou torta". Com o tempo, Kuchen se transforma em Küche, e finalmente em Kische (nome mais próximo de quiche).
Esta receita tradicional da região de Lorena foi amplamente difundida em toda a França e mesmo no resto do mundo. Ela é originalmente consumida quente, como entrada.

A versão da Alsácia usa também cebolas junto com o bacon.

Ingredientes:

Massa (Receita de massa básica):

2 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal
125 g de manteiga gelada cortada em pedacinhos

Óleo (para untar a forma)

Recheio:
Azeite de oliva
1/2 xícara de bacon picado
4 ovos
1 xícara de creme de leite fresco
2 xícaras de queijo gruyère ralado grosso
Sal e noz moscada a gosto
1/4 de xícara de sálvia fresca inteira

Modo de Preparo:
Misture a farinha, o sal e a manteiga com a ponta dos dedos, até formar uma farofa.
Acrescente 1/2 xícara de água gelada aos poucos, até que a massa fique homogênea. Deixe na geladeira, coberta com filme plástico, por 30 minutos.
Abra a massa, unte a forma e forre a forma no fundo e laterais (30cm de diâmetro + ou - ).
Fure a massa com um garfo e leve ao forno moderado (180° graus) para pré-assar por 15 minutos ou até ficar firme, mas sem dourar.
Em uma frigideira anti-aderente, frite o bacon até dourar. Retire e deixe escorrer sobre papel toalha.
Em uma tigela separada, bata ligeiramente os ovos, junte o creme de leite e o queijo ralado e misture bem. Tempere com sal(cuide com o sal, pois o bacon e o queijo já são salgadinhos) e noz-moscada e acrescente o bacon.
Despeje tudo sobre a massa pré-assadaO bacon frito e a mistura), distribua a sálvia e volte novamente ao forno por mais 20 minutos ou até começar a dourar e o recheio ficar firme. Desenforme e sirva (quente ou morna).


OBS: Você pode fazer mini-quiches em forminhas pequenas também. Fica uma graça!

Depois é abrir uma garrafa de champagne bem geladinho para acompanhar e se deliciar!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Amuse-bouche - Significado e Receita

No Natal ganhei da minha amada Tia Lúcia um conjunto dessas colheres para amuse-bouche...E é ela a minha musa inspiradora para este post e muitas coisas na minha vida. É um modelo de mulher pra mim, um ser humano fantástico, e aproveito para homenageá-la e mais uma vez dizer que a amo muito! Tia, obrigada pelo lindo presente e por existires em nossas vidas!

Como muitas coisas da culinária, o termo amuse-bouche é de origem francesa (na França também irá ouvir a amuse-gueule, termo que na prática significa a mesma coisa, mas não é de uso comum nos países que falam Inglês). 
Surgiu na época da Nouvelle Cuisine. Significa literalmente "para divertir a boca" e é frequentemente utilizado por chefs para demostrarem as suas habilidades e criatividade.
É o mimo que o chef oferece ao cliente em restaurantes mais sofisticados, um presente ou cortesia mesmo(não é cobrado)normalmente oferecido antes da refeição, mas pode vir também intercalado no menu, sempre para atiçar ou preparar o seu paladar e impressioná-lo, claro! E é sempre pequenino, do tamanho de mais ou menos duas bocadas.
Amuse-bouche pode ser extremamente complicado e demorado para criar, mas existem sites que oferecem uma infinidade de receitas e sugestões. Há também dezenas de livros de receitas disponíveis que são especificamente destinadas a ensinar as pessoas como preparar estes pequenos e delicados mimos.

Abaixo uma receita não tão complicada, do Espaço Gourmet Escola de Gastronomia. Vale a pena se aventurar e testar!
 



Trouxinhas de bacalhau com velouté de batata baroa

Ingredientes:
- 4 peças de massa filo de 5cm por 5cm
- 80g de bacalhau cozido e desfiado
- 20g de tomate sem pele e sem semente cortado em cubinhos
- Folhas de manjericão
- 50 ml de azeite de oliva
- ½ cebola cortada em cubos pequenos
- 50g de manteiga derretida
- 200g de batata salsa
- 50g de creme de leite fresco
- 1 maço de ceboullete

