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terça-feira, 2 de março de 2010

Oeufs en Cocotte


O nome é complicado mas é fácil, fácil de fazer. E o melhor é que não suja sequer uma panela! O único probleminha da receita original é que leva uns 20 minutos para assar. Mas na época em que foi criada não havia microondas.

Resolvemos testar os saborosos 
oeufs en cocotte, ou ovos na tigelinha, das mais variadas maneiras. Descobrimos que, para cozinhar dois ovos, 3 minutos no microondas são suficientes. Mas nem só de ovos é feita a cocotte. E essa é a beleza da preparação.

Digamos que você tenha na geladeira umas fatias de peito de peru e um tomate. Neste caso, rasgue as fatias, pique o tomate e coloque tudo numa tigelinha refratária, que vá ao microondas. Aí, quebre dois ovos sobre os ingredientes na tigelinha, sem misturar. Você já deve ter ouvido falar que a gema explode no microondas. Nós ficamos com preguiça de fazer o teste. Vai que é verdade... Não é só na cozinha para um que limpar é a parte mais chata. Por isso, decidimos furar as gemas com um garfo. Pronto, nada de pirotecnia culinária. Depois, coloque 2 colheres (sopa) de creme de leite sobre os ovos. Nós testamos com creme de leite fresco, de caixinha, de lata. Todos funcionam. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Na minha opinião, este último ingrediente é o segredinho do sabor especial da cocotte.

Dificilmente um solteiro que ainda não fritou um ovo vai ter noz-moscada em casa. Mas qualquer supermercado vende. Fuja da versão em pó. Aliás, especiarias em geral, como pimenta-do-reino, canela, todas elas perdem o aroma e o sabor mais rápido quando compradas em pó. Por isso, dê preferência à noz-moscada inteira (é do tamanho de uma bolinha de gude) e rale na hora. (Você pode usar o ralador de queijo.)

Noz-moscada vai bem com tudo que leva creme de leite. E também é o segredo para um purê de batatas incrivelmente saboroso. Mas isso fica para outra hora. Agora vamos nos concentrar nas cocotinhas, apelido carinhoso que demos à receita aqui no Panelinha.

As combinações de ingredientes são infinitas, mas escolhemos três versões para este post. A primeira, e minha favorita, é feita com cogumelo-de-paris (aquele branco, fresco, que pode ser comido cru na salada), um pouco de limão, somente o suco, e queijo parmesão ralado. Vai tudo para a tigelinha. Depois é a vez dos ovos. Dois são suficientes para alimentar uma pessoa. Creme de leite, sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Três minutos no microondas e pronto. Com um pedaço de pão ou torradinhas, uma taça de vinho, está pronta um refeição mais que perfeita. A cozinha fica limpa, não sobra comida e o corpo e a alma são igualmente alimentados. 

Com cogumelos, com aspargos e presunto cru, e também com tomate, ricota e manjericão, leve e perfumada, tanto faz, invente a sua. Que fique claro: elas podem ser feitas com os ingredientes que você tiver na geladeira. 

O importante é aprender o conceito: recheio, ovos, creme de leite e 3 minutos no microondas. A receita você cria. 

Uma última informação: digamos que você tenha chegado do trabalho, queira preparar a receita, mas só vá jantar depois de um bom banho. Neste caso, o método tradicional de cozimento será o ideal. Coloque a tigelinha com os ingredientes numa assadeira, regue um pouco de água fervente na assadeira e leve ao forno para assar em banho-maria por 20 minutos, tempo suficiente para o seu banho também! 


Aqui a receita de 

COCOTTE DE COGUMELOS-PARIS, LIMÃO E PARMESÃO

Ingredientes

3 cogumelos-de-paris
1/2 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado
2 ovos
2 colheres (sopa) de creme de leite
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 pitada de noz-moscada 

Modo de Preparo

1. Esta receita pode ser feita de duas maneiras: no microondas ou no forno convencional. Para quem quer preparar a cocotte, tomar um banho em 20 minutos e depois jantar relaxado, a melhor opção é usar o forno convencional. Neste caso, preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Se a fome for maior que a necessidade de um banho, no microondas a cocotte fica pronta em apenas 3 minutos.

