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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O ceviche peruano que dá certo!

"O Ceviche é a perfeição do simples". 
(Frase do Chef Javier Wong)


Há muitos anos tentava receitas de ceviche, que é uma das minhas grandes paixões. Paixão essa tão grande que já fui ao Peru para descobrir, provar e aprender as mais diferentes versões do prato e suas histórias. Uma receita simples, mas riquíssima, que precisa ser bem executada. 
Nessas andanças e experiências, finalmente cheguei à minha receita perfeita, aquela que, para mim, preparando em casa, é o mais perto de um autêntico ceviche peruano delicioso. O segredo do bom ceviche está no peixe fresco e no misterioso Leche de Tigre, que dizem  ser um poderoso fortificante, dando a força do animal a quem o toma, e que cura ressaca! (risos...)
E é esse tesouro que vou compartilhar aqui e agora.
Espero que façam e gostem!

Imagem: Cozinha da Janita
Ingredientes:

Para o Leche de Tigre:
1 xícara de caldo de peixe(se não tiver o caldo natural, use um cubo ou sachet de caldo de peixe)
1/2 xícara de aparas de robalo
2 xícaras de suco de limão thaiti(sem sementes)
1/2 xícara de salsão ou salsinha e cebolinha picada
4 dentes de alho
2 colheres(sopa) de gengibre picado
1/2 xícara de cebola picada
coentro fresco a gosto
pimenta dedo-de-moça ou pimenta de cheiro picada a gosto(sem sementes)
sal a gosto

Para o Ceviche:
2 e 1/2 de xícaras de robalo em cubos(por volta de 250 g)
sal rosa ou flor de sal a gosto
gengibre ralado/espremido a gosto
alho a gosto
limão a gosto
pimenta dedo-de-moça ou pimenta de cheiro picada a gostos(sem sementes)
coentro a gosto(se não gostar do coentro, use salsinha)
1/2 cebola roxa cortada em fatias finas e deixadas previamente de molho em água gelada.
100 ml de LECHE DE TIGRE(esse caldo é o que irá temperar/incrementar e dar o toque especial e próprio do ceviche original)

Modo de Preparo:

Leche de Tigre:
No liquidificador, junte o caldo de peixe, as aparas de robalo, o suco de limão sem sementes, o salsão(ou salsinha e cebolinha), o alho, o gengibre e a cebola picada, o sal e bata bem.
Passe essa mistura por uma peneira.
Acrescente o coentro picado, a pimenta picada, acerte o sal se achar necessário e misture. Leve à geladeira em vidro ou pote fechado e deixe repousar por 30 minutos.
Fica um caldo clarinho e incrivelmente saboroso, é o segredo do ceviche.

Ceviche:
Num bowl, coloque o robalo em cubos e tempere com sal e demais temperos a gosto, sempre misturando delicadamente a cada ingrediente para o peixe incorporar bem os sabores. Pegue leve no tempero do peixe, principalmente no sal e coentro, pois é preciso lembrar que o Leche de Tigre também dará sabor depois.
Adicione então o Leche de Tigre previamente feito, a cebola roxa escorrida e misture bem.
Sirva a seguir em taças individuais.

Variações do Ceviche: A receita acima, sugere o robalo, mas pode ser usado o peixe fresco de sua preferência(peixes brancos como cioba, corvina, pescada amarela, pescada branca, namorado, badejo, linguado e congrio e de carne escura como atum, bonito, peixe serra e salmão vão muito bem nesse tipo de preparo e podem ser facilmente encontrados em qualquer feira livre), polvo, camarão, lula, marisco(previamente escaldados), ostras, kani, siri.... Outra boa pedida é fazer um ceviche misto, com frutos do mar de sua preferência.

Dicas especiais da Cozinha da Janita: No Peru finalizam e incrementam ainda, na hora de servir o ceviche, com um tipo de milho assado crocante que chamam de cancha. Colocam por cima como se fosse enfeite. Dá um toque crocante e gostoso. Na falta desse tipo de iguaria por aqui, sugiro, lascas de amêndoas ou de alho tostadas, dentes de milho(pode ser o enlatado bem escorrido)assados ou fritos.
Fica bonito decorar  com banana chips salgada, batata doce chips também.
Outra delícia de dica saborosa e linda, é fazer crispies de alho poró(a receita vai de brinde abaixo) ou de abobrinha, fica divino!
Enfim, a ideia é criar em cima disso dentro do seu gosto.