Modo de preparo:
Descasque a batata-salsa e leve para cozinhar; quando estiver macia, bata no liquidificador com um pouco da água do cozimento até formar um purê liso. Volte para a panela e acrescente a nata. Corrija o sal, tempere com pimenta a gosto e reserve.
Numa frigideira, refogue a cebola com o azeite de oliva até dourar. Acrescente o bacalhau desfiado e frite por 1 minuto. Adicione os tomates e o manjericão. Acerte o tempero e reserve. Numa outra panela com água quente, coloque as ceboulletes inteiras até amolecerem. Retire e dê o choque térmico na água fria. Reserve.
Numa superfície plana, estenda a massa filo e pincele com a manteiga derretida. Coloque o recheio de bacalhau no centro da massa e feche, juntando as pontas no centro. Use as cebolas para fechar a trouxinha. Leve para o forno pré-aquecido a 150g por 10 minutos ou até que dourem. Para a montagem, aqueça o purê de batata baroa, faça um leito no fundo do prato e posicione a trouxinha no centro. Sirva quente.
 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Soupe de champignons paris en croûte

Uma sopa clássica, linda, fácil e deliciosa, perfeita para aquecer os dias frios!


Ingredientes:
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de nata fresca (creme de leite fresco)
150gr de champignons
70 gr de manteiga
pimenta-do-reino, sal e noz moscada a gosto
3/4 de litro de leite

Massa folhada
Ovo batido para pincelar

Modo de preparo:
Numa panela fazer um roux loiro: derreter 50 gramas de manteiga e juntar a farinha. Mexer bem, deixando cozinhar uns minutos até que a farinha adquira uma tonalidade loira. Molhar aos poucos com o leite quente. Deixar cozinhar para obter a consistência de um creme. Temperar com sal, pimenta e noz-moscada ralada. Cozer os champignons cortados em lâminas no resto da manteiga. Juntá-los ao creme e acrescentar uma colher de nata fresca. Despeje em refratários ou ramequins.

Corte a massa folhada em círculos um pouco maiores que as boradas do refratário. Cubra os refratários com estes círculos de massa e dobre as pontas. Pincele com ovo batido e leve ao forno por 15 minutos, ou até dourar e inchar a massa folhada.
Retire e sirva.

Rende 6 porções pequenas.

Harmonização: um syrah australiano.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Soufflé très facile

Uma receita de soufflé fácil e rápida que vai surpreender pela praticidade, rapidez, sabor e belo aspecto final! 

Ingredientes:
1 peça de brócolis(+/-380g)
1 cebola media picadinha
2 dentes de alho picadinhos
3 ovos
1 caixa de creme de leite
50 g de gorgonzola(ou outro)
sal, noz moscada e pimenta-do-reino a gosto
1 colherinha de fermento em pó(de bolo)
Farinha de rosca para polvilhar

Modo de Preparo: 
Afervente levemente o brócolis, pique e reserve.
Refogue a cebola e o alho em azeite de oliva. Acrescente o brócolis e os temperos. Cuide porque o gorgonzola costuma ser salgado.
Deixe esfriar um pouco.
Num processador, mixer ou liquidificador, coloque o refogado que preparou e os outros ingredientes. Bata(pode ser bem batido ou com pedaços, conforme seu gosto).
Em ramequins individuais, ou em um grande, devidamente untados com manteiga, despeje a mistura. Polvilhe a farinha de rosca. Leve ao forno médio previamente aquecido por mais ou menos 25 minutos, ou ate que o soufflé esteja douradinho e firme.
Retire do forno e sirva em seguida.

Dicas da Janita: o brócolis pode ser substituído por couve-flor, cenoura, chuchu, milho...E o queijo pode ser variado,vai depender do seu gosto.
Uma receita bem versátil, uma mão na roda para aproveitar os alimentos e sobras, quando não se sabe o que fazer de entradinha ou acompanhamento, ou ate mesmo para um jantar leve, com uma saladinha verde! ;)
E se quiser uma versão mais light, substitua o creme de leite por iogurte natural.  

Harmonização: um espumante ou champagne brut, vinho branco seco da uva chardonnay.

Mais sobre o Soufflé
Acredita-se que a primeira receita foi criada em meados do século 19, talvez até antes, pelo chef francês Antonin Carême. Sobre ele, dizia-se que era "o chef dos reis e o rei dos chefs". Desde então, essa delícia corre o mundo em mil e uma variações.
O termo significa "inchado" ou "soprado" e, por isso, uma das regras básicas do prato é servi-lo imediatamente após sair do forno.
pode ser doce ou salgado, feito com diversos tipos de recheio. Vale queijos, legumes, carnes, frutos do mar, chocolate e frutas.


