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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Creme de Papaya com Cassis

Famosa e figurinha presente em todos os menus dos anos 80 e 90, esta é uma daquelas sobremesas que nunca saem de moda e sempre agradam. 
Rápida e simples, de origem brasileira e sem autoria, é perfeita para quem não gosta de passar horas preparando um doce. O único cuidado que se deve ter é prepará-la na hora de servir, pois o mamão tende a escurecer rapidamente com o sorvete de creme. No mais, é preparar da maneira habitual, sem querer inventar moda. 
Creme de Papaya com Cassis é um clássico e deve ser tratado como tal.

Ingredientes: 

1/2 mamão papaya
2 bolas grandes de sorvete de creme/baunilha
Tuille (biscoito francês fino e crocante) ou folhas de hortelã para decorar
Licor de cassis a gosto

Modo de preparo: 

Bata no liquidificador o mamão papaya descascado e limpo com o sorvete de creme bem congelado.

Sirva com licor de cassis sobre o creme, ou se preferir, mantenha o licor no fundo da taça e acrescente o creme.
Decore cada taça uma unidade de tuille ou folhas de hortelã.
Sirva a seguir.

Dica: para que a consistência do creme fique correta, certifique-se de que o sorvete utilizado esteja realmente bem firme (congelado corretamente).


Sobre o Licor de Cassis:

O cassis ou groselheira-preta (Ribes nigrum), originário da Europa setentrional, era usado como remédio para diversas molésticas, incluindo mordida de cobra. Sua produção aumentou em meados do século XIX com o declínio da cultura da vinha, atacada pela Phyloxera. É atribuído a este período também a criação do crème de cassis, que hoje é um dos licores mais importantes do mundo, base do famoso coquetel Kir e ingrediente de incontávei receitas. Cerca de 16 milhões de litros de crème de cassis são produzidos anualmente na França e destes 85% vêm de Dijon. Outras regiões produtoras são Anjou (no vale do Loire, França), Luxemburgo, Quebec (Canadá) e Tasmânia (Austrália). Desde 2013 foi concedida a Appellation d’Origine Contrôlée (AOC) ao Crème de Cassis de Dijon, garantindo a origem da matéria prima e a qualidade do produto.

Dicas: O crème de cassis é um ingrediente versátil não apenas para coquetéis e sobremesas. É também muito usado na elaboração de pães, patisseire e receitas salgadas. Alguma idéias:

pode-se colocar um fio de crème de cassis sobre o foie gras ou sobre o queijos como parmesão, gorgonzola ou queijo de cabra. Ainda é posspivel usá-lo na finalização, com algumas gotas crème de cassis, em receitas de pato e carnes de caça em geral.

O licor é tão especial e inspirador que vale um post somente sobre ele com os principais drinks onde é usado, não acham?


sábado, 17 de agosto de 2019

Cocada de forno com sorvete e calda cítrica

Ingredientes:

2 ½ xícaras (chá) de coco fresco ralado (1 coco - cerca de 200 g)
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga derretida

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga um refratário raso que comporte cerca de 500 ml.
Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e transfira para outra tigela maior – se um estiver estragado, você não perde a receita. Junte a manteiga e misture com o batedor de arame. Adicione o açúcar, aos poucos, mexendo bem a cada adição. Acrescente o coco ralado e misture com uma espátula para incorporar.
Transfira a massa para o refratário e leve ao forno para assar por cerca de 40 minutos, ou até ficar bem dourada – a cocada vai ficar com uma casquinha crocante, mas ainda cremosa no centro.
Retire do forno e deixe esfriar em temperatura ambiente antes de servir. Essa cocada também fica uma delícia servida gelada.

Dicas:

A cocada pode ser assada em ramequins ou potes individuais de cerâmica também. Fica lindo para servir!

O coco fresco ralado fino dá mais sabor e cremosidade para a cocada, lembra até gosto de quindim. Ralado grosso (assim como a versão ralada congelada) dá textura crocante e visual rústico, mas o creme de ovos e açúcar não absorve o sabor da fruta. Já o coco ralado seco não é indicado para essa receita, a cocada fica seca e sem sabor.

Para a montagem: Corte um pedaço quadrado da cocada, coloque em prato individual. Sobre a cocada 1 bola caprichada de sorvete(aqui combina bem o de tapioca, baunilha, coco, nata) e sobre ele uma calda de sua preferência (frutas vermelhas, laranja, maracujá, limão siciliano, tamarindo...) Já servi com lemon curd e todos amaram! Vou pastar a receita pra vocês.

E pronto! Temos assim uma sobremesa mega saborosa, linda, prática e que certamente vai fechar seu jantar com chave de ouro!

Para acompanhar? Espumante ou uma soda italiana e uma boa música, sempre!



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Creme de Paçoca no Copinho

Uma sobremesa prática e rápida. Perfeita para Festas Juninas ou outras datas. 
Impossível não adorar!
 

Ingredientes: 

 
1 lata de leite condensado
150 ml de leite
3 colheres de sopa de amido de milho
½ colher de chá de essência de baunilha
1 lata de creme de leite sem soro
5 paçocas
2 paçocas esfareladas para enfeitar
 

Modo de Preparo:

Numa panela coloque o leite condensado, o leite, o amido de milho e a essência de baunilha e leve ao fogo médio até engrossar. Retire do fogo e transfira o creme para uma batedeira e bata. Com a batedeira ainda ligada adicione o creme de leite, as 5 paçocas e bata bem até formar um creme homogêneo. Desligue a batedeira, coloque o creme em copinhos ou taças e leve para gelar. Sirva com a paçoca esfarelada.