*Crispy de Alho-Poró:
Corte a parte branco do alho-poró em julliene, ou seja pequenos bastonetes de 5cm com espessura de no máximo 2mm. 
Agora vem o segredo que é o pulo do gato: num saco plástico coloque 2 colheres de farinha de arroz e 2 colheres de Maizena, adicione o alho-poró cortado dentro do saco e misture tudo muito bem.
Aqueça o óleo em uma fritadeira (ou uma frigideira), coloque o alho-poró por partes, frite até dourar, retire e ponha sobre papel toalha absorvente. Prontinho um crispy maravilhoso para usar no seu ceviche ou em mil outros pratos!

Lembre sempre:
Como em toda a gastronomia, o principal na hora de escolher o melhor peixe para a sua receita é ficar de olho no que está mais fresco.

HARMONIZAÇÃO: o ceviche pode ter a companhia harmoniosa de um espumante, mas também recebe bem vinhos brancos como os chilenos Chardonnay ou Sauvignon blanc que tenham um pouco de frutado. Escolha apenas aqueles que conservem acidez suficiente para refrescar o lado picante da pimenta e equilibrar o paladar.

Origem e histórias do Ceviche

Mas, afinal, qual a definição de ceviche? De forma simples podemos dizer que se trata de peixe, geralmente branco, cortado em pequenas tiras e marinado em sumo de limão, muitas vezes com variadas pimentas. No final, são adicionadas finas meias rodelas de cebola roxa e coentro. Parece ter tido origem no Peru, mas é um prato constante em toda a América Latina, particularmente a do lado do Pacífico, do México até ao Chile.
A versão clássica é ainda acompanhada de milho cozido e batata-doce cozida.
Se atentarmos à etimologia do termo ceviche, vamos encontrar várias teorias que nos ajudam a entender melhor a sua história ou as várias estórias que correm à volta das suas origens. Alguns defendem que o termo ceviche, melhor “cebiche”, vem do termo árabe “iskbê”, que por sua vez terá dado origem ao escabeche tão comum na península ibérica. É certo que o escabeche era uma preparação que começava com a fritura prévia do peixe e o molho teria a função de conservação. Teriam sido os árabes os introdutores dos citrinos em Portugal e Espanha e depois levados para os respectivos novos países colonizados mas, com a acidez da preparação, começaram a juntar cebola para quebrar o sabor. Outra teoria com origem nos árabes, e pela palavra “sibesh”, que significa comia ácida, defende que seriam as mulheres de origem árabe, cozinheiras, trazidas por Francisco Pizarro, que teriam introduzido o hábito de marinar o peixe cru com o sumo de laranja azeda, e iniciado o seu consumo. Parece que no Peru é essa a teoria mais difundida, e quase que totalmente assumida como oficial. Há ainda um grupo que atribui a origem da palavra ao termo “siwichi”, que significa peixe fresco, associada ao termo “cebo”, que quer dizer peixe em pequenos cortes. “Cebo” também significaria comida abundante.
Mas, na história também sujem opiniões que garantem que o ceviche já existiria muito tempo antes de os espanhóis chegarem ao Peru. O peixe seria marinado em frutas como o maracujá, ou em bebidas de milho fermentado e bem temperadas com pimentas locais. O aparecimento do limão, trazido pelos espanhóis, veio estabilizar a receita que se mantém ate hoje.
O ceviche tem um papel tão importante na cultura peruana que lhe é atribuído o dia 28 de julho como dia festivo de sua comemoração, tendo sido classificado como patrimônio cultural em 2004.

Agora é correr para a cozinha e testar essa delícia que, garanto, é a melhor receita de ceviche! ;) 



segunda-feira, 31 de março de 2014

Bacalhau à Lagareiro com Batatas ao Murro

Esse é o bacalhau à Lagareiro que costumo fazer sempre aqui em casa. 
É muito fácil, prático e sem frescuras. 
Um prato tradicional e rústico da cozinha portuguesa que fica com um aspecto e sabor divinos! 
Importante ter um bom azeite de oliva, isso faz uma boa diferença.
A receita é para duas pessoas, então é só aumentar caso queira preparar para mais gente.
Uma ótima pedida para o menu da Páscoa que está chegando, embora aqui a gente faça e ame esse prato o ano inteiro! ;) Esse da foto saiu num almoço de segunda-feira, atendendo o pedido do maridex querido.

