Páginas

Mostrando postagens com marcador risottos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador risottos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Risoto de Pato com Calda de Laranja


Ingredientes:

60 ml de azeite de oliva
2 magrets de pato
1,5 l de caldo de carne concentrado (de preferência caseiro e sem sal)
1 cebola pequena cortada em cubos pequenos
6 xícaras de café de arroz arbóreo
200 ml de vinho branco seco
120 g de queijo parmesão de boa qualidade
80 gramas de manteiga sem sal
Sal e pimenta do reino
Calda:
450 ml de suco de laranja
½ xícara de açúcar cristal
100 ml de caldo de carne

Modo de Preparo:

Prepare a calda. Misture os ingredientes e deixe reduzir até engrossar um pouco e virar uma calda e reserve. Tempere o pato com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça metade do azeite numa frigideira antiaderente e sele o pato dos dois lados até ficar dourado. Fatie o magret em tiras finas e reserve. Aqueça o caldo e deixe em fogo brando. Numa panela funda, aqueça o azeite e coloque a cebola. Quando esta estiver translúcida, coloque o arroz e misture bem. Deixe o arroz fritar um pouco e agregue o vinho e mexa sempre até reduzir. Sempre mexendo, vá agregando conchas de caldo uma a uma e deixando quase secar, repita a operação até que arroz esteja quase cozido. Agregue o pato e misture. Quando o arroz estiver “al dente”, finalize o risoto colocando o queijo e mexendo vigorosamente. 

Coloque a manteiga e tampe por 5 minutos ou até que ela derreta por completo, mexa bem e sirva imediatamente, adicionando a calda de laranja nas bordas do risoto. 


Rendimento: 8 porções.


Receita dos Chefs Bia Leitão e Leo Gonçalves.


Harmonização: este prato fica perfeito com o Beyer Ranch Zinfandel 2005, da vinícola Wente Vineyards, na região do Vale de Livermore, na Baía de São Francisco, e Arroyo Seco, localizada em Monterrey, ambas nos EUA. O Rancho Beyer historicamente tem sido o melhor local do Vale  Livermore para a produção da variedade Zinfandel.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Risotto de Ostras

Mais uma sugestão mágica e afrodisíaca para um jantar a dois!



O jantar a dois...
Prepare você mesmo e provoque o clima antes, durante e depois de um jantar a dois!

O caminho para as grandes conquistas amorosas passa quase sempre pela gastronomia.
Como exemplo, segundo a mitologia grega, Hércules comeu uma suculenta sopa de feijão, antes de desflorar quarenta e cinco virgens durante uma noite.
A ligação das ostras ao prazer sexual vem do século I, sendo o alimento eleito para o efeito.
O mais conhecido aventureiro do século XVIII, Giacomo Casanova , que segundo rezam as crónