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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dez dicas para sobreviver em um restaurante francês


Costumes são diferentes nos diferentes lugares do mundo e em qualquer um deles, se quiser ser bem atendido e não se meter em situações desagradáveis, é bom pesquisar e estudar um pouquinho antes de viajar. Não custa nada e fontes não faltam, não é?
Por isso divido neste post 10 dicas do Sonoma que são mega úteis para quando você for a um restaurante francês. Vale anotar. ;)
Se você pensa que fazer biquinho é o maior obstáculo que te separa dos franceses, está muito enganado. Há muito mais diferenças (e até certas esquisitices) em um restaurante francês do que imaginamos.
Água de garrafa ou da torneira? O pão é grátis? É aconselhável se arriscar na carne mal passada? Por que raios tem queijo no cardápio de sobremesa? Saiba tudo o que você precisa para aproveitar o máximo da terra natal da gastronomia.

1. “Restaurant”, “cafe”, “bistrô”, brasserie”...Na busca por um restaurante em Paris ou qualquer outra cidade francesa, talvez encontrar um restaurante seja a coisa mais difícil. Não pela falta de estabelecimentos pelas ruas (tem um monte!), mas porque eles perdem em número para as outras categorias. 
“Cafes” são, sem dúvidas, a maioria – podem se tratar de um café, mas na maioria das vezes são o equivalente aos nossos barzinhos; As “brasseries” são versões mais descontraídas (e menos elegantes) de restaurantes, com pratos mais simples, bebidas variadas, doces e cafés; Já os “bistros” são aqueles pequenos e aconchegantes restaurantes de toalha quadriculada que aparecem nos filmes. Baratos e despretensiosos, são os melhores lugares para conhecer os pratos tradicionais da França.

2. Fale francêsVocê pode saber inglês, espanhol, russo ou croata, mas nada disso vai te ajudar na França. Para lidar com um francês, só entendendo francês. Lembro-me de ter decorado a frase “não sei falar francês”, e mesmo assim os garçons concordavam com a cabeça e seguiam com sentenças complexas e biquinhos. Caso tenha sorte e encontre alguém que resolva falar em inglês, logo vai notar que não adianta muita coisa (o inglês deles é incrivelmente complicado de compreender).

Acredite em mim quando digo que não é difícil aprender o básico da língua francesa. Por termos a mesma origem latina, basta um pouco de vontade para se dar bem falando francês. Em último caso, um dicionário sempre vai bem!

3. O pão e a água de cada diaAcho que uma das coisas que mais surpreendem os brasileiros na França é ter pão e água de cortesia. Isso mesmo, de graça! Nem é preciso pedir, logo ao sentar à mesa surgirá uma jarra de água e um cesto de pães em sua frente. A água é de torneira, e não há problemas bebê-la na Europa, pois é filtrada (claro que quem preferir pode pedir água mineral, de garrafa, e pagar o preço). Já os pães vêm da velha tradição francesa - quem nunca viu a figura de um francês com uma baguete debaixo do braço?

4. “Menu du jour”Se fosse para escolher apenas uma dica para se dar bem em um restaurante francês, seria esta: escolha o “menu do dia”. Mais ou menos 99% dos restaurantes franceses oferecem em seu cardápio o menu do dia (“menu du jour”) ou o prato do dia (“plat du jour”). São opções muito mais baratas que o normal, e geralmente englobam os pratos mais típicos do estabelecimento. É uma boa maneira de conhecer restaurantes chiques e famosos sem pesar no bolso.

5. Tenha medo do mal passadoSe há um lugar que leva a sério o termo “mal passado” é a França. Sua carne ao ponto equivale à nossa mal passada, e é muito raro um prato ser servido assim por lá. Pedir algo mal passado é mais do que comum – trata-se da carne bem avermelhada, com o interior praticamente cru (não é à toa que há tantos pratos de carne crua na França, como o steak tartare).
O ponto favorito dos franceses é o que chamam de “bleu”. Em francês, significa “azul” e se refere a uma carne tão rosada que chega a ser violeta (às vezes com uma casquinha tostada por fora). Os mais fortes apostam na “saignant”, carne intensamente sangrenta.