Ingredientes:
4 postas de Bacalhau dessalgado
leite o quanto baste
4 batatas médias com casca
6 dentes de alho
sal, alecrim(ou tomilho) e azeite de oliva extra virgem

Modo de Preparo:
Descongele as postas de bacalhau. Numa panela, coloque as postas de bacalhau e cubra com leite. Deixe até ferver em fogo baixo e desligue.  Isso dá cremosidade e leveza ao bacalhau.Tire a pele e as espinhas que conseguir, sem desmanchar a posta. Escorra, veja se está bom em termos de sal(se precisar, acerte o sal) e doure as postas com azeite de oliva numa frigideira(uso de ferro). Mais ou menos 2 minutos de cada lado, ou até dourar. Retire e reserve.

Lave as batatas com casca. Faça um corte em forma de cruz na batata, cuidando para não cortá-la até o fim. Ou, fazer pequenos furos também funciona.
Tempere com um pouco de sal, a gosto, e leve-as, em um refratário, ao microondas por 15 minutos, ou até que fiquem macias. Varia conforme a potência do micro e do tamanho das batatas. Retire-as, deixe amornar um pouco e dê um "murro" com a lateral da mão fechada, ou melhor ainda, dê uma sutil amassada na parte que fez o corte em cruz com um amassador de batata ou um martelo de bife. Use a mesma frigideira em que grelhou as postas e, com um pouco de azeite de oliva, doure também as batatas, dos dois lados, cuidando para que não se desmanchem.

Descasque e corte os dentes de alho em lâminas e doure-os em frigideira com azeite de oliva extra-virgem.

Numa travessa refratária, disponha as batatas e as postas de bacalhau, coloque as lâminas de alho sobre elas, regue com um bom azeite de oliva, salpique alecrim ou tomilho e leve ao forno médio por 20 a 30 min. 
Sirva a seguir.
* A Garrafa de um bom azeite de oliva e um moedor com sal rosa do Himalaia vão bem à mesa caso alguém queira usar.
Um bom vinho tinto leve, ou um branco expressivo, incluindo vinho verde, acompanha muito bem o prato.

E então é só degustar e curtir o momento!

Beijinhos saborosos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Torta light de camarão

Receitinha deliciosa, fácil de preparar e leve para uma refeição de verão. 
Da revista Dieta Já, com apenas 153 kcal por fatia!
Bora fazer?

Ingredientes:
Para a massa:
2 ovos
1 xícara (chá) de leite
½ xícara (chá) de óleo
5 colheres (sopa) de farinha integral
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
Sal a gosto

Para o recheio:
200 g de camarões médios limpos
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola (pequena) picada
2 dentes de alho picados
2 tomates sem pele e sementes picados
50 g de palmito picado em cubinhos
Sal e pimenta a gosto
Salsa picada a gosto
Queijo ralado para salpicar

Modo de preparo:

Para a massa:
1. No liquidificador, bata os ovos, o leite, o óleo, a farinha de trigo, o fermento e o sal.

Para o recheio:
1. Em uma panela, aqueça o azeite e frite os camarões. Junte a cebola, o alho e deixe dourar.
2. Junte o tomate, tempere com o sal, a pimenta e desligue o fogo. Salpique a salsa e deixe esfriar.
3. Distribua a massa até a metade da assadeira untada com margarina, distribua o recheio e cubra com o restante da massa.
4. Asse em forno preaquecido a 200° C durante 40 minutos ou até a massa dourar.
Rendimento: 6 porções médias.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pataniscas de Bacalhau


Ingredientes:
3 ovos

200 g de farinha de trigo


1/2 colherinha de fermento em pó

1 ramo de salsa(uso dill também)
 
1 posta grande de bacalhau

1 cebola(opcional) 

2 dentes de alho

óleo para fritar
 
pimenta q.b.

sal q.b.

Modo de preparo:
Ferver o bacalhau num pouco de água, retirar-lhe as espinhas e a pele e desfiá-lo.

Num recipiente, juntar a farinha, o fermento e os ovos e um pouco de água. Bater bem até que não haja grumos. Juntar a salsa, a cebola e o alho muito picadinhos, e o bacalhau. Mexer bem, temperar com pimenta e fritar às colheradas em óleo bem quente.
Depois de fritas, colocar em papel absorvente para retirar o excesso de óleo.
Servir em seguida.
 
*a mesma receita pode ser feita com cação no lugar do bacalhau.
 
