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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Creme de Papaya com Cassis

Famosa e figurinha presente em todos os menus dos anos 80 e 90, esta é uma daquelas sobremesas que nunca saem de moda e sempre agradam. 
Rápida e simples, de origem brasileira e sem autoria, é perfeita para quem não gosta de passar horas preparando um doce. O único cuidado que se deve ter é prepará-la na hora de servir, pois o mamão tende a escurecer rapidamente com o sorvete de creme. No mais, é preparar da maneira habitual, sem querer inventar moda. 
Creme de Papaya com Cassis é um clássico e deve ser tratado como tal.

Ingredientes: 

1/2 mamão papaya
2 bolas grandes de sorvete de creme/baunilha
Tuille (biscoito francês fino e crocante) ou folhas de hortelã para decorar
Licor de cassis a gosto

Modo de preparo: 

Bata no liquidificador o mamão papaya descascado e limpo com o sorvete de creme bem congelado.

Sirva com licor de cassis sobre o creme, ou se preferir, mantenha o licor no fundo da taça e acrescente o creme.
Decore cada taça uma unidade de tuille ou folhas de hortelã.
Sirva a seguir.

Dica: para que a consistência do creme fique correta, certifique-se de que o sorvete utilizado esteja realmente bem firme (congelado corretamente).


Sobre o Licor de Cassis:

O cassis ou groselheira-preta (Ribes nigrum), originário da Europa setentrional, era usado como remédio para diversas molésticas, incluindo mordida de cobra. Sua produção aumentou em meados do século XIX com o declínio da cultura da vinha, atacada pela Phyloxera. É atribuído a este período também a criação do crème de cassis, que hoje é um dos licores mais importantes do mundo, base do famoso coquetel Kir e ingrediente de incontávei receitas. Cerca de 16 milhões de litros de crème de cassis são produzidos anualmente na França e destes 85% vêm de Dijon. Outras regiões produtoras são Anjou (no vale do Loire, França), Luxemburgo, Quebec (Canadá) e Tasmânia (Austrália). Desde 2013 foi concedida a Appellation d’Origine Contrôlée (AOC) ao Crème de Cassis de Dijon, garantindo a origem da matéria prima e a qualidade do produto.

Dicas: O crème de cassis é um ingrediente versátil não apenas para coquetéis e sobremesas. É também muito usado na elaboração de pães, patisseire e receitas salgadas. Alguma idéias:

pode-se colocar um fio de crème de cassis sobre o foie gras ou sobre o queijos como parmesão, gorgonzola ou queijo de cabra. Ainda é posspivel usá-lo na finalização, com algumas gotas crème de cassis, em receitas de pato e carnes de caça em geral.

O licor é tão especial e inspirador que vale um post somente sobre ele com os principais drinks onde é usado, não acham?


sábado, 17 de agosto de 2019

Cocada de forno com sorvete e calda cítrica

Ingredientes:

2 ½ xícaras (chá) de coco fresco ralado (1 coco - cerca de 200 g)
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga derretida

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga um refratário raso que comporte cerca de 500 ml.
Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e transfira para outra tigela maior – se um estiver estragado, você não perde a receita. Junte a manteiga e misture com o batedor de arame. Adicione o açúcar, aos poucos, mexendo bem a cada adição. Acrescente o coco ralado e misture com uma espátula para incorporar.
Transfira a massa para o refratário e leve ao forno para assar por cerca de 40 minutos, ou até ficar bem dourada – a cocada vai ficar com uma casquinha crocante, mas ainda cremosa no centro.
Retire do forno e deixe esfriar em temperatura ambiente antes de servir. Essa cocada também fica uma delícia servida gelada.

Dicas:

A cocada pode ser assada em ramequins ou potes individuais de cerâmica também. Fica lindo para servir!

O coco fresco ralado fino dá mais sabor e cremosidade para a cocada, lembra até gosto de quindim. Ralado grosso (assim como a versão ralada congelada) dá textura crocante e visual rústico, mas o creme de ovos e açúcar não absorve o sabor da fruta. Já o coco ralado seco não é indicado para essa receita, a cocada fica seca e sem sabor.

Para a montagem: Corte um pedaço quadrado da cocada, coloque em prato individual. Sobre a cocada 1 bola caprichada de sorvete(aqui combina bem o de tapioca, baunilha, coco, nata) e sobre ele uma calda de sua preferência (frutas vermelhas, laranja, maracujá, limão siciliano, tamarindo...) Já servi com lemon curd e todos amaram! Vou pastar a receita pra vocês.