6. Aposte nos pratos típicosOs pratos mais típicos da França não são os mais caros. Pelo contrário, são simples e estão presentes em qualquer restaurante. Entre as principais entradas estão o croque monsieur (espécie de misto-quente gratinado), a torta quiche, os viscosos, mas gostosos, escargots (são os caracóis, lembram muito lulas, só que vêm acompanhados de um molho de ervas), o foie gras (fígado de ganso), o steak tartare (cubos de carne crus, maturados, com uma textura similar à do quibe cru) e a sopa de cebola com queijo (com certeza a sopa mais encorpada do ocidente).
Para o prato principal, se destacam o boeuf bourguignon (um tipo de picadinho com carnes ao vinho em um cozimento extremamente lento e uma maciez incrível), o coq au vin (aves, principalmente galo, ao vinho), o pato confitado em ervas, os mariscos com batata frita (“moules et frites), o entrecôte (corte similar ao contrafilé) e os peixes com crosta.
Para fechar com chave de ouro, as melhores opções são o crème brûlée (um creme de baunilha com a superfície caramelizada), a tarte tatin (torta invertida de maçã), a île flottante (merengue com amêndoas, creme anglaise e, às vezes, sorvete) e a incomparável mousse de chocolate.

7. Queijo é doce?Jean Anthelme Brillat-Savarin, o “pai dos gastrônomos”, já dizia: “uma sobremesa sem queijo é como uma mulher bonita, porém vesga”. Para os franceses, queijo e sobremesa têm tudo a ver. Nada melhor para encerrar uma refeição do que algum dos mais de 400 tipos diferentes de queijos franceses. Aposte nos queijos da região em que estiver comendo - raramente eles estarão no cardápio, mas pode pedir sem medo, certamente os garçons abrirão um sorriso.

8. Vinho é sempre bem-vindoFrancês já nasce bebendo vinho. É quase impossível uma refeição francesa na ausência de uma taça (seja em casa, no restaurante ou em um piquenique). O melhor de tudo é que com menos de cinco euros, é possível beber vinhos de altíssima qualidade (nada como não depender das ludibriantes taxas de importação).

O vinho da casa (“vin-maison”) é sempre a opção mais barata, mas não quer dizer que é ruim. Quer dizer que o vinho vem de regiões próximas (em um restaurante de Bordeaux, por exemplo, o vinho da casa será um belo Bordeaux). Em quase todo o país, uma opção leve e barata são os jovens e frutados Beaujolais, que agradam a qualquer um por apenas três euros (aqui, os bons custam a partir de R$ 60). Ah, e é bastante comum que os vinhos cheguem em jarras.
Não me lembro de ter visto muitas cervejas nos restaurantes franceses, muito menos opções de sucos. Os refrigerantes existem, mas não se ofenda se acharem estranho (o refrigerante de cola é a marca oficial dos turistas de primeira viagem).

9. “Mort pour la France”Quando resta apenas uma unidade da porção no prato, ou só um gole do vinho na garrafa, dissemos no Brasil que quem “matar” não irá casar. Na França, ficar com a última parte é questão de sorte. A tradição, principalmente nas cidades menores e rurais, é que o direito da última bocada é dada ao primeiro que declamar “mort pour la France” (significa “morto pela França”, termo utilizado em homenagem aos heróis de guerra).

10. O mal falado serviçoMuitos adoram falar da arrogância francesa e do serviço ruim prestado nos restaurantes. É verdade que eles não gostam de gente que “enrola” à mesa ou acompanhantes que não consumam (tente juntar duas mesas e passará por um grande estresse), mas o serviço não é tão ruim assim.
Existem restaurantes e restaurantes, como em qualquer lugar do mundo, mas não é porque os garçons não param para conversar sobre a vida que seu serviço é ruim. Nos restaurantes franceses, por exemplo, você pode sempre confiar na opinião de um funcionário, e eles sempre darão sugestões a quem pedir, o que é muito bom (e raramente acontece no Brasil).
Claro que existem coisas que irritam o nacionalismo francês de qualquer garçom: pessoas falando em outras línguas, turistas que chegam sem ao menos ter se informado sobre os pratos do país, entre outras pequenas coisas. Colabore com eles, e eles colaborarão com você.