Servir como finger food com palitos ou numa refeição acompanhado de batatas cozidas ou puré.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bolinhos de Peixe à moda Dukan


Na onda light do início de semana, mais uma receita super gostosinha que segue os padrões da dieta Dukan.
Ingredientes:
400 g de file de peixe de sua preferencia. Costumo usar linguado ou merluza.
1 cebola média
2 dentes de alho espremidos
1 colher de sopa de amido de milho (maisena)
1 ovo inteiro
2 colheres de sopa de farelo de aveia
Salsa e cebolinha picadinha, sal, noz-moscada, pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo:
Pique bem o peixe e a cebola e misture com os demais ingredientes e deixe repousar por 15 minutos.
Faça bolinhas medias.
Coloque os bolinhos em uma assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por aproximadamente 30-35 minutos, ou até que dourem.

*a receita pode ser feita também com atum enlatado bem escorrido, em pedaços ou ralado.

Dica de molhinho para acompanhar:
Misture iogurte natural desnatado com gotas de limão, alho espremido, sal, orégano e pimenta do reino.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bacalhau à Gomes de Sá Abrasileirado

Gente, hoje fiz um prato que ficou show e queria dividir a experiência com vocês.
Fiz o tradicional Bacalhau à Gomes de Sá, mas usei aipim no lugar da batata inglesa. Amo aipim e ele é muito mais rico que a batata em termos nutricionais. Usei pimenta dedo-de-moça também, uma inteira, sem as sementes.
O prato ficou com um toque brasileiro que vale super a pena! Façam, fica bem interessante.
A receita clássica, com batatas, você encontra aqui no blog, buscando por "bacalhau" na barra de busca de receitas, logo ao lado direito da página. ;) Basta substituir a batata por aipim.

Beijinhos e boa semana!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nosso Caldo de Peixe

Como nossa família é grande, sempre que nos reunimos escolhemos um prato "único", um prato principal prático e que agrade a maioria.
Nesta Páscoa resolvi servir um Caldo de Peixe, mas não aquele tradicional, tinha que ter toques de gourmet, claro! rsrsrs 
A festa aqui começa bem antes, já na cozinha, com os preparativos!
Juntei a receita de infância que tenho de cabeça, uma receita básica cearense e adaptei, pois minha mãe não gosta de leite de coco, meu sogro não gosta de coentro, etc...Usei tudo natural, com ervas fresquinhas colhidas no quintal de casa! Adoro! Enfim, modifiquei e incrementei com alguns ítens. Ficou maravilhoso, ao menos todos elogiaram bastante.
Como prometido, segue a receita do "Nosso Caldo de Peixe", o Caldo de Peixe dos "Gommers"(digo nosso porque meu marido e eu adoramos cozinhar juntos, é quase uma terapia de casal...Amo!)


Caldo de Peixe à moda dos Gommers

Ingredientes:
  • 1 e 1/2 Kg de file de peixe em cubos(usei merluza, cação e um pouco de bacalhau que tinha desfiado + uns 300 g de carne de siri também)
  • 10 cebolas
  • 2  Pimentões
  • 1 cabeça de alho picado
  • 2 pimentas de cheiro ou dedo-de-moça
  • 10 Tomates
  • 20 ml azeite de oliva para refogar
  • 1 de Maço de cheiro verde, com bastante manjericão.
  • Folhas de Louro
  • páprica e sal a gosto
  • água o quanto baste
  • 500 g de macaxeira/aipim cozida e cortada em cubinho(se não tiver, substitua por inhame, cará, batata baroa ou batata inglesa ou até por abóbora seca).
Modo de Preparo:
  1. Aqueça uma panela e adicione o azeite de oliva, logo após acrescente o alho,
    a cebola.Refogue bem.
  2. Depois acrescente os peixes, e refogue mais um pouco. Salgue a gosto.
  3. À parte, bata no liquidificador a pimenta de cheiro, os pimentões e tomates com casca(coloque um pouco de água para facilitar). Passe em uma peneira e reserve.
  4. Depois acrescente o caldo que bateu no liquidificador, complete com água e deixe ferver.
  5. Acrescente a macaxeira cozida cortada em cubos(sem os fiapos) e cozinhe mais meia hora. Usei a última água de dessalgue do bacalhau para cozinhar o aipim. Ficou ótimo!
  6. Acerte o sal e temperos e finalize com cheiro verde picado.
Nota: a quantidade e tipo de pimenta vai variar de acordo com seu gosto. Se não gostar, coloque menos. lembrando que é sempre melhor pimenta e sal de menos do que de mais, pois depois quem gostar mais salgado ou mais pimentado, pode adicionar no seu próprio prato.

Sirva o Caldo de Peixe acompanhado de farinha de mandioca, pães e arroz branco.

Essa receita serve tranquilamente 6 pessoas.