2. Bom, para a turma do banho, também será necessário fazer um banho-maria para assar a cocotte. Isso significa que ela vai ao forno dentro de uma assadeira com um pouco de água fervente. Por isso, encha uma panelinha com água e, quando ferver, despeje na assadeira já dentro do forno (assim você não corre o risco de se queimar derramando a água ao levar a assadeira ao forno). A água não deve preencher mais da metade da assadeira.

3. Com uma faca, corte os cogumelos em fatias.

4. Num ramequim (ou qualquer tigelinha refratária individual), coloque as fatias de cogumelo, o suco de limão e o parmesão. Lembre-se de que o parmesão já é salgado. Por isso, achamos desnecessário temperar com sal os cogumelos. Mas, se quiser, um pouquinho de pimenta-do-reino vai bem.

5. Quebre os ovos sobre a camada de cogumelos. Fure as gemas com um garfo, caso vá assar a cocotte no microondas. (Há uma lenda sobre a gema que explode no microondas. Nós não testamos. Ficamos com preguiça de, caso fosse verdade, ter de limpar o microondas.) Coloque o creme de leite sobre os ovos, tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e rale um pouquinho de noz-moscada. Não precisa misturar.

6. Coloque a tigelinha dentro da assadeira com água no forno e deixe assar por 20 minutos, caso goste da gema mole. Se quiser ela mais firme, deixe por mais 10 minutos. Para assar no microondas, 3 minutos deixam a gema bem firme. Se quiser ela mais molinha, 2 minutos são suficientes.

Fonte: Site Panelinha

Satay de Frango


Ingredientes
Marinada:
- 1  kg de peito de frango em tiras largas
- 1 colher de sopa de semente de coentro moída
- 1 colher de chá de açafrão da terra em pó
- 1 colheres de chá de pimenta do reino moída na hora
- 1 colheres de chá de cominho em pó
- 1 colheres de sopa de açúcar
- 1/2 colher de sopa de açúcar mascavo
- 3 alhos esmagados
- 1 colher de sopa de molho de peixe (nam pla)
- ¼ de xícara de shoyu
- ¼ de xícara de suco de limão
- ¼ de xícara de óleo vegetal


Junte todos os ingredientes e deixe marinando da noite para o dia.


Molho:
- 200g de amendoim
- 250 ml de leite de coco
- 2 colheres de sopa de curry
- 4 colheres de sopa de molho de peixe (nam pla) ou shoyu
- 1/4 xícara de suco de limão


Moa os amendoins no liquidificador ou processador e reserve. Aqueça metade do leite do coco e deixe ferver, em fogo alto, com o curry por 10 minutos. Abaixe o fogo, acrescente o amendoim e o restante do leite de coco e mexa bem. Ao ferver, adicione os outros ingredientes e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos, até que o óleo suba à superfície e o molho tenha engrossado um pouco. Retire do fogo e deixe esfriar, para mexer até homogeneizar antes de servir.


Para servir:
Coloque as tirinhas de frango em ziguezague nos espetos, frite numa frigideira, ou cozinhe ao forno ou na churrasqueira. 
Sirva com o molho aquecido, como aperitivo ou como prato principal acompanhado de arroz branco.


ps: se não tiver algum ingrediente para a marinada, não se preocupe, faça a sua versão e siga em frente.


Satay é um prato malaio ou indonésio, que consta de carne temperada e grelhada em espetos de madeira e servida normalmente com molho de amendoim.
Alguns alegam que o satay foi inventado pelos imigrantes procedentes da China. Para dizer isto argumentam que a palavra satay significa no dialecto de Xiamen "três vezes empilhado".

Outra explicação alega que a palavra satay em idioma malayo tem um significado antigo que faz referência a um verbo aplicável à elaboração de certos pratos da cozinha malaya que evidentemente teve fortes inluências da cozinha chinesa. Não obstante o satay encontra-se em MalaisiaSingapuraIndonésiaTailândia e nas Filipinas, todos estes países têm populações de origem chinesa.
Por outra parte, é muito possível que fosse inventado pelos vendedores de rua tanto da Malásia como da ilha de Java influenciados talvez pelos árabes - kebab. A explicação desta origem fica argumentada com o fato de que só em começos do século XIX tornou-se popular este prato, coincidindo com a chegada de uma maior quantidade de imigrantes do oriente médio à região.