Sobre a Paçoca

O nome “paçoca” vem do termo indígena PA-SOKA, que quer dizer “esmagar com as mãos”, referindo-se ao modo antigo de preparo, onde a carne e a farinha eram socadas em um pilão.
É tradicionalmente preparada no Brasil para consumo nas festividades da Semana Santa e Festas Juninas. O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família onde se prestigia o altruísmo. Há também as paçocas industrializadas que são vendidas e consumidas o ano inteiro. Entre estas, existem as chamadas paçoquinhas de amendoim tipo rolha, que são vendidas com a forma cilíndrica das rolhas e com uma cor que também se assemelha de certa forma à destas.
Em São Paulo e em Minas Gerais, festas anuais acontecem para celebrar o doce.

Pamonha de Copinho

Fácil e rápido de preparar. Uma delícia para as Festas Juninas e para o ano todo!


 Ingredientes:

3 latas de milho escorridas ou 600 gramas de milho cozido
200ml de leite ou leite de coco(leiete de coco fica melhor)
6 colheres de açúcar
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 pitada de sal

essência de baunilha (opcional)
canela a gosto
 

Modo de Preparo:
Se deseja um creme mais liso, bata no liquidificador o milho com leite e com uma peneira, coe a mistura retirando o bagaço do preparo. Adicione o restante dos ingredientes e bata novamente no liquidificador. Se não se importar com o bagaço, é só bater no liquidificador todos os ingredientes. Cozinhe o creme numa panela em fogo médio, até engrossar um pouco, mais ou menos por 20 minutos. Depois de cozido, deixe a pamonha esfriar, distribua em copinhos pequenos e leve para gelar. Sirva polvilhada com canela para dar um sabor especial. 

Fica lindo e delicioso! 

Origem da Pamonha

De acordo com Câmara Cascudo, em seu livro a História da Alimentação no Brasil, receitas como pirão, pamonha, canjica, pipoca, dentre outras tiveram origem com os índios brasileiros. E, com a colonização das Américas, os portugueses e africanos foram adaptando e produzindo outras receitas.

O nome pamonha vem da palavra pamunã, do tupi. Não existe, exatamente, o local que ela nasceu de fato, mas é um prato muito consumido na região centro-oeste, especialmente no estado de Goiás, onde o alimento encontra-se em mercados, restaurantes, feiras, pamonharias, etc. A pamonha também é muito popular em outros estados brasileiros, tais como São Paulo e Minas Gerais, Tocantins e é adicionada açúcar a massa. Já no Nordeste, é doce e feita com leite de coco.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Bolo de Fubá Salgado com Linguiça Blumenau e Couve Mineira


Uma torta salgada muito saborosa, prática e que fica com um aspecto bem bacana. 
Também é muito versátil, pois pode ser servida num café colonial, num brunch, almoço ou jantar acompanhado de uma saladinha verde.

Ingredientes:

- 3 ovos
- 1 xícara de óleo de girassol
- 1 e 1/2 xícara leite
- 1 e 1/2 copo de trigo(ou farinha de arroz se quiser a receita na versão sem glúten))
- 1 e 1/2 copo de fubá fino(farinha de milho fina)
- 1 colher (chá) de sal ou um sachet de sazon do sabor preferido.
- 1 colher (sopa) de fermento em pó(químico)
- 1 linguiça Blumenau bem picadinha(ou substitua por: 1 xícara de bacon, carne seca desfiada, paio, outra linguiça, presunto de peru, presunto defumado, mortadela, frango desfiado ou atum).
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- 1/2 maço de couve mineira picada ou brócolis picado.
- pimenta e ervas a gosto.
- um pouco de queijo ralado ou ricota esfarelada na massa dá um sabor especial.

Modo de fazer:
Pique a cebola e o alho e frite num pouco de azeite de oliva. Adicione a linguiça e frite até dourar. Adicione a couve e refogue. Separe e deixe esfriar.
Bata aos poucos todos os ingredientes, menos o fermento e o refogado, no liquidificador. Após a mistura ficar homogênea, acrescente uma colher de sopa de fermento em pó. Misture delicadamente.

Adicione então o recheio frio/morno e misture delicadamente à mão. Coloque em uma forma untada e enfarinhada e leve ao forno. Usei uma de de silicone com furo no centro. O tempo varia conforme o tipo de forno e a forma usada. No geral, o ponto ideal é com a formação da característica casquinha dourada. 
Sirva quente ou frio.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Tapiocas Coloridas(rosa beterraba e verde detox)

Que tal dar uma inovada no cardápio e no visual das suas receitinhas e ainda dar um colorido à dieta agregando saúde?
Vi no site da Lucilia Diniz umas receitas deliciosas de tapioca coloridas e cá estou compartilhando essas maravilhas que encantam o paladar e o visual, saciando a fome e mantendo a forma.


Tapioca Rosa Beterraba

Ingredientes:
Suco de beterraba:
1 beterraba
½ xícara (chá) com água

Tapioca:
4 colheres (sopa) de farinha de tapioca(goma) pronta
Recheio:
100 g de peito de frango cozido e desfiado
1 colher (sopa) de cebolinha e salsinha picada
150 g de queijo cottage light
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Suco de beterraba:
Bata a beterraba no liquidador com a água e coe.