Vinho: Um Pinot-noir, shiraz ou cabernet-sauvignon.
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Patê de Truta Defumada


Uma receitinha fácil, prática e super saborosa para incrementar suas recepções. 

Ingredientes:

1 vidro(200g) de truta defumada em conserva(usei da Marithimu's)

Truta 

1/2 pote de cream cheese tradicional
1 colher(sopa) de nata
1 colher(sopa) de suco de limão
1 colher(café) de raiz forte preparada em conserva(usei da Zilse, aquela raladinha e bem ardidinha!)
sal(se achar necessário), pimenta-limão e dill a gosto.

Modo de Preparo: Num bowl, acrescente todos os ingredientes e misture. Leve à geladeira até a hora de servir.

Sirva com torradinhas. Biscoitos salgados, palitinhos, grissini e pães(pita, integral, italiano, etc)também combinam. 


OBS: Enfeitei o meu com caviar, mas uma folhinha de dill, salsinha, manjericão, alecrim ou gergelim preto pambém ficam muito bacana.

Harmonização: Espumante Norton Cosecha Especial Rosé brut. Perfeito para aperitivos, coquetéis, canapés e comemorações. Já provei e recomendo.
   
E a garrafa é uma graça, pode ser reaproveitada depois como um lindo vaso ou castiçal!


Sobre a Raiz Forte

Origem da planta

A origem da raiz-forte é da Europa e Ásia. Seu nome científico é Armoracia rusticana. A sinonímia científica da raiz-forte, Cochlearia armoracia L. deriva da palavra latina cochlear, que significa ”colher” devido ao formato de suas folhas. De acordo com documentos antigos, a raiz-forte passou a ser empregada na culinária há mais de três mil anos. Até então, sua utilidade era restrita à prática médica e terapêutica, principalmente por suas propriedades vermífugas. Na Idade Média, passou a ser amplamente usada na Alemanha e na Holanda, como condimento alternativo à mostarda. Misturada ao vinagre, era usada pelos alemães como molho para peixes e carnes. No século 16, costumava ser levada nas longas travessias marítimas pelo seu poder antiescorbútico. Mas foi só a partir do século 17, que passou a ser consumida na alimentação de forma mais frequente, em particular, na culinária inglesa. A cozinha japonesa a utiliza na forma de pasta, em temperos para peixe e bolinhos de arroz. É conhecida pelos nomes populares como rábano-bastardo, rábano-de-cavalo, rábano-picante, rábano-rústico, rábano-silvestre, rábano-silvestre-maior, rabão-silvestre, rabão-rústico, rabiça-brava, rabo-de-cavalo ou saramago-maior. Trata-se a raiz-forte de uma planta herbácea, de ciclo perene, que pode atingir até 90 centímetros de altura. A raiz é larga e de coloração branca. A haste é ereta. As folhas radicais (junto à raiz) são grandes e oblongas. As folhas caulinares são lanceoladas. Tem flores brancas, com quatro pétalas inteiras. O fruto tem cerca de 4 milímetros de comprimento.

Propriedades da raiz-forte
A raiz-forte contém potássio, cálcio, magnésio e fósforo, bem como óleos voláteis, como o óleo de mostarda, que tem propriedades antibióticas. Quanto às propriedades medicinais da planta, a raiz-forte é bastante rica em vitamina C, utilizada para tratar escorbuto. Além disso, ajuda na digestão e estimula o funcionamento do sistema urinário e excretor. Na medicina popular costumava-se usar a raiz-forte para expelir vermes intestinais. É conhecida como estimulante e antisséptica. É anticancerígena, antibacteriana, anticoagulante, antimicrobiana também. Quanto ao aroma e sabor da raiz-forte, o aroma é pungente, e o sabor, forte e picante.
Mais informações sobre essa planta e como pode ser adquirida, através do telefone (47) 3385-3136.

Fonte: CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Conchiglione de Bacalhau

Ingredientes:

Recheio:
400 g bacalhau saithe
1 cebola(s)
1 dente(s) alho
1 colher(es) de sopa manteiga
1 pote requeijão
1 xícara(s) leite
1 colher(es) de sopa amido de milho
1 xícara(s) castanha de caju
pimenta
queijo ralado

Molho:

500 g abóbora moranga
1 xícara(s) leite
200 ml leite de coco
0,5 cebola(s)
2 colher(es) de sopa manteiga
3 colher(es) de sopa açúcar
0,5 xícara(s) creme de leite
canela em pó
500 g massa conchiglione
cheiro verde 

Modo de Preparo:

Recheio:
Refogar a manteiga, o alho e a cebola.
Adicionar o bacalhau cozido, dessalgado e desfiado. Refogar por mais 3 ou 4 minutos.
Acrescentar o requeijão e o amido de milho, este previamente dissolvido no leite.
Mexer bem até formar um creme consistente.
Desligar, misturar pimenta e tempero verde, acrescentando depois as castanhas. Acerte o sal, se necessário.
Rechear os conchigliones, colocando-os virados para cima, em um refratário, lado a lado.