Parmentier de Cordeiro com Alho Confit


Ingredientes:
1 paleta de cordeiro de 1,5kg
1 cebola
1 cenoura
1 alho porro
200ml de vinho tinto seco
1 bouquet garni
2 kg de batata inglesa
200gr de manteiga
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
100ml de leite
Sal e pimenta do reino a gosto
200gr de sal grosso
12 dentes de alho

Modo de Preparo:
Corte o cordeiro em pedaços grandes e refogar com azeite de oliva. 
Em seguida, refogue a cebola, cenoura e alho porro picados. 
Cubra com o vinho e os temperos. 
Deixe cozinhar até a carne se desfazer dos ossos, completando com água.
Desfie o cordeiro e peneire o molho.
Acrescente metade da manteiga ao molho e deixe reduzir.
Faça um purê de batatas com o leite e a outra metade da manteiga.
Coloque a carne em uma assadeira com o sal grosso e os dentes de alho 
por cima e leve ao forno até cozinhar o alho.
Em um aro de 10 cm, monte o parmentier alternando camadas de purê 
e do cordeiro desfiado (começando com o purê).
Para servir, retire do aro, regue com o molho e decore com o alho confit.


Por que Parmentier?
A batata já era cultivada de 4.000 a 7.000 anos nos Andes, entre a Bolívia e o Peru, 
e chegou na Europa no século 16. 
Apesar da facilidade de cultivo, a batata não teve boa recepção por parte da população.
No começo, era somente oferecida aos porcos, como ração. 
O legume só ganhou espaço na mesa quando, em 1787, 
o renomado farmacêutico e agrônomo francês 
Antoine Parmentier ofereceu um jantar à base 
de batata para as personalidades da época.

Desde então a batata ganhou o paladar dos europeus, 
não só pelo seu sabor mas também por suas qualidades nutritivas 
e por se adaptar facilmente a qualquer tipo de solo.
Como uma homenagem, alguns pratos com base de batatas chamam-se Parmentier!

Harmonização

O vinho indicado para acompanhar este prato é um tinto jovem, frutado, com álcool e acidez presentes. Um malbec ou Cabernet Sauvignon tornam-se a opção ideal.

Petit Gâteau de Chocolate


Ingredientes:

1 1/3 xícara (chá) de manteiga
300 g de chocolate meio amargo
2/3 xícara (chá) de farinha de trigo
5 gemas
5 ovos
1 xícara (chá) de açúcar
12 bolas de sorvete de creme
12 folhas de hortelã 


Modo de Preparo:

1. Numa tigela, coloque o chocolate e a manteiga. Encaixe a tigela numa panela com um pouco de água, não deixe a água encostar na tigela. Leve ao fogo médio e derreta em banho-maria.

2. Em outra tigela, misture bem os ovos, as gemas e o açúcar. Acrescente a manteiga e o chocolate derretidos. Junte a farinha de trigo peneirada e misture. Deixe repousar 15 minutos.

3. Unte 12 forminhas de bolo individuais, de preferência antiaderentes, com manteiga e polvilhe com farinha.

4. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).