Tapioca:
Em um bowl, junte três colheres (chá) do suco de beterraba com a tapioca.
Mexa com as mãos até formar um pó com pequenos flocos.
Aqueça uma frigideira pequena em fogo médio.
Com a ajuda de uma peneira, preencha toda a superfície da frigideira.
Deixe dourar de um lado.
Vire e deixe dourar do outro.
Coloque uma colher do recheio no centro.
Dobre e sirva.

Rendimento: duas porções, com 280,6 Kcal cada.

Tapioca verde detox

Ingredientes:
4 colheres (sopa) de farinha de tapioca(goma) pronta
2 folhas de couve manteiga ou 1 ramo de espinafre
½ xícara (chá) de água

Recheio:
2 fatias de peito de peru
2 fatias de queijo light
1 tomate sem sementes e cortado em cubos
1 colher (café) de orégano
Sal e pimenta do reino a gosto


Modo de preparo:
Bata a couve no liquidador com a água e coe.
Em um bowl, junte este suco da couve com a tapioca.
Mexa com as mãos até formar um pó com pequenos flocos.
Aqueça uma frigideira pequena em fogo médio.
Com a ajuda de uma peneira, preencha toda a superfície da frigideira.
Deixe dourar de um lado.
Vire e deixe dourar do outro.
Coloque uma colher do recheio no centro.
Dobre e sirva.

Rendimento: duas porções, com apenas 104,2 Kcal cada.

Você sabia?
Não faltam significados para a palavra tapioca. É o nome que se dá à farinha obtida a partir do amido da mandioca. Também designa as panquequinhas típicas da culinária nordestina, feitas com esse ingrediente. Do tupi tïpï’og (coágulo), a tapioca representa, enfim, uma herança indígena versátil e deliciosa!

Indo agora para a cozinha para fazer para o nosso jantar. Hoje vou de rosa...
A música de fundo já está rolando e é super colorida e gostosa também. Fica de sugestão: Olhos Coloridos, da Sandra de Sá com Seu Jorge. ;) 
Beijinhos coloridos da cozinha da Janita


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Coxinha de Feijão com recheio de Linguiça Blumenau e Couve Mineira

Que todo brasileiro ama coxinha e ama feijão, isso você já sabe... Mas sabia que é possível unir as duas coisas e fazer uma fabulosa coxinha de feijão? Siiiiim, e fica ma-ra-vi-lho-sa!

Vimos a receita num jornal local de SC. Ela fez parte do do Segundo Festival de Botecos de Blumenau/SC, que aliás vale muito a pena ser visitado.

Nesta receita optamos por fazer algumas adaptações e por rechear com um refogado de Linguiça Blumenau e couve mineira, simplesmente porque amamos a tal combinação, mas você pode optar por calabresa, toscana, fininha, paio, bacon, carne seca e até só couve mineira para uma versão vegetariana.

Vamos à receita da brasileiríssima tentação?

Ingredientes da massa:

3 xícaras de feijão cozido batido no liquidificador(use a feijoada que sobrou, com caldinho mesmo)

1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo peneiradas

2 colheres(sopa) de manteiga

Tempero à gosto(gosto de adicionar um sachet de Sazon sabor do nordeste ou sabor feijoada, mas lembre que a feijoada já tem temperos)


Ingredientes recheio:

1 Cebola picadinha

2 dentes de alho espremidos

1 maço de couve mineira cortadinha em tiras bem finas

150 g de linguiça Blumenau bem picadinha

1 pimenta dedo-de-moça(sem sementes) picadinha

Tempero a gosto


Modo de Preparo da massa:

Em uma panela, derreta a manteiga, acrescente o feijão batido(que virou um creme)  e aqueça bem. Despeje a farinha de trigo de uma vez só. Misture bem e mexa até virar uma bola e desgrudar do fundo. 
Espere esfriar.
Unte as mãos com óleo e faça 20 a 25 bolinhas. Abra cada uma(achatando-a), coloque um pouco de recheio e modele as coxinhas.

Modo de preparo do recheio:

Refogue e um fio de azeite de oliva a cebola e o alho. Acrescente a linguiça e deixe fritar bem. Coloque então a couve, mecha e aqueça, acerte o tempero a gosto e deixe esfriar para rechear a massa.

Para empanar e fritar:
Passe as coxinhas pela farinha de trigo, retire o excesso, depois passe pelo ovo batido e pela farinha de rosca. Frite em óleo quente.
Com a ajuda de uma escumadeira, retire as coxinhas e acomode-as sobre papel absorvente. 
*Também podem ser assadas em forno.

Sirva em seguida.

Dica da Janita: Sirva com rodelas de laranja(como se fosse limão), fica uma delícia espremer laranja nas coxinhas e devorá-las em seguida!
A imagem abaixo é nossa, é do nosso bolinho de tutu de feijão(parecido com a coxinha de feijão). Se quiser a receita, clique aqui

Imagens: Como não deu tempo de tirar fotos(o povo ia comendo conforme ia ficando pronto), peguei do Google. A do bolinho de tutu de feijão é nossa. ;)




quarta-feira, 19 de março de 2014

Broa de Fubá

Broa é um tipo de pão de milho feito tradicionalmente em Portugal, na Galícia e no Brasil. 
Broa’ não tem origem no latim, mas sim no termo germânico ‘BROD’, latinizado nos finais do século IV, pelos padres missionários, mas que igualmente deu origem às palavras ‘broth’, ‘brou’, ‘brodo’ e ao típico ‘bread’ britânico. Ainda, em galego diz-se ‘boroa’, como aliás se dizia em português medieval.

Receita deliciosa e super prática de broa de fubá, feita na máquina de pão. 
Aqui em casa todos amam! Faço sempre.