Normalmente termino com dicas musicais, poemas, frases...Desta vez vou indicar um filme que te a ver com o nome do prato. 
Sugestão: Você degusta seu soufflé tranquila e prazerosamente, com um bom vinho e uma excelente companhia e depois assiste o filme! Que tal?

Minha dica de filme: "À bout de soufflé"

Um filme francês em preto e branco, do gênero drama e policial, de 1960, dirigidopor Jean-Luc Godard, com roteiro baseado em história de François Truffaut.
É considerado um filme cult e emblemático da nouvelle vague. 
Foi o primeiro longa de Jean-Luc Godard. 
O filme foi rodado em menos de quatro semanas. O diretor Jean-Luc Godard conduziu o filme sem um roteiro concluído, basicamente improvisado. Godard escrevia as cenas pela manhã para que fossem filmadas depois. Para que os atores atuassem de forma mais espontânea, Godard só lhes entregava as falas à medida que as cenas eram realizadas.
Em seu filme de estréia, Godard desconsiderou as formas convencionais e inovou a arte cinematográfica. 
Em uma narrativa fragmentada, apresenta Michel Poiccaard (Jean-Paul Belmondo), um típico ladrão parisiense e admirador de Humprey Bogart.

Ao longo da trama ele se envolve com a jovem norte-americana, Patrícia (Jean Seberg), que o ajudará a escapar da polícia.

Um filme de perseguição bastante espirituoso, romântico e inovador, que abriu as portas para a nouvelle-vague. Uma obra-prima da cinematografia francesa. Vale assistir!


"Somos feitos de sonhos e os sonhos são feitos de nós".
(Jean-Luc Godard)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Batatas com maçãs e nata au gratin

Ingredientes:
  • 5 batatas em rodelas
  • 3 maçãs em rodelas, sem casca
  • 2 cebolas em rodelas
  • 1 caixinha de creme de leite ou 1 saquinho de nata
  • sal e temperos à gosto
  • azeite de oliva para untar
  • queijo mussarela ralado
  • farinha de rosca(pão ralado)

Modo de Preparo: 
Em um refratário untado com azeite de oliva , coloque as batatas, as maçãs e a cebola em camadas (tudo cru e sem tempero). Ao creme de leite, adicione sal, alho moído, pimenta-do-reino, noz-moscada e/ou outros temperos de sua preferência, mexa e derrame sobre as camadas já montadas. Cubra o refratário (se não tiver tampa, use papel alumínio) e leve ao forno por +/- 30 minutos. Retire o papel alumínio e espalhe a farinha de rosca e o queijo ralado e volte ao forno para gratinar um pouco.
Sirva em seguida.

Nota: Acompanha muito bem carnes(principalmente de cordeiro), frango, pato e até alguns peixes.


Rendimento: 4 porções.

O que é "au gratin"?

É o mesmo que chamamos de "gratinado", uma técnica francesa que faz o prato obter uma crosta douradinha sobre ele através do uso de farinha de rosca(pão ralado),  queijo ralado, manteiga e/ou ovo, depois de levado ao forno.
É tradicionalmente servido no próprio prato em que foi assado.
Nome de origem francesa que significa tostar, ou corar superfícies de um alimento. A etimologia do gratin vem da língua francesa em que a palavra "gratter"  tem um significado como de "raspa" de pão ou de queijo, e gratiné, vem da forma  do verbo transitivo da palavra para crosta ou pele. 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Terrine de Queijos


Ingredientes:
600 ml de molho branco bem durinho
1 colher de sopa de manteiga
1 ramo de tomilho
1 ramo de manjericão
1 ramo de alecrim
2 dentes de alho picados
1 copo de vinho branco (250 ml)
150 gramas de queijo parmesão
150 gramas de queijo guiere
6 gemas
6 pães franceses cortados em cubos
Sal
1 pitada de nos moscada
150 gramas de bacon frito

Modo de Preparo:Em uma panela aqueça a manteiga e frite o alho.
Junte as ervas e o vinho. Quando ferver junte os queijos mexendo sempre.
Em uma tigela misture os cubos de pão, o molho branco, as gemas, nos moscada, sal, pimenta e o bacon. Misture tudo aos queijos quentes, despeje em uma forma de bolo inglês untada. Leve ao forno a 180º ate que enfiando um palito ele saia limpo. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme.  Sirva frio ou aquecido.



Harmonização: vinho chardonnay.