Molho:
Cozinhar a moranga (sem casca, picada) em um pouco de água, até amaciar.
Deixar esfriar um pouco e bater no liquidificador, com a cebola, o leite de coco, a manteiga e o leite.
Desligar e acrescentar o açúcar, o sal, a canela e o creme de leite.
Ligar, novamente, o liquidificador e pulsar duas vezes, para misturar bem.
Despejar esse creme sobre os conchigliones, polvilhar queijo ralado e algumas castanhas inteiras.
Levar ao forno médio para gratinar.
Servir.

Rendimento: 4 porções.

Harmonização: ZUCCARDI Q CHARDONNAY

O que é CONCHIGLIONE? 
 
Conchiglie, conchigliette e conchiglione são as graciosas formas de macarrão que no Brasil chamamos conchas, conchinhas e "conchonas", ou conchas grandes. A grafia original, italiana, é que na maioria das vezes aparece nas embalagens. Na língua inglesa elas são chamadas shell, baby shell e jumbo shell. Esses e outros formatos pertencem à fase industrial do macarrão. O macarrão primitivo foi desenvolvido pelos sicilianos, de raízes árabes-mouriscas, e foi mencionado pela primeira vez num tratado de 1154. Atualmente se produz na Itália mais de uma centena de macarrões de formatos diferentes, tanto industrial como artesanalmente. As conchas têm a forma das conchas do mar, com uma abertura longitudinal e estreita e pontas afuniladas. A referência marítima faz lembrar da costa do Mar Mediterrâneo, onde são comuns na dieta. Elas podem ser coloridas com tinta de lula, espinafre, cenoura, tomate. As grandes são ideais para serem recheadas e, para evitar que se quebrem durante o manuseio ou se desmanchem ao cozinhar, têm espessura mais grossa. Para dar maior aderência ao molho, a maioria delas é riscada. A afinidade de forma e tamanho, assim como o contraste de cores, faz das conchiglione ótima massa para se aliar a mariscos, servidos com a própria concha, e a outros frutos do mar, como é o caso do prato italiano clássico Conchiglie pescatore, feito com vieiras, mexilhões, cogumelos e camarões cozidos no vinho e aromatizado com pimenta-do-reino, salsa, alho, cebola e azeite de oliva. Mas outros recheios de ricota, carnes e queijos são comuns, com as conchas cobertas com molho branco ou de tomate e levadas ao forno para gratinar.

Como se escolhe
As conchiglione são sempre secas. Podem se encontradas facilmente em qualquer supermercado de praticamente todo o país. Prefira as de trigo de grão duro - todas as marcas italianas o são, por lei -, pois são mais resistentes e mantêm a forma depois de cozidas. As feitas de trigo comum, ou trigo mole, se quebram facilmente, além de perderem o formato e aderirem umas às outras depois de cozidas. Prefira também as que estão embaladas em caixas, que oferecem maior proteção contra quebras. Observe sempre o prazo de validade e as condições do produto e da embalagem. Verifique se a massa seca não apresenta resíduos no fundo da embalagem ou mesmo furos de carunchos.

Como se prepara 
Para que as conchiglie mantenham o formato depois de cozidas, siga a regra do 10, 100, 1000, ou seja, 10 g de sal para cada 100 g da massa e 1000 mililitros - 1 litro - de água. Ponha a água num caldeirão até ocupar 3/4 de seu volume. Ao ferver, abaixe o fogo e junte o sal. Espere ferver de novo. Ponha a massa e aumente o fogo para que a água volte logo à fervura. Cozinhe pelo tempo indicado na embalagem, ou até que fique al dente - as conchas grandes levam cerca de 15 min para ficaren macias, mas firmes. Se mordidas, devem apresentar certa resistência aos dentes. Embora não seja necessário, pode-se juntar azeite, óleo ou manteiga à água, pois aromatiza e impede a formação de espuma.