Ingredientes:
1 copo de leite integral
1/4 de copo de azeite de oliva
2 ovos
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) rasa de sal
1 copo de farinha fina de fubá
3 copos de farinha de trigo
1 colher (sopa) de erva-doce ou kümmel
1 colher (chá) de melhorador para pão(opcional)
2 1/2 colheres (chá) de fermento biológico seco instantâneo 
*Ingredientes para pães de 450 g

Modo de Preparo:
1.Retirar a fôrma de assar de dentro da Panificadora Multi Pane.
2.Adicionar todos os ingredientes na ordem acima.
3.Recolocar a fôrma de assar na Panificadora.
4.Escolher o Ciclo:
Pressionar o botão OPÇÕES: 11 (sanduíche)
5.Selecionar o tamanho do pão: 
Pressionar o botão QUANTIDADE DA MASSA e escolher a opção I (para pães de 450g 
ou 600 g)
6.Fechar a tampa.
7.Pressionar o botão INICIAR/PARAR.

E a máquina faz tudo sozinha! Depois é só saborear ainda morninha!
Testada e super aprovada! 

Curiosidade:
Recentemente, em Viseu, foi assada a maior broa do mundo, devidamente incluída no Guinness. Consumiu 1.700 quilos de fubá, 400 quilos de farinha de centeio, 1.400 litros de água, sal e fermento. Segundo se informa, a broa foi fatiada para 40 mil pessoas.

Fonte: Google.
Foto: acervo particular.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tapioca - a famosinha da vez!

A iguaria nordestina invadiu as mesas de todo o Brasil. É também, em versões com recheios levese saudáveis, a nova a queridinha dos marombeiros e do pessoal que curte se cuidar comendo bem.
A massa é feita à base de farinha de polvilho, um ingrediente 100% nacional, e água. Além disso, vamos combinar, é uma delícia!!! Perfeita para substituir o pão no café da manhã, no lanche, ou qualquer refeição do dia e pode ser recheada de mil maneiras doces e salgadas.  
A troca do pão pela tapioca faz todo o sentido, pois é rica em carboidratos (cada tapioca tem cerca de 68 calorias e apenas 1,6 gramas de proteínas), podendo ser uma opção mais saudável que o pãozinho francês, pois não leva sal na sua preparação e não contém glúten.

A tapioca é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, de origem indígina tupi-guarani, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, polvilho, goma seca, polvilho doce, fécula de mandioca. Esta, ao ser espalhada numa chapa ou frigideira aquecida, coagula-se e vira um tipo de panqueca ou crepe seco, em forma de meia-lua (ou disco, como em algumas regiões). O recheio varia, mas o mais tradicional é feito com coco e queijo. O nome tapioca é derivado da palavra tipi'óka (coágulo), o nome para este amido em Tupi.


A minha primeira foi em Porto de Galinhas. Naquela época não se encontrava a goma pronta nos mercados aqui do sul. Touxe uns sacos de lá, pedia para amigas que iam, mas uma hora acabou e tive que me virar com a receita caseira à base de polvilho doce. 
Então, no post de hoje vou dividir com vocês as duas maneiras de fazer tapioca: com a goma pronta(que se compra no supermercado) que é facílima de fazer e com a goma que você mesma faz em casa caso não encontre no super. 
Aqui em casa todos sabem preparar e amam! A da foto abaixo foi feita pra mim pela minha filha caçula, olhem que amor! De queijo e tomate com orégano, do jeitinho que amo.

Quando falo em "GOMA PRONTA", falo destas que vem em sacos e prontinhas para serem peneiradas diretamente sobre a frigideira aquecida, numa quantidade que cubra o fundo, até que comece a unir-se e forma um "panqueca" sequinha. Dai é só rechear de um lado e depois dobrar como meia-lua, ainda na frigideira mesmo. Depois dá um a viradinha, com uma espátula, e serve. A FOFA FIGURA ABAIXO EXPLICA SUPER DIREITINHO:
Veja foto da goma pronta para correr e procurar no supermercado:




Há diversas marcas de goma de tapioca hidratada pronta para o preparo. A receita sempre vem na embalagem, não tem erro. 

Para quem não encontrou a goma de tapioca hidratada pronta, vai ai a receita caseira, a base de polvilho doce:

Ingredientes da massa/goma base
1 kg de polvilho doce
Água

Modo de preparo Umedeça o polvilho com água, para dar uma liga e deixe na geladeira por 12 horas. Passe a massa numa peneira e misture uma pitada de sal. Separe uma pequena quantidade da mistura e coloque em uma frigideira aquecida como se fosse uma panqueca, deixe a farinha ficar úmida e vire com uma espátula. Depois, basta espalhar o recheio escolhido em cima da massa base, dobrar ao meio e servir.

Agora não tem desculpa para não provar essa delícia, né? 

Confira sugestões de recheio:

Tapioca Light

Duas fatias de peito de peru, duas fatias de queijo fresco e uma rodela de tomate temperado com azeite, orégano e sal.

Tapioca Banana e Chocolate
Uma banana nanica picada e uma base de sobremesa de chocolate.

Tapioca de leite condensado com coco
Cubra metade da tapioca com leite condensado e adicione coco ralado por cima. 

Tapioca Romeu e Julieta
Cubra metade da tapioca com goiabada cascão e adicione queijo coalho ou de sua preferência por cima. 

Tapioca de carne seca com queijo coalho
Cubra metade da tapioca com queijo coalho e espalhe carne seca por cima.