O que é Terrine?
Terrine é um recheio (mais especificamente uma farce, em francês) que é servido à temperatura ambiente. Muito parecido com um patê, uma terrine usa ingredientes picados grosseiramente.
O nome Terrine é francês e seu equivalente em português é terrina. O significado literal da palavra, tanto na França quanto no Brasil é o mesmo: recipiente fundo, retangular, oval ou redondo, geralmente de cerâmica vitrificada, louça ou porcelana, comumente com tampa e com capacidade para ir ao forno. Antigamente os patês eram cozidos dentro de terrinas e de tanto ser utilizada para esse fim, a Terrine acabou tendo um significado próprio e diferenciado do original patê. 

Aspic Cremoso de Camarão

Deliciosa e fácil de preparar esta receita de aspic da Chef Ana Toscano. Nesta não vai gelatina, mas sim amido de milho, o que o torna cremoso, bem mais gostoso do que um aspic tradicional, na minha opinião.

Ingredientes:
500 gramas de camarões pequenos (com a sua água)
1 cebola picada
3 dentes de alho picadinhos
3 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal
Pimenta
3 colheres de sopa de amido de milho
1 vidro de leite de coco
1 lata de milho verde (escorrido)
½ lata de creme de leite
Camarões médios para decorar

Modo de Preparo:Tempere os camarões com sal e pimenta.
Aqueça o azeite de oliva refogue o alho e a cebola.
Junte os camarões e cozinhe por alguns minutos.
Adicione a maisena dissolvida no leite de coco e o milho.
Cozinhe ate engrossar. Retire do fogo e acrescente o creme de leite e bata no liquidificador sem deixar ficar completamente liso (no pulsar).
Unte forminhas de bombocado com azeite de oliva e encha com o aspic.
Deixe esfriar e leve a geladeira ate ficar bem firme.
Desenforme sobre folhas de alface.
Decore com camarões médios cozidos. 



Rendimento: 6 porções.


Harmonização: Espumante brut Valduga 130.


O que é Aspic?

Termo gastronômico que define uma entrada fria feita em molde, consistente, enformada e coberta com gelatina.
Segundo a Enciclopédia Larousse, o nome Aspic vem da palavra grega “aspis”, que significa escudo. Faz sentido: a gelatina como um escudo protegendo os ingredientes. Outra explicação é que “asp” seria o nome de uma serpente de veneno gelado e gelatinoso. Apesar da receita ser encontrada no primeiro lovro de culinária "Le Viandier", foi no século XVIII que o célebre chef francês Carême aperfeiçoou e criou novos desdobramentos a partir do conceito, que ele chamou de “quente/gelado”. Feito quente e servido gelado. 
Na verdade a gelatina do aspic, chamada “ aspic liquido”, é feita tradicionalmente do caldo gelatinoso, rico em colágeno,que resulta do cozimento de certas carnes, como pés e pedaços com pele de galinha ou cabeças de peixes, entre outros. A gelatina tradicional entra numa pequena proporção. O “aspic liquido”, é usado na preparação de aspics, claro, de musses, terrines, e galantines e também para dar brilho às carnes e aves .


O Célebre Chef ANTOINE CARÊME

Carême foi o primeiro chef a se tornar celebridade; abandonado pelos pais em plena Revolução Francesa, foi adotado por um padeiro e acabou se transformando no cozinheiro preferido de políticos como Napoleão e o Czar Alexandre, o príncipe - regente da Inglaterra Talleyrand, os milionários Rothschild, a corte vienense do século 19, o rei Georges IV, da Inglaterra.
Conhecido como o "cozinheiro dos reis e o rei dos cozinheiros", Carême foi o primeiro a exigir uniforme na cozinha, além de criar inúmeras receitas que ainda fazem parte do nosso cardápio, como o  suflê, merengue, aperfeiçoou a massa folhada, criou o "vol - au -vent", além de molhos, dos mais variados. "Duramente" metódico e profundamente criativo, Carême "reinventou" a culinária e ditou modos que perduram até nossos dias, conferindo assim personalidade à confeitaria francesa ao ultilizar dos mais variados truques e apurando cada vez mais o refinamento dessa alquimia que é o mundo da culinária.
É o criador da alta gastronomia.
Fazia esculturas de pães e doces, inspirados em antigos tratados de arquitetura, como pirâmides e templos.

Antonin Carême - o gênio da cozinha francesa, de alguma forma, pai de todos os gourmets, chefs e cozinheiros atuais - como sempre, na ponta da tecnologia e da reflexão sobre gastronomia, escreveu um livro sobre a arquitetura aplicada às pièces montées, a obra chama-se Le pâtissier pittoresque.