Em todo caso, a maioria dos restaurantes não cobra taxa de serviço. Fica a seu critério pagá-los por isso ou não. E já que muitos franceses não pagam, não será constrangedor evitar a gorjeta.

P.S: “L'addition, s’il vous plaît” é como terminam nossas relações com um garçom francês – significa nada mais que “a conta, por favor”.
Fonte: Sonoma.

Curiosidade - Origem da palavra "Bistrô"
O nome - a palavra “bistrô” vem da pronúncia da palavra francesa “bistrot”, que teve origem na Segunda Guerra Mundial, quando a Rússia invadiu a França. Os russos costumavam gritar “bystro, bystro!” que significava “rápido!”. Por isso, os franceses colocaram o nome de “bistrot” em pequenos restaurantes de bairro, que servem comidas mais rápidas.
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Instagourmet agora e sempre

Bom gente, como a moda agora é "instatudo" e amo fotografia, tenho que adequar a nossa cozinha. Compartilharei com carinho aqui as fotos mais bacanas tiradas no meu instagram, sempre relacionadas ao mundo gourmet, do bem comer, beber e viver, of course.

Começo hoje com as fotos do Instagram da última semana, que aqui foi cheia de festejos e delícias!

Mesas lindas para celebrações...
 Entradinha no niver da sogrinha...
 Delícias do jantarzinho do meu níver no Espaço Gourmet
 Mesa para receber familiares para um happy hour...
 Cupcakes de avelã da Cozinha da Janita. ;)
Delícias mil! Champagne...E Dobos Torte by marido amado!
 
 Mimos...
 
Espero que tenham curtido.
Beijinhos e boa semana!
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Moët Chandon - parte II da semana de festejos.

Ainda na onda dessa semana feliz de festejos e borbulhas, trago hoje a celebridade das mais elegantes no mundo dos champagnes e espumantes: Moët Chandon! A marca é sinônimo de excelência quando a ideia é celebrar.
Sofisticação é outra palavra que descreve a marca que está sempre inovando, impressionando, promovendo campanhas(a com a Scarlett Johansson ficou maravilhosa)
e eventos fantásticos em parcerias bacanas e glamourosas, como a que firmou com a Swarovski.
É desejinho de toda boa apaixonada por champagne. Quem não conhece e não ama os coffrets divinos da Moët?
Tive a honra e o privilégio de ganhar de presente de uma amiga muito especial um divino, em formato de livro que contém todo o charme e a elegância da monarquia francesa e do romance!
Esse aqui, um luxo só:
Contém uma garrafa 750ml do esplêndido champagne Moët Rosé Imperial(que o marido e eu já degustamos numa ocasião especial), uma taça rosa e uma negra em formato de tulipa, exclusivas da Moët, acompanhadas por uma base de apoio, e um jogo de dados que sugere um jogo de romance. É tudo de bom, lindo! Guardarei por toda a vida com muito amor e lembrarei sempre com carinho da amada amiga que nos presenteou.
Ah. esse coffret foi inspirado sensualidade do século XIII, quando os cortesãos e os favoritos da corte real francesa elevaram a arte da celebração e da sedução à alturas sem precedentes. Madame Pompadour, amante de Luis XIII e uma das primeiras embaixadoras da Moët & Chandon, vivia intensamente sob esses ideais. Ai, que vida chata tinha essa pobre madame! rsrsrs

A marca, hoje uma das mais valiosas do mundo, sediada em Épernay, região de Champagne, na França, nasceu apenas "Moët", em 1743, até que, tempos depois, Pierre Gabriel Chandon entrou no negócio. Por isso o nome MOËT CHANDON.
Explicando em detalhes, a história foi a seguinte:
Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris. O reinado deLuis XV coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVII já estava exportando a bebida para toda a Europa e EUA. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte. O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832, e a outra metade para seu filho, Victor Moët.
A Maison Moët Chandon é uma das maiores produtoras de champagne do mundo. A "Casa" possui hoje cerca de 1.500 acres (6 km²) devinhedos e anualmente produz dois milhões de caixas de champagne.
Como já mencionei no post anterior, a vinícola pertence hoje em dia ao grupo LVHM, o maior produtor de artigos de luxo do mundo.