Tapioca com calda de morango
Aqueça 60 ml de água e acrescente 80g de açúcar e 200g de morango fatiado. Cozinhe até chegar ao ponto de calda. Funciona com geleia de sua preferência também. ;) Coloque uma colher de sopa de papoula ou gergelim sobre a frigideira antes de colocar a massa de tapioca. Espalhe a calda sobre metade da tapioca e adicione uma colher de sopa de raspas de chocolate.


Curiosidades sobre a TAPIOCA

Patrimônio Imaterial e Cultural :
O Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda (Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO) concedeu à Tapioca o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade em 2006, mesmo ano em que Olinda recebeu o título de 1ª Capital Brasileira da Cultura (Ministério da Cultura e Ministério do Turismo, Governo Federal).
Apesar de muito popular e integrante da culinária típica de diversos estados nordestinos, a tapioca mais tradicional do Brasil ainda se encontra no Alto da Sé, em Pernambuco (preservada pela Associação das Tapioqueiras de Olinda). Em outros estados, a tapioca sofreu algumas mofificações quanto à original (como no Ceará, onde possui formato redondo e é bastante apreciada com café preto). Também encontramos diversas entidades destinadas à cultura popular da tapioca pelo Nordeste, como o Centro das Tapioqueiras entre os municípios de Fortaleza e Eusébio, no Ceará.

No resto do mundo, vários produtos derivados da fécula da mandioca são também chamados de tapioca.
Os recheios darão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida. O recheio pode ser apenas com manteiga ou com coco fresco ralado, leite condensado, queijo, banana, chocolate, carne de sol, morango com chocolate e goibada com queijo e outras.
A tapioca mergulhada no leite de coco também é muito apreciada em diversas partes do Brasil.
Existe ainda a tapioca de chapa ou tapioca de forma, que é uma tapioca mais grossa e aquecida na chapa e na qual a massa da tapioca é colocada dentro de uma forma de metal.
* O pudim ou de bolo de tapioca, não é levado ao fogo e é servido gelado, natural ou com calda de frutas. A farinha de tapioca é colocada num recipiente com leite de coco, um copo de leite, açucar a gosto e coco ralado. Depois que os ingredientes são bem misturados, coloca-se numa forma e leva-se este para a geladeira.

Não faz muito tempo, a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca. Uma destas é o uso da goma de tapioca (em pelotas de cerca de meio centímetro de diâmetro) banhada com molho Shoyu, produzindo uma sobremesa de cor escura que tem aparência de caviar, e é chamado "caviar de tapioca".
O músico baiano Morais Moreira compôs uma música intitulada "Tapioca de Olinda".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Farofa de Pinhão

Farofinha rústica muito saborosa que vai bem como acompanhamento de diversas carnes e até de frango.

Ingredientes:
1 colher (sopa) de óleo
50g de bacon picado
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola média picada
3 dentes de alho picado
1/2 kg de pinhão cozido e picadadinho
1 xícaras (chá) de farinha de mandioca
1 xícara de farinha de milho(a bem fininha)
Salsinha picada a gosto
Sal a gosto(ou um sachet de Sazón de sua preferência)

Modo de Preparo:
1. Aqueça o óleo e frite o bacon até dourar. Acrescente a manteiga e doure a cebola e o alho.
2. Junte o pinhão picado, a farinha de mandioca, os temperos e a salsinha. Mexa bem até aquecer e "secar" as farinhas. Sirva a seguir.

Rende: 4 a 6 porções.

Imagem: Google.

 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bolo de Banana Integral

Faz tempo que estou para compartilhar essa receita aqui no blog. Foi uma experiência que deu certo, num dia daqueles que precisava de algo rapidinho, saudável e gostoso, sabem?
Usei/testei a mistura pronta de Bolo de Banana Integral da marca Orquídea, que é uma que costumo usar às vezes, e uma das únicas sem transgênicos no mercado.
 
A receita:
Massa: 01 embalagem de Mistura de Bolo de Banana Integral Orquídea
iogurte natural no lugar do leite(opcional)
1 banana caturra ou nanica amassada(só bater junto na massa)
1 colher de chá cheia de canela em pó
 
Modo de fazer: Preparar o bolo conforme instruções na embalagem, trocando o leite pelo iogurte integral se quiser, e o óleo por azeite de oliva ou manteiga, acrescentando a banana e a colher de chá de canela.
Nessas misturas prontas, sempre dou uma reforçada no final com uma colherinha pequena extra de bicarbonato de sódio ou, na falta deste, de fermento de bolo em pó mesmo, fica mais fofinha massa a meu ver.
Colocar em uma assadeira untada e enfarinhada de furo no meio e levar ao forno médio por uns 40 minutos.
 
Cobertura inventei na hora, um doce de banana simples: piquei umas 6 bananas caturras bem maduras e grandes, suco de meio limão, 2 colheres de sopa de açúcar de baunilha e mexi na panela até ferver e dourar um pouco. Depois é só colocar sobre o bolo, enfeitar com mais canela(que eu amo) e servir com um cafezinho. ;)
 
Foto da embalagem de mistura pronta usada:
 
 

 
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bacalhau à Gomes de Sá Abrasileirado

Gente, hoje fiz um prato que ficou show e queria dividir a experiência com vocês.
Fiz o tradicional Bacalhau à Gomes de Sá, mas usei aipim no lugar da batata inglesa. Amo aipim e ele é muito mais rico que a batata em termos nutricionais. Usei pimenta dedo-de-moça também, uma inteira, sem as sementes.
O prato ficou com um toque brasileiro que vale super a pena! Façam, fica bem interessante.
A receita clássica, com batatas, você encontra aqui no blog, buscando por "bacalhau" na barra de busca de receitas, logo ao lado direito da página. ;) Basta substituir a batata por aipim.