Inventou o toque(ou toque blanche), chapéu comprido utilizado pelos chefs até os dias de hoje. 


O chef francês Marie-Antoine Carême (1784 – 1833) é o responsável pela cor branca quando redesenhou os uniformes dos chefes, adotando o chapéu alto (la toque blanche) como símbolo de hierarquia elevada e o bibico (chapéu de duas pontas) para os ajudantes. Tanto um quanto o outro, também são usados por motivos de higiene, para que impeça que caia algum fio de cabelo no prato.
Carême morreu em 1833, aos 48 anos, envenenado pela fumaça de carvão dos fogões.

sábado, 7 de maio de 2011

Tarteletes de Palmito

Ingredientes:
1 pacote de disco de massa folhada (mais ou menos 30 unidades)

Recheio:
3 xícaras (chá) de palmito picado
2 tomates sem sementes e picados
2 cebolas picadas
1 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
1 xícara (chá) de leite
2 colheres de sopa de amido de milho
Sal, pimenta-do-reino e salsinha e cebolinha a gosto 
Margarina para untar


Modo de Preparo:

Recheio:
Refogue a cebola no azeite até dourar. Acrescente os palmitos, as azeitonas, os tomates e deixe cozinhar até que os tomates murchem. Misture o amido de milho ao leite e acrescente ao refogado. Deixe cozinhar por 5 minutos ou até que fique um creme consistente. Desligue o forno e deixe esfriar.

Montagem das Tarteletes:

Descongele os discos de massa folhada e unte as forminhas à serem usadas com um pouco de margarina. Coloque a massa na forminha e faça furos com um garfo. Coloque o recheio sobre a massa e leve ao forno médio (180ºC) por aproximadamente 25 minutos.

O que é tartelete?
Originária da cozinha francesa, tartelete é uma pequena tarte, torta, em porção individual servida aberta ou dobrada e recheada com salgados ou doces.

Sobre as forminhas

Tartelete, como o nome já diz, devem ser pequeninas. Cabe a você decidir o quão pequenas. Acho que maior do que o tamanho de uma "empada", fica grande demais e perde um pouco o visual elegante.
Sugestões de forminhas para esta receita:


1) Forminha de Bombocado No. 2( 3,6 x 3,5 x 4,9 cm)
Forma de Bombocado Nº 2 - 3,6 x 3,5 x 4,9
2) Forminha de Empada Lisa Nº 0 - 3,1 x 1,7 x 4,6 
Forma Empada Lisa Nº 0 - 3,1 x 1,7 x 4,6
3) Forminha para pão-de-mel quadrada pequena 2 X 3 com
Forma Pão de Mel Quadrada Pequena 2 x 3 cm (alumínio) 12 Unidades
4) Forminhas em silicone, em dimensões pequenas, são muito práticas e também as minhas preferidas. Encontradas nas melhores casas de venda de utensílios domésticos.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bouillabaisse

A bouillabaisse é uma sopa típica da região sul da França feita com uma mistura de peixes e frutos do mar, ora bouille (ferve), ora baisse (baixa) no fogo.