5. Preencha as forminhas com a massa e leve ao forno por 5 minutos.

6. Num pratinho, desenforme o bolinho, coloque 1 bola de sorvete de creme, decore com a hortelã e sirva imediatamente.


Origem do Petit Gâteau

Petit gâteau (pronuncia-se petí gatô) é um pequeno bolo de chocolate com casca crocante e recheio cremoso. Foi criado por acidente nos Estados Unidos da América, quando um aprendiz de chefe de cozinha aqueceu demais um forno. Mesmo com o erro, os clientes adoraram a receita e assim popularizou-se nos restaurantes de Nova Iorque na década de 1990 e chegou ao Brasil em 1996. Atualmente possui variações de recheio e ingredientes que não se limitam mais somente ao chocolate e podem ser de doce de leitegoiabatangerina, outras frutas ou bebidas alcoólicas.
Normalmente é servido com uma bola de sorvete de creme e cobertura de chocolate, porém variações podem ser uma surpresa muito agradável.
A denominação "petit gâteau" é claramente fabricada e provavelmente de origem norte-americana, dado que em francês significa de modo genérico qualquer "pequeno bolo" e portanto não faria sentido aplicar a um doce específico. Ela é absolutamente desconhecida na França, até porque gâteau também tem a conotação de biscoito. Entretanto a composição do bolo pode remeter a uma origem francesa já que lembra os populares tarte au chocolat e, principalmente, o fondant ou moelleux de chocolat.
Dica
A temperatura do forno deve ser a mais alta possível, e sempre pré-aquecido. Por exemplo, se a temperatura do forno caseiro atingir 370°C, assar os bolinhos por cinco minutos. Se a temperatura estiver em grau mais baixo, como 250°C, aumentar o tempo de forno para sete minutos. Os bolinhos estarão no ponto certo quando as bordas estiverem assadas e o centro apresentar textura mole ao ser pressionado com o dedo.

Batatas ao Murro


Ingredientes

4 batatas grandes
2 l de água
4 colheres (sopa) de sal grosso
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
alecrim a gosto
papel-alumínio 

Modo de Preparo

1. Sem descascar as batatas, lave-as bem sob água corrente.

2. Numa panela grande, coloque as batatas com a casca e 2 litros de água. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar por 45 minutos. Transfira as batatas escorridas para um pano de prato limpo.

3. Quando esfriar, dê um murro em cada batata. Elas devem ficar ligeiramente achatadas e abertas.

4. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).

5. No fundo de uma travessa refratária, espalhe metade do sal grosso e disponha as batatas. Salpique o restante do sal, regue com o azeite e polvilhe com o alecrim. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido para assar por 15 minutos. Sirva quente com carnes, aves e especialmente com peixes.

Coq au vin Clássico

Ingredientes:
1 cebola
1 cenoura
½ alho-poró; 
1 ramo de tomilho; 
2 folhas de louro; 
10 unidades de pimenta negra; 
1 garrafa de vinho Bourgogne ou Malbec; 
1 galo ou frango de 1,5 kg; 
100g de bacon; 
Salsinha picada a gosto. 

Para a guarnição: 

200g de champignon paris; 
100g de cebola baby; 
500g de batata; 
30g de farinha de trigo; 
30g de manteiga mole

Modo de Preparo:
Corte o frango em 8 pedaços e junte a cebola em cubos, a cenoura, 
o alho-poró, o louro e o tomilho. Adicione pimenta em grão e 
vinho tinto e deixe marinar até o dia seguinte. 
Refogue na frigideira os pedaços de frango, deixando-os levemente 
dourados. Adicione o bacon e os legumes da marinada ao vinho tinto. 
Deixe cozinhar por 1h (o galo) ou 30 minutos (o frango). 
Retire os pedaços da panela e passe o caldo de cozimento na peneira. 
Engrosse com a farinha e a manteiga mole e junte novamente ao frango. 
Cozinhe as batatas em uma panela com água, ponha a cenoura e cebola 
para guarnição. 
Refogue o champignon na frigideira. 
Junte a guarnição em cima do preparo e adicione salsinha picada.

A escolha do vinho para harmonizar com o Coq au vin:

"O "Galo ao Vinho", podendo a bebida escolhida para a preparação ser 
branca, embora normalmente a cor escolhida seja a tinta, é um prato 
rústico que pode ir do ordinário ao excepcional, dependendo da escolha 
dos ingredientes. 
Quando o vinho é branco, podemos escoltar o prato com o mesmo
vinho empregado: "Coq au Riesling" com um alsaciano ou "Coq au Chardonnay"
 com uma garrafa dessa variedade não vulgarizada pelo excesso de carvalho. 
O "Coq au Vin" de manual é aquele elaborado com uma garrafa de um 
Borgonha tinto genérico, e por mais gorda que esteja a carteira para evaporar 
um "Chambertin Grand Cru", não se precisa de tanto empenho para alcançar 
excelência do sabor. Neste caso, acho que os Pinots fazem bonito,
e assim deverá ser com o Gevrey Chambertin e com o Pinot Noir do frio 
e úmido Oregon, estado americano que produz vinhos relativamente 
semelhantes em estilo aos da Borgonha. 
O Rioja Reserva, pela sua maturidade e pelo estilo de elegância em 
detrimento de potência do produtor Luis Cañas, deverá também brilhar, 
uma vez que esse estufado de galo não deixa de ser um prato muito wine-friendly
com untuosidade dada pelo toucinho e pelo longo cozimento que traz a gordura 
da carne para o molho, rico também em impressões terrosas do tomilho e do louro".
Guilherme Corrêa (recém sagrado campeão brasileiro de Sommeliers)