Beijinhos e boa semana!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cocada Fácil de Forno

Como já estamos no mês de Junho e os posts de receitas e decoração de Festa Junina são os tops na lista de mais acessados, traremos várias novidades para incrementar esse saboroso mês e a sua festa.

A receita de hoje é muito prática e deliciosa, de Cocada de Forno. Quem não ama? E é cara de Festa Junina das boas!

Ingredientes:
3 ovos
 1 colher(sopa) de manteiga sem sal
 1 xícara de leite
 ½ xícara de leite de coco
 1 lata de leite condensado
 1 coco grande ralado

Modo de Preparo: Bater no liquidificador, os ovos, o leite, leite de coco, a manteiga e o leite condensado. Acrescentar o coco ralado e mexer delicadamente com uma colher de pau.
Despejar em refratário untado com manteiga.
Levar ao forno pré-aquecido a 180°C por aproximadamente 30min ou até dourar.
Servir frio.


Mais fácil impossível! Bora começar a organizar a festinha Junina deste ano? ;)
Em breve mais receitinhas.
Beijinhos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pimentão recheado cozido em molho de tomate

O astro do dia hoje é pimentão. Muita gente torce o nariz para ele, mas eu adooorooo! Tantas as maneiras de utilizá-lo, todas ótimas!

Você sabia que pimentão é fruta?
É um fruto que é considerado fruta, pois contém semente em seu interior e é fruta pois é comestível.
 termo pimentão, frequentemente designado em Portugal como pimento, pertence à espécie Capsicum annuum, é muito utilizado na culinária de todo o mundo.

A pimentões de diferentes cores, sendo as mais conhecidas o verde, o amarelo e o vermelho. Porém, existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja. São pimentas nativas do México, América Central e do norte da América do Sul. São, por vezes, agrupados juntamente com outras pimentas pouco pungentes sob a designação de pimentas doces.
Devido a beleza de seus frutos, há quem os cultive como plantas ornamentais.

 
O pimentão é uma das hortaliças mais ricas em vitamina C e quando maduro é excelente fonte de vitamina A. Também é fonte de cálcio, fósforo e ferro. Possui poucas calorias. Oba!
A receita abaixo é adaptada do programa Brasil no Prato. Uma delícia!

Ingredientes:
6 pimentões vermelho maduros(ou da cor que quiser)
300g de carne moída
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassado
1 ½ xícara de arroz cru
1 litro de molho de tomate fresco
Galhos de manjericão
Azeite extravirgem

sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo: Corte as tampas do pimentão, retire as sementes e lave-os por dentro. Reserve.
Misture a carne, o arroz, a cebola, o alho, sal, pimenta e azeite extra virgem. Encha os pimentões com o recheio, não precisa ficar muito apertado, pois o arroz vai inchar. Coloque as tampinhas e prenda com palitos de dente.
Leve os pimentões para cozinhar no molho de tomate com os galhos de manjericão, mantenha a panela tampada, cozinhe por cerca de 30 minutos ou até que os pimentões estejam bem macios.

 
Rendimento: 6 porções.
 
Harmonização: um cabernet sauvignon. Minha sugestão: o argentino Las Moras Cabernet Sauvignon. Tem excelente custo-benefício.
 
"No meu temperamento tem um pouco de pimenta: não é todo mundo que gosta… Nem todo mundo que aguenta…"
(Clarice Lispector)
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nosso Caldo de Peixe

Como nossa família é grande, sempre que nos reunimos escolhemos um prato "único", um prato principal prático e que agrade a maioria.
Nesta Páscoa resolvi servir um Caldo de Peixe, mas não aquele tradicional, tinha que ter toques de gourmet, claro! rsrsrs 
A festa aqui começa bem antes, já na cozinha, com os preparativos!
Juntei a receita de infância que tenho de cabeça, uma receita básica cearense e adaptei, pois minha mãe não gosta de leite de coco, meu sogro não gosta de coentro, etc...Usei tudo natural, com ervas fresquinhas colhidas no quintal de casa! Adoro! Enfim, modifiquei e incrementei com alguns ítens. Ficou maravilhoso, ao menos todos elogiaram bastante.
Como prometido, segue a receita do "Nosso Caldo de Peixe", o Caldo de Peixe dos "Gommers"(digo nosso porque meu marido e eu adoramos cozinhar juntos, é quase uma terapia de casal...Amo!)