Ingredientes:
4 colheres (sopa) de azeite
50g de cebola cortada em cubinhos
50g de alho amassado
50g de pimentão vermelho
50g de pimentão amarelo
50g de erva-doce
50g de cebola cortada em finas fatias
150g de tomate sem pele e sem semente
100ml de vinho branco seco
1 colher (chá) de açafrão diluído em água morna (pode ser substituído por cúrcuma)
200ml de caldo de peixe
200g de robalo (duas postas)
150g de vermelho com espinha (ou trilha)
150g de polvo pré-cozido
100g de lula
80g de vôngole
2 camarões médios
2 vieiras
6 mexilhões
100g de batata
Salsinha picada a gosto
Modo de preparo:
Em uma frigideira grossa e funda, aqueça o azeite e frite primeiro a cebola em fogo alto. Na sequência, coloque o alho. Depois de dourados, junte os dois tipos de pimentões e a erva-doce. Adicione a cebola cortada em fatias e também o tomate sem pele e sem semente. Coloque o vinho branco e espere até que todo álcool evapore.
Tempere com o açafrão e junte o caldo de peixe. Quando tudo estiver aquecido, abaixe o fogo e cozinhe primeiro o robalo e o vermelho com espinhas.Tampe a panela para criar vapor e não secar o caldo. Depois de 2 minutos, vire os peixes e acrescente o polvo pré-cozido.
Adicione aos poucos os frutos do mar: primeiro os camarões, depois as vieiras e os mexilhões. Cozinhe mantendo sempre em fogo baixo. Por último, junte as batatas. Quando estiverem cozidas al dente, desligue o fogo e finalize com salsinha picada. 
Sirva bem quente e, acompanhada de torradas e patê de alho ou da forma mais tradicional que é servida com batatas cozidas e guarnecida com um creme preparado com alho pimentões e assados, e que lá em Marselle se chama de rouille.
Harmonização: como pede a tradição, este prato harmoniza com um bandol branco, mas na minha opinião, um bandol rosé também fica bacana. De sugestão fica o Château de Pibarnnon Blanc, tem bom custo benefício e se encontra por aqui.
OBS: Bandol é uma cidade francesa na região administrativa da Provence-Alpes-Côte d'Azur, no departamento de Var.Veja o site oficial de lá: http://www.bandol.fr/
BOUILLABAISSE 
É um tradicional prato encontrado no Sul da França. Traz todos os sabores do mar, pois uma boa bouillabaise é preparada com diversos tipos de peixes e também com todos os crustáceos disponíveis na peixaria. A receita é muito antiga e conta com a tradição de pescadores, que ao final da jornada no mar, cozinhavam ali mesmo na praia, peixes e crustáceos para aplacar a fome. 
Além do perfume dos pescados, emanam do cozimento aromas de anis e laranja, ingredientes utilizados para incrementar mais ainda a preparação. 
Diz a lenda que Vênus, a deusa da beleza, serviu bouillabaisse a seu marido, Vulcano, para colocá-lo para dormir enquanto tinha um encontro amoroso com Marte.

Escritores gregos argumentam que cerca de 600 AC os fundadores de Marselha levaram consigo da Grécia a receita de uma sopa de peixe conhecida como kakavia que serviu de base para a futura bouillabaisse. Outros textos medievais fazem menção a cosidos de peixe em água e, ou azeite e vinho, porem até o presente não se conseguiu apurar com precisão a origem definitiva do bouillabaisse atual. Adicionalmente sugere-se que a bouillabaisse nasceu entre os pescadores, ao redor do Vieux Port de Marseille, que, depois de separar os peixes para vender, faziam uma sopa para a família com os que sobravam. Com o tempo, o prato foi sendo aperfeiçoado. Hoje, os marselheses o degustam assim: primeiro, só o caldo do peixe, com roille (um molho picante à base de maionese, pimenta malagueta e alho); depois, os pedaços desossados dos vários peixes, mergulhados num pouco do caldo.

A mais diferenciada característica, no entanto, não é o peixe, porque sopas e cozidos possuem peixes, mas o aroma e o sabor original derivado das combinações de ingredientes transformam o bouillabaisse em algo especial. Um escritor de alimentos famoso, Jean-Noël Escudier chamou o bouillabaisse de “síntese mágica”, outro francês Curmonsky rotulou como “d’or soupe” ou a sopa de ouro. 
A origem da palavra "BOUILLABAISSE"
Bouillabaisse. Expressão que freqüenta o vocabulário oficial da gastrronomia francesa desde que foi registrada pela primeira vez, em meados de 1803, nos versos do poeta Cremazi. A Academia Francesa reconhece a referência de 1835, no livro de memórias do revolucionário francês Pons de L’Hérault, cúmplice dos crimes de Napoleão.
“Saubré que dins lo boui-abaisso
Si mete jamais ges de graisso
Car, se dins l’aigo s’es nouri
Lou pèis disn l’oli dèu mouri”


Mas no vernáculo dos occitanos e dos provençais, já eram conhecidas as formas ‘bolhabaissa’ e ‘bouilabasso’ para definir a já famosa caldeirada de peixes que os menestréis cantavam não somente pelo costume dos pescadores, mas também pelo bom hábito do jejum das sextas-feiras:
“Pour le vendredi maigre, un jour certaine abesse
D’un couvent marseillais, créa la bouille-abaisse
Et jamais ce bien fait n’a trouvé des ingrats”.


O dicionário da Académie Française não confirma, mas há consenso entre alguns autores  – André Castelot entre eles -, de que os étimos “bouille” (fervura) e “baisse” (baixa) estejam ligados ao preparo lento e apurado do caldo fundamental da receita.
Mais tradição no serviço: o correto é comer os peixes depois. Antes, em toma-se a sopa em prato fundo, forrado antes com fatias de pão torrado com cobertura de ‘aioli’ ou de ‘rouille’. No copo, um bandol branco.
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