Chandon no Brasil
No que se refere ao Brasil, em 1973, a Maison Moët Chandon decide apostar no potencial vitivinícola daqui e inaugura a Chandon na cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. O investimento cresceu e consolidou-se. Atualmente, a empresa é líder no segmento de vinhos espumantes naturais de luxo. Recentemente inaugurado, o moderno centro de visitas da Casa Chandon do Brasil espera os visitantes para conhecerem sua linha de produtos, enquanto desfrutam de uma vista privilegiada dos vinhedos próprios em espaldeira. Em seguida, são convidados pelos enólogos da adega a descobrir a arte de elaborar espumantes naturais de excelência e, participando de degustações orientadas, a despertar e a compartilhar a paixão pelas borbulhas.
Serviços: visitação, degustação e varejo nos seguintes dias e horários:
De segundas às sextas-feiras, das 8:15h às 11:30h e das 13:15h às 16:30h
Sábados, das 9:00h às 11:30h e das 13:00h às 15:30.
Os visitantes podem dirigir-se diretamente à vinícola, localizada na RSC 470, km 224 entre Garibaldi e Bento Gonçalves sem agendamento. Grupos de até 30 pessoas, devem agendar previamente a visitação. Telefones para contato:  ( 54 ) 3388 4432, ( 54 ) 3388 4433  

Além do Brasil, a Chandon também é produzida na Austrália, Argentina e Califórnia.

Curiosidades acerca da história da Maison Moët Chandon
- Fornecedora das atuais cortes reais europeias (Inglaterra, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Suécia e também da Corte Pontifical.
- É fornecedora oficial de champanhe à rainha Elizabeth II.
- Em 1962 ela foi a primeira produtora listada na Bolsa de Valores da França.
 - Em 1801, ao ser eleito prefeito de Épernay, Jean-Rémy Moët decidiu que as pessoas importantes que eventualmente cruzassem a região de Champagne, a 150 quilômetros de Paris, deveriam se hospedar em sua propriedade. Com isso, o consumo da bebida aumentou significativamente, foi uma grande sacada!
 - Quando os Prussianos ocuparam a Maison em 1814, Jean-Rémy proclamou: “Os oficiais que hoje estão me arruinando irão, eventualmente, fazer a minha fortuna. Aqueles que beberem do meu vinho hoje se tornarão meus representantes, falando da maravilha de minha bebida quando voltarem a seus lares”. Alguém tem dúvida de que sua profecia se cumpriu?
- a Imperatriz Alexandra da Rússia, nascida em 1872 e falecida em 1918, enviou 20.000 unidades de Mini Moët para os motoristas de suas ambulâncias militares, como um agradecimento por seus serviços prestados durante a guerra contra o Japão. Fofa demais essa Imperatriz! hihihi
 - Os mais famosos slogans da marca:
Be Fabulous. (2006)


Lê Moment. Lê Champagne. (1994)
The Living Legend. (MOËT CHANDON IMPÉRIAL)
The Glamourous Champagne. (MOËT CHANDON ROSÉ)
The Daring Champagne. (MOËT CHANDON NÉCTAR IMPÉRIAL)

Visitação à sede na França
As caves da MOËT CHANDON estão localizadas na estreita rua principal da cidade de Épernay, à uma hora de trem de Paris. A empresa, que possui e utiliza as mais avançadas tecnologias na produção de champanhes, prefere se apresentar aos seus visitantes não com esse lado moderno que qualquer empresa com dinheiro pode comprar, mas sim com toda a sua tradição e história de séculos nesse mercado cada vez mais concorrido. A bela construção, que data do início do século XIX, foi restaurada na medida para manter a história e elegância dos salões e oferecer conforto aos visitantes.
 



Há visitas guiadas a cada vinte minutos em vários idiomas, onde é possível conhecer um pouco da história da empresa. Bacana, não? Bora pra França?