Caldo de Peixe à moda dos Gommers

Ingredientes:
  • 1 e 1/2 Kg de file de peixe em cubos(usei merluza, cação e um pouco de bacalhau que tinha desfiado + uns 300 g de carne de siri também)
  • 10 cebolas
  • 2  Pimentões
  • 1 cabeça de alho picado
  • 2 pimentas de cheiro ou dedo-de-moça
  • 10 Tomates
  • 20 ml azeite de oliva para refogar
  • 1 de Maço de cheiro verde, com bastante manjericão.
  • Folhas de Louro
  • páprica e sal a gosto
  • água o quanto baste
  • 500 g de macaxeira/aipim cozida e cortada em cubinho(se não tiver, substitua por inhame, cará, batata baroa ou batata inglesa ou até por abóbora seca).
Modo de Preparo:
  1. Aqueça uma panela e adicione o azeite de oliva, logo após acrescente o alho,
    a cebola.Refogue bem.
  2. Depois acrescente os peixes, e refogue mais um pouco. Salgue a gosto.
  3. À parte, bata no liquidificador a pimenta de cheiro, os pimentões e tomates com casca(coloque um pouco de água para facilitar). Passe em uma peneira e reserve.
  4. Depois acrescente o caldo que bateu no liquidificador, complete com água e deixe ferver.
  5. Acrescente a macaxeira cozida cortada em cubos(sem os fiapos) e cozinhe mais meia hora. Usei a última água de dessalgue do bacalhau para cozinhar o aipim. Ficou ótimo!
  6. Acerte o sal e temperos e finalize com cheiro verde picado.
Nota: a quantidade e tipo de pimenta vai variar de acordo com seu gosto. Se não gostar, coloque menos. lembrando que é sempre melhor pimenta e sal de menos do que de mais, pois depois quem gostar mais salgado ou mais pimentado, pode adicionar no seu próprio prato.

Sirva o Caldo de Peixe acompanhado de farinha de mandioca, pães e arroz branco.

Essa receita serve tranquilamente 6 pessoas.

Vinho: Um Pinot-noir, shiraz ou cabernet-sauvignon.
 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Brazilian Xmas Cake(Bolo de Natal Brasileiro)

Como tudo começou: Minha filha Carol AMA coco e milho...Não sei a quem puxou! rsrsrs Há dias que prometi fazer algum bolo com esses ingredientes e, como estamos em época de Natal, juntei a amor que sinto por ela e pelo Natal e fiz essa receita.
Ela é uma fusão de receitas que tenho anotadas em cadernos antigos, já amarelados pelo tempo. Minha avó fazia um pudim de milho com coco e um bolo cremoso de coco que eram dos deuses, nunca esqueço! Juntei e adaptei as duas receitas da Vó Hercília e rezei pra dar certo! Batizei de Brazilian Xmas Cake, mas poderia ser também Bolo de Natal da Vovó.  Ela, lá do céu das cozinheiras e vovós mais amadas do mundo, deve ter me dado uma mãozinha porque ficou uma delícia!!! Será que do céu sentem cheiro? Tomara que sim!
Obrigada, vó eternamente amada! E feliz Natal!

Compartilho aqui a receita com vocês, queridos!

Ingredientes:
5 ovos
1 lata de leite condensado
1/2 lata de leite
1/2 lata de leite de coco
1 lata de milho escorrido
1 colher de fubá
3 colheres(sopa) bem cheias de trigo
1 colher(sopa) bem cheia de manteiga
2 colheres(sopa) de fermento químico em pó(de bolo)
essência de baunilha ou coco a gosto
50 g de coco ralado
* a medida "lata" é a de leite condensado de 395g.

Modo de Preparo: No liquidificador, bata tudo, deixando o coco para o final.
Despeje em forma untada e enfarinhada. Leve ao forno pré aquecido em temperatura média por mais ou menos 40 minutos(até dourar),
Retire do forno, deixe esfriar, desenforme e decore com açúcar cristal. O toque de Natal fica pelas flores ou outros enfeites que remetam à data que você tenha em casa.

Não aguentei e provei ainda morninho...Hummm, fica molhadinho....Tão bom!!!
Vale experimentar. ;)
Beijinhos natalinos e brasileiros, sabor coco e milho,
Cozinha da Janita.
 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Bolinho de Tutu de Feijão

Não é de hoje que o povo aqui de casa ama uma comidinha de boteco...Inspirada nessas delícias e sempre antenada em receitas que reaproveitem sobras, fiz esse Bolinho de Tutu de Feijão, baseado na receita do Aconchego Carioca, no Rio, que ficou simplesmente divino!

Segue a receitinha, com minhas adaptações, para vocês que quiserem fazer.
 
Ingredientes:
1 litro de feijoada batida no liquidificador(com as carnes e tudo, menos os ossos)
1 ovo inteiro
300 g da farinha de mandioca
1 colher(sopa) de polvilho azedo
3 dentes de alho bem picadinhos
250 g bacon em cubinhos pequenos
Farinha para empanar(gosto de usar a farinha de arroz ou de milho)
Óleo/Aeite para fritar

Modo de Preparo:

Em um liquidificador, bater o feijão cozido com o caldo e as carnes.Em uma panela grande com um pouquinho de azeite, dourar o alho e o bacon. Acrescentar o feijão batido e aquecer. Verificar o sal e a pimenta.
Acrescentar aos poucos a farinha de mandioca sem parar de mexer até engrossar e soltar do fundo da panela. No meio desse processo, adicione também o ovo. Adicione o polvilho. Mexa até ficar homogêneo.
Retirar do fogo e deixar esfriar ou pouco.
Fazer bolinhos e passar na farinha para empanar. Em seguida, fritar em óleo quente até dourarem por completo.

Em uma travessa colocar os bolinhos acompanhados de gomos de laranja, servir.

Dicas da Janita: esse bolinho também fica maravilhoso se recheado. Já fiz com couve mineira refogada, com carne seca desfiada e com pedaços de linguiça. A escolha é sua. ;)
O segredo mesmo desse bolinho é usar uma boa feijoada, bem temperada! Uma boa dica é, e achar que está insosso, coloque um cubinho de caldo de feijão na hora de aquecer o feijão batido.