  • Coq au vin é um prato típico da culinária francesa, feito à base de carne de galo (opcionalmente frango) e vinho. O tipo de vinho varia de região para região e pode ser tinto, branco e até mesmo champagne.


    Diz a lenda que o coq au vin (galo no vinho) é uma velha receita da Auvergne, antiga província francesa da época do império romano. Sua origem remonta a Júlio César, que conquistou a Auvergne entre os anos 58 e 51 a.C, durante a campanha da Gália.
    Conta a história que uma tribo gaulesa estava sitiada pelo exército de César e seu chefe, para debochar, a ele mandou um galo magro, combativo e agressivo como testemunho da determinação dos gauleses. Alguns dias depois, durante uma trégua, o general convidou o chefe da tribo gaulesa para uma refeição em que lhe foi servida uma deliciosa ave banhada de um untuoso molho vermelho. Tendo se deliciado, o gaulês perguntou a César que iguaria era aquela. Ele lhe respondeu que se tratava do seu galo, marinado no vinho e cozido lentamente!
    Mas foi a Borgonha, terra de comidas deliciosas e vinhos magníficos, que consagrou o coq au vin como uma de suas mais caras especialidades regionais.
    As enciclopédias culinárias falam pouco do coq au vin, mas sua popularidade internacional é grande. O escritor belga Georges Simenon (1903-89) colaborou bastante para difundi-lo. Ele inclui o prato nas especialidades que a Sra. Maigret fazia para o marido, protagonista de seus romances policiais.
    O que mais impressiona neste prato são o aroma e o sabor maravilhoso. Já foi preparado com galo velho, que não servia mais como reprodutor e cuja carne só amaciava após demorado cozimento; hoje em dia, usa-se mais frequentemente frango caipira ou galinha.

Croque Monsieur


Ingredientes:


• 4 fatias de brioche (ou pão de fôrma comum)
• 2 ovos
• 1 copo de creme de leite fresco
• Queijo ralado tipo gruyère ou emmental
• 2 fatias de presunto cozido
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo:
• Misture os ovos e o creme de leite, até formar um creme;
• Adicione 1 pitada de sal e pimenta-do-reino;
• Com uma concha, espalhe o creme sobre as fatias de pão, para que o miolo absorva o líquido;
• Espalhe uma porção generosa de queijo ralado sobre 2 fatias;
• Coloque 1 fatia de presunto, cobrindo toda a superfície do pão;
• Feche o sanduíche e despeje o restante do creme, cobrindo tudo com mais uma porção de queijo ralado;
• Leve ao forno pré-aquecido a 250ºC;
• Retire quando estiver gratinado por cima e levemente tostado por baixo.

Dicas:
Para dar um toque diferenciado ao croque, você pode trocar o presunto cozido por presunto tipo parma.
Para acompanhar o croque, sirva uma salada de folhas verdes, regada com um bom vinagre, azeite e um pouco de sal e pimenta-do-reino.

Sobre o prato:
O Croque-Monsieur é o mais famoso sanduíche francês. Segundo a Enciclopédia Larousse Gastronomique, o primeiro Croque-Monsieur foi servido no verão de 1910, num bar inglês chamado Le Trou dans le Mur, que ficava no Boulevard des Capucines, em Paris. De inspiração anglo-saxônica, o Croque-Monsieur é uma adaptação (melhorada) do Welsh Rarebit inglês, e a principal diferença é o acréscimo do presunto na receita francesa.
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