Curiosidade - DIA MUNDIAL DO MACARRÃO

 
O I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão), realizado em 25 de outubro de 1995, originou a celebração do Dia Mundial do Macarrão.
O Brasil está em terceiro lugar no ranking dos maiores consumidores de massas do mundo!

terça-feira, 13 de março de 2012

Tilápia Assada com Mousseline da Batata Baroa e Salsa de Limão Siciliano

Hoje a receita é com Tilápia. E explico o motivo: uma amiga adorada, a Maria Júlia, pediu-me hoje cedo uma receita leve, que levasse esse peixe e que não fosse feita na frigideira, com óleo, como é de costume pela maioria. Pois bem, a Tilápia é um peixe super versátil e há inúmeras maneiras de prepará-lo para deixar o prato mais light e até elegante.
Então resolvi postar aqui a mesma receita que passei a ela, super fácil e gostosa.
Espero que gostem.
Ingredientes:
400g de Filé de Tilápia
1 pç de alho poró fatiado
1 cebola picada
1 dente de alho picado
100 ml de azeite de oliva
350g de batata baroa
100g de manteiga
1 limão siciliano
2 tomates em cubos
½ maço de salsinha picada
30g de uvas-passas pretas
30g de castanha de caju
2 litros de caldo de peixe

Modo de Preparo:

Corte a batata baroa em cubos e cozinhe no caldo de peixe. Depois triture no mixer.
Refogue o alho com uma colher de manteiga, acrescente a baroa e misture à mousseline.

Tempere o peixe com sal, pimenta, umas gotinhas de limão e azeite.
Em um tabuleiro, coloque a cebola picada, o alho poró fatiado em mrodelas e o peixe já temperado.
Tampe o tabuleiro com papel alumínio e leve ao forno à temperatura de 180° C por 15 min.
Prepare a salsa de limão utilizando azeite, raspas de limão (passas pretas e castanha de caju que são opcionais) e salsinha picada.
Sirva o peixe com a mousseline de baroa bem quente e a salsa de limão.



Dicas da Janita: O mesmo prato pode ser feito com batata inglesa, batata doce, inhame, cará ou aipim no lugar da batata baroa. A castanha de caju pode ser substituída por castanha-do-pará, amêndoa, amendoim e até gergelim torrado. A uva-passa é opcional, há pessoas que não gostam. 


Harmonização: Um branco da uva chardonnay ou sauvignon blanc.


Mais sobre a versátil Tilápia
 


A tilápia apropriada para consumo é aquela criada em cativeiro, onde recebe ração, é abatida com peso em torno de 800 gramas --que rende dois filés de cerca de 120 gramas-- e cortada de forma a eliminar todos os espinhos.
Com carne branca e de sabor suave, que pode ser utilizada para assar, grelhar ou cozinhar, trata-se do peixe cujo consumo mais cresce no mundo, principalmente nos Estados Unidos. 

A rusticidade é outro fator que contribui para sua disseminação, já que barateia os custos de produção. "E ainda tem o baixo teor de gordura, a presença de ômega 6 --um ácido graxo importante-- e um bom valor protéico."
De origem africana, as primeiras espécies de tilápia foram introduzidas no Brasil no início da década de 1950, época em que a piscicultura de subsistência retardou o avanço da produção. A partir do final dos anos 1960, o quadro começou a mudar com a introdução da tilápia nilótica, mais fácil de criar. A AB-Tilápia estima que em 2005 a produção nacional tenha sido de 130 mil toneladas, com destaque para os Estados do Ceará, Bahia, São Paulo e Paraná.
Em supermercados e restaurantes, é mais fácil encontrar o peixe com o nome de "saint peter" ou "saint pierre". "Este nome é padrão exportação, usado para diferenciar da tilápia pescada em açude.

Curiosidades sobre a TILÁPIA...Você sabia?

A tilápia-do-nilo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

A tilápia é um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.

É um peixe adaptável à água salgada.

Em algumas regiões o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde crescera ate um tamanho que estara pronto para o consumo (12–15 cm) quando o arroz também estará pronto para a colheita.