E pronto! Temos assim uma sobremesa mega saborosa, linda, prática e que certamente vai fechar seu jantar com chave de ouro!

Para acompanhar? Espumante ou uma soda italiana e uma boa música, sempre!



segunda-feira, 1 de julho de 2019

Maultaschen

Inverno por aqui....E bate aquela vontade de pratos mais consistentes, massas, caldos... Daí lembrei desse prato delicioso que conheci na Alemanha e provei em várias versões, todas maravilhosas e inesquecíveis!

Fazer a nossa versão desse prato alemão é muito fácil, pois basicamente é massa de macarrão com um recheio de carne de boi, porco ou espinafre,ou mesmo um mix destes.

Na minha adaptação optei por carne moída bovina, linguiça Blumenau, espinafre e especiarias. Usei a massa de rolo(aquela usada para rondeli, pasteis, etc). Muito fácil!

Maultaschen

Ingredientes do recheio:

300 gramas de carne moída (suína ou bovina)
Espinafre(uns 100 a 200 g(opcional)
Pimenta preta (se possível em grãos ralados, ou moidos na hora)
Quanto baste de noz-moscada ralada
50 gramas manteiga sem sal
Quanto baste salsa crespa e cebolinha picada
2 pães franceses amanhecidos
1 lingüiça Blumenau
2 ovos
1 pitada de sal (cuide com o sal, pois a linguiça já costuma ter bastante sal)
1 cebola roxa grande e 2 dentes de alho

Para cozinhar:
1 e ½ litro de caldo de carne ou vegetais

Modo de Preparo:

Descascar a cebola e cortá-la em cubos pequenos. Amassar os 2 dentes de alho. Refogar a cebola e o alho numa frigideira junto com a manteiga até ficarem transparentes.
Colocar os pãezinhos na água até ficarem completamente úmidos. Depois tirar e amassar bem até retirar todo o excesso de água.
Cortar a linguiça em pequenos cubos, desmanchar. Misturar tudo com a carne moída e os ovos. Temperar com a salsa e os demais temperos. Deixar meia hora na geladeira para encorpar.

Finalização:

Esticar a massa até ficar bem fina (o suficiente para fazer uns 12 quadrados com 12 x 12 cm), mas a massa pronta nem precisa esticar, dependendo da marca. Rechear e fechar bem com os dedos ou com um garfo. Cozinhar em caldo de carne ou de legumes.Quando todos os maultaschen estiverem prontos, colocar o caldo. Cozinhar alguns maultaschen por vez na água fervente, com a panela fechada e em fogo médio, por cerca de 10 min.

Servir com um pouco do caldo e povilhar salsinha e cebolinha sobre o prato. Cebolas fritas em aneis e bacon frito na manteiga também fica ótimo!



Sobre o Maultaschen

Os Maultaschen são originários da Suábia – região cultural e linguística hoje dividida entre os estados da Baviera e de Baden-Württemberg. Há uma série de lendas sobre o surgimento do prato – mencionado por escrito pela primeira vez em 1831, descrito como "macarrão recheado da Suábia".

A versão mais popular sobre a origem dos maultaschen atribui a invenção aos monges cistercienses do Mosteiro de Maulbronn, em Baden-Württemberg, no século 17. Diz a lenda que, ao receberem um grande pedaço de carne durante a Quaresma, os monges a picaram bem, adicionaram ervas e espinafre e esconderam a mistura dentro de uma massa, para dar a impressão de que se tratava de uma refeição sem carne.
Outra versão famosa e muito similar, afirma que, desde muito tempo, no território da Suábia católica, era proibido comer carne às sexta feiras, e sobretudo na temporada de jejum religioso. Os monges, que não queriam causar escândalos ao comer carne abertamente, picavam-na e a misturavam à ervas e vegetais e escondiam esta mistura em massa de macarrão, servindo pequenas porções.
Devido sua origem, até os dias atuais, servem os Maultaschen, afirmando que a carne é escondida e não pode ser vista por Deus.

O nome da receita seria derivado da denominação inicial "Maulbronner Nudeltaschen" (trouxinhas de macarrão de Maulbronn). Por muito tempo, os maultaschen foram considerados comida dos pobres, pois costumavam-se aproveitar restos de carne, pão e verduras para o recheio.

Hoje eles figuram nas prateleiras de supermercados e menus de restaurantes, sobretudo no sul do país. Desde 2009, os schwäbische maultaschen (maultaschen suábios) receberam o selo de indicação geográfica protegida da União Europeia.

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