O bacana dessa receita é que você pode aproveitar a sobra da feijoada para os bolinhos e outras coisinhas que tiver na geladeira para inventar o recheio. ;)

Harmonização: não tem jeito, o que vai bem aqui é uma caipirinha bem brasileira mesmo! ;


Origem do Tutu
 
O tutu de feijão, ou simplesmente tutu, é uma iguaria de feijão cozido e refogado, que é novamente refogado com pedaços de bacon frito, cebola e alho, e misturado com farinha de mandioca. Decorado com ovos cozidos, linguiça, torresmo e o famoso cheiro verde.
O feijão poderá ser passado no liquidificador antes de ser refogado, e então ficará com a consistência do angu de fubá. É normalmente associado à culinária típica de Minas Gerais e cidades interioranas do Estado do Rio de Janeiro, principalmente quando é feito com feijão preto.
Mas é encontrado no estado de São Paulo, onde também é conhecido como Virado Paulista e é feito com feijão mulatinho ou também com o feijão carioca.
A origem é a mesma, a comida era preparada pelos bandeirantes, ou tropeiros, nos tempos das incursões ao interior do país e do ciclo do ouro, no caso de Minas.

O Tutu na História do Brasil...Você sabia?
 
O tutu de feijão integrou o menu do último almoço de dom Pedro I antes de proclamar a nossa independência política, por volta das 4 horas da tarde o dia 7 de setembro de 1822.

Momentinho Cult

O poema Catar Feijão faz parte do livro "A educação pela pedra", de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.  Nele revela sua concepção do ato criador. Tem como objeto a construção do poema, toma como referência um ato do cotidiano em que também o escolher, o combinar são necessários.

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.

terça-feira, 13 de março de 2012

Tilápia Assada com Mousseline da Batata Baroa e Salsa de Limão Siciliano

Hoje a receita é com Tilápia. E explico o motivo: uma amiga adorada, a Maria Júlia, pediu-me hoje cedo uma receita leve, que levasse esse peixe e que não fosse feita na frigideira, com óleo, como é de costume pela maioria. Pois bem, a Tilápia é um peixe super versátil e há inúmeras maneiras de prepará-lo para deixar o prato mais light e até elegante.
Então resolvi postar aqui a mesma receita que passei a ela, super fácil e gostosa.
Espero que gostem.
Ingredientes:
400g de Filé de Tilápia
1 pç de alho poró fatiado
1 cebola picada
1 dente de alho picado
100 ml de azeite de oliva
350g de batata baroa
100g de manteiga
1 limão siciliano
2 tomates em cubos
½ maço de salsinha picada
30g de uvas-passas pretas
30g de castanha de caju
2 litros de caldo de peixe

Modo de Preparo:

Corte a batata baroa em cubos e cozinhe no caldo de peixe. Depois triture no mixer.
Refogue o alho com uma colher de manteiga, acrescente a baroa e misture à mousseline.

Tempere o peixe com sal, pimenta, umas gotinhas de limão e azeite.
Em um tabuleiro, coloque a cebola picada, o alho poró fatiado em mrodelas e o peixe já temperado.
Tampe o tabuleiro com papel alumínio e leve ao forno à temperatura de 180° C por 15 min.
Prepare a salsa de limão utilizando azeite, raspas de limão (passas pretas e castanha de caju que são opcionais) e salsinha picada.
Sirva o peixe com a mousseline de baroa bem quente e a salsa de limão.



Dicas da Janita: O mesmo prato pode ser feito com batata inglesa, batata doce, inhame, cará ou aipim no lugar da batata baroa. A castanha de caju pode ser substituída por castanha-do-pará, amêndoa, amendoim e até gergelim torrado. A uva-passa é opcional, há pessoas que não gostam. 


Harmonização: Um branco da uva chardonnay ou sauvignon blanc.


Mais sobre a versátil Tilápia
 


A tilápia apropriada para consumo é aquela criada em cativeiro, onde recebe ração, é abatida com peso em torno de 800 gramas --que rende dois filés de cerca de 120 gramas-- e cortada de forma a eliminar todos os espinhos.
Com carne branca e de sabor suave, que pode ser utilizada para assar, grelhar ou cozinhar, trata-se do peixe cujo consumo mais cresce no mundo, principalmente nos Estados Unidos. 

A rusticidade é outro fator que contribui para sua disseminação, já que barateia os custos de produção. "E ainda tem o baixo teor de gordura, a presença de ômega 6 --um ácido graxo importante-- e um bom valor protéico."
De origem africana, as primeiras espécies de tilápia foram introduzidas no Brasil no início da década de 1950, época em que a piscicultura de subsistência retardou o avanço da produção. A partir do final dos anos 1960, o quadro começou a mudar com a introdução da tilápia nilótica, mais fácil de criar. A AB-Tilápia estima que em 2005 a produção nacional tenha sido de 130 mil toneladas, com destaque para os Estados do Ceará, Bahia, São Paulo e Paraná.
Em supermercados e restaurantes, é mais fácil encontrar o peixe com o nome de "saint peter" ou "saint pierre". "Este nome é padrão exportação, usado para diferenciar da tilápia pescada em açude.

Curiosidades sobre a TILÁPIA...Você sabia?

A tilápia-do-nilo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

A tilápia é um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.

É um peixe adaptável à água salgada.

Em algumas regiões o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde crescera ate um tamanho que estara pronto para o consumo (12–15 cm) quando o arroz também estará pronto para a colheita.


E pra finalizar, fica a dica de um sábio:


"Deixe o alimento ser teu remédio e o remédio ser teu alimento" (Hipócrates)

Coma peixe e viva mais! ;)


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