E pra finalizar, fica a dica de um sábio:


"Deixe o alimento ser teu remédio e o remédio ser teu alimento" (Hipócrates)

Coma peixe e viva mais! ;)


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Peixe branco com salada de mamão papaya verde

Um prato super light, saboroso e de bela apresentação. Fácil de preparar e versátil, já que o peixe é você quem escolhe! ;)
Ingredientes:
1 kg de peixe de sua preferência(combinam com a receita: namorado, dourado, robalo, tainha, merluza, pescada, atum branco, linguado, badejo, abrótea e até bacalhau)
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Sal a gosto
Pimenta-do-reino preta a gosto

Salada
1 mamão papaya verde sem sementes e em tiras(pode ser ralado grosso)
50g de amendoim torrados e sem casca(gosto de substituir por sementes de girassol torradas)
2 colheres (sopa) de cebolinha verde e salsinha picadas

Molho
2 colheres (sopa) de mel
2 dentes de alho
Gengibre ralado(um pedacinho pequeno)
Suco de limão
Sal a gosto

Modo de preparo:

Molho
Amasse o alho e o gengibre até obter uma mistura grossa e homogênea. Depois coloque o mel e o suco de limão. Misture e corrija o sal.

Salada
Misture em uma tigela todos os ingredientes da salada. Coloque nela o molho (misture bem, deixando tudo bem úmido).

Montagem do Prato:
Corte o atum em 4 pedaços e tempere todos dos dois lados com sal e pimenta. Deixe reservado. Despeje uma colher de azeite em uma frigideira, coloque os pedaços de atum e deixe cozinhar por 3 minutos de cada lado. Depois, coloque um pouco de salada em cada um dos 4 pratos e coloque o atum em cima da salada neles. Se quiser, finalize com um fio de azeite de oliva sobre o atum e decore com folhas de coentro.

Harmonização: Espumante brut. Sugestão: Valduga 130.

PEIXES - ESCOLHA E CONSERVAÇÃO
A carne de peixe é uma excelente fonte de proteínas, além de ser um alimento dos mais versáteis para o homem pois, além da proteína, dos minerais, cálcio e fósforo, essenciais para a saúde dos ossos, o óleo que o peixe contém é uma valiosa fonte de vitaminas A e D, que são vitais para o organismo.

Os tipos de peixe

Os peixes se classificam pelo teor de gordura que apresentam.

1. Peixes Brancos

São peixes de carne clara, isto porque possuem baixo teor de gordura. São normalmente indicados para dietas e regimes especiais para doentes.

Exemplo: arraia, linguados, vermelho, namorado, dourado, bacalhau, pescada, robalo.

2. Peixes de Carne Mista

Peixes de pouca gordura.

Exemplo: linguado gigante, tainha, truta.

3. Peixes Gordos

Possuem a carne mais escura, e um sabor mais acentuado.

Exemplo: enguia, salmão, corvina, sardinha, pintado, cherne, cavalinha, serra.

A Escolha


O peixe é uma carne que se deteriora facilmente, por isso deve ser consumida rapidamente e o mais fresca possível.

Deve ser observado na hora da compra o cheiro, se está agradável e não muito forte, se a carne está firme, se a pele está brilhante e escorregadia, as escamas devem estar firmes e brilhantes, e bem coladas ao corpo, os olhos, também devem estar brilhantes e protuberantes, as guelras vermelhas e brilhantes e finalmente a carne deve parecer transparente e nunca opaca, e firme ao toque. Em relação ao peixe congelado, você deve observar bem a embalagem se está intacta e o conteúdo bem congelado.

A Conservação

O peixe deve ser lavado com água corrente e abundante, logo após deve ser seco com papel absorvente, depois polvilhe-o com sal, cubra-o e leve ao congelador até o momento de sua utilização. O peixe congelado só deve passar pelo processo de descongelamento se não for utilizado para frituras, pois para fritar não é preciso o descongelamento e sendo assim, deve ser conservado no frigorífico.


A Papaya Verde
• É refrescante, diurética e oxidante.
• Resultado insuperável contra quase todas as infecções do corpo, internas e externas.
• O mamão contém um ingrediente muito importante que se chama papaína. Que tem o mesmo efeito no sistema digestivo que a pepsina no processo digestivo.
• Igualmente contém fibrina, rara vez encontrada fora do corpo humano ou animal. Esta substância é facilmente digerível e especialmente valiosa pela ajuda que fornece na coagulação do sangue (em feridas internas e externas).
• A enzima da papaína que contém o mamão verde (sem madurar) tem um efeito bem mais ativo sobre o sistema que a da fruta já madura.
• O suco de mamão verde tem ajudado a corrigir irregularidades intestinais, incluindo úlceras e outras condições mais sérias, em um tempo relativamente curto.
• incluir fruta em nossa dieta diária descarta os fatores que prejudicam sua saúde (como o consumo excessivo de carne, farinha e açúcar brancos, álcool) pode estar segura de que seu corpo se encontrará forte e livre de doenças.


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