Termino agradecendo pela visita e deixando duas receitas delicinhas super chiques, do drink Maria Antonieta e do famoso Kir Royal:

Foto: O drink Kir Royal foi inventado na cidade de Dijon na França, dizem que no início do século passado, os vinicultores descobriram que a safra havia sido um fracasso e o vinho produzido, portanto, era de terrível qualidade. Para salvar a situação, o então prefeito da cidade, o cônego Kir, teve a excelente idéia de misturar ao vinho branco um pouco de licor de cassis, criando então o coquetel. O tempo passou e o vinho branco foi substituído pelo vinho espumante e ganhou o nome de “Kir Royal”. Veja esta e outras receitas que você pode preparar com Chandon http://migre.me/d2Qxw
Beijinhos e semaninha borbulhante!

 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Veuve Clicquot-Ponsardin - parte I semana de festejos

Olá, people!
Semaninha linda começando, outono delícia teve início ontem por aqui e eu fico mais velha em alguns dias. Ai, ai... Já no clima de festejos, escolhi o assunto da semana: Champagne e Espumantes, para brindar com vocês toda a alegria de estar viva e poder, graças a Deus e a saúde, que devem estar sempre em primeiro lugar, curtir as boas coisas da vida.
Vivendo, provando e aprendendo. ;)

Quando se fala de Champagne e Espumante logo vem à mente o glamour dos momentos especiais, festejos, romance... Mas acho que na verdade é uma bebida como o vinho, pode ser degustado em qualquer ocasião e até mesmo nas refeições. Só que tem mais charme e leveza, claro! :)

Napoleão dizia que era importante apara celebrar as vitórias, mas também para esquecer as derrotas. 
E há uma frase ótima da Madame Lily Bollinger que diz:

“Eu bebo champagne quando estou contente e quando estou triste; às vezes, bebo quando estou sozinha, mas quando estou acompanhada considero uma obrigação; beberico, quando estou sem fome, e bebo de verdade quando estou com fome. Fora isso, nunca bebo champagne... a não ser quando estou com sede.” rsrsrs....Boa, não?

Aqui no blog há algumas postagens sobre a origem do champagne, diferença entre champagne e espumante e tal, então não entrarei novamente neste mérito.
Os post de hoje vem mais homenagear uma mulher brilhante do que falar de um champagne. É a história toda que me encanta muito mais do que as características do champagne em si. Falo da Veuve Clicquot-Ponsardin, da região de Reims, na França, cuja relevância no mundo dos vinhos mais glamorosos se de deve à astúcia e determinação de uma mulher, Nicole Barbe Clicquot-Ponsardin.
Ela ficou viúva, inclusive é desta palavra que vem o "Veuve"(viúva em francês), aos 27 anos, no início do século 19 e assumiu a vinícola da família.
A história toda da vinícola e desta grande mulher começou em 1772 quando Philippe Clicquot-Muiron fundou um comércio de vinhos com o nome Clicquot. Três anos mais tarde seria a primeira a introduzir o champanhe rosé. Um fato que mudaria os rumos da empresa e tornaria a marca uma das mais luxuosas do mundo ocorreu em 1798 quando seu filho, François, casou-se com Nicole Barbe Ponsardin. Em 1805, Madame Clicquot ficou viúva e assumiu o controle dos negócios. A Casa Clicquot passou então a denominar-se Veuve Clicquot-Ponsardin. Surgia assim a marca VEUVE CLICQUOT.
Dedicada e exigente, Madame Clicquot tornou-se uma das primeiras mulheres de negócios dos tempos modernos.
Muitos atribuem a ela a reinvenção da bebida. Isso mesmo, se Dom Pérignon foi quem inventou o champagne, foi Madame Clicquot que o reinventou e o transformou em ícone de luxo. 
Quer mais? Foi durante a sua gestão que a vinícola desenvolveu o *remuage, o que permitiu o *dégorgement, um processo que deixa a bebida mais cristalina e elegante.
Além disso, Clicquot liderou sucessivas comitivas internacionais, a reinos e afins, promovendo a bebida. E foi um sucesso!
Madame Clicquot morreu em 29 de Julho de 1866, aos 89 anos, deixando uma bem estabelecida marca de champanhe.

Encontrei um vídeo super gostoso de assistir, sedutor mesmo, sobre o assunto: http://vimeo.com/41180797

Ao longo do tempo, outras ações reforçaram a marca. As campanhas de marketing ficaram mais agressivas desde que a empresa, ao final dos anos 80, foi adquirida pelo grupo LVMH(Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A), uma holding francesa de artigos de luxo. Ao mesmo grupo pertence a Moët Chandon, Krug e Dom Pérignon, um verdadeiro império.
Veja mais fotos da Maison:

E para quem quiser saber mais, há o livro "A Viúva Clicquot" (304 páginas, ed. Rocco, R$ 39,90), resultado de pesquisa da historiadora americana Tilar J. Mazzeo sobre a vida de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, a mulher por trás da marca de champanhe mais famosa do mundo.
Excelente leitura que já vira dica de presente! hihihi

*RemuageÉ um processo lento e delicado. As borras são leves e turvam o vinho ao menor movimento. As garrafas são colocadas em cavaletes especiais de madeira chamados pupitres, dotados de furos ovais onde as garrafas são introduzidas horizontalmente. O remuer, profissional especializado nesta tarefa, passa periodicamente pelos pupitres fazendo o giro de 90o nas garrafas, e, ao mesmo tempo, colocando-as um pouco mais inclinadas para cima, de modo que as leveduras mortas vão, aos poucos, sendo levadas ao gargalo. Quando as garrafas estiverem bastante inclinadas para cima, as leveduras já estarão quase inteiramente sobre a tampinha.
*Dégorgement ou DisgorgementApós a remuage, a garrafa está com os sedimentos no gargalo, que é congelado e expelido por pressão.

Nos próximos posts falarei de outros importantes rótulos e darei dicas de espumantes deliciosos com excelente custo-benefício.

Termino dizendo, minha gente, que, seja como for, celebrar é preciso, todos os dias(principalmente nos aniversários)! E tem espumante para todos os bolsos e gostos. Só não pode é deixar a vida passar em branco sem o gostoso barulhinho do tilintar das taças, dos brindes, e muito amor!
Santé!
 

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pimentão recheado cozido em molho de tomate

O astro do dia hoje é pimentão. Muita gente torce o nariz para ele, mas eu adooorooo! Tantas as maneiras de utilizá-lo, todas ótimas!

Você sabia que pimentão é fruta?
É um fruto que é considerado fruta, pois contém semente em seu interior e é fruta pois é comestível.
 termo pimentão, frequentemente designado em Portugal como pimento, pertence à espécie Capsicum annuum, é muito utilizado na culinária de todo o mundo.

A pimentões de diferentes cores, sendo as mais conhecidas o verde, o amarelo e o vermelho. Porém, existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja. São pimentas nativas do México, América Central e do norte da América do Sul. São, por vezes, agrupados juntamente com outras pimentas pouco pungentes sob a designação de pimentas doces.
Devido a beleza de seus frutos, há quem os cultive como plantas ornamentais.

 
O pimentão é uma das hortaliças mais ricas em vitamina C e quando maduro é excelente fonte de vitamina A. Também é fonte de cálcio, fósforo e ferro. Possui poucas calorias. Oba!
A receita abaixo é adaptada do programa Brasil no Prato. Uma delícia!

Ingredientes:
6 pimentões vermelho maduros(ou da cor que quiser)
300g de carne moída
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassado
1 ½ xícara de arroz cru
1 litro de molho de tomate fresco
Galhos de manjericão
Azeite extravirgem

sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo: Corte as tampas do pimentão, retire as sementes e lave-os por dentro. Reserve.
Misture a carne, o arroz, a cebola, o alho, sal, pimenta e azeite extra virgem. Encha os pimentões com o recheio, não precisa ficar muito apertado, pois o arroz vai inchar. Coloque as tampinhas e prenda com palitos de dente.
Leve os pimentões para cozinhar no molho de tomate com os galhos de manjericão, mantenha a panela tampada, cozinhe por cerca de 30 minutos ou até que os pimentões estejam bem macios.

 
Rendimento: 6 porções.
 
Harmonização: um cabernet sauvignon. Minha sugestão: o argentino Las Moras Cabernet Sauvignon. Tem excelente custo-benefício.
 
"No meu temperamento tem um pouco de pimenta: não é todo mundo que gosta… Nem todo mundo que aguenta…"
(Clarice Lispector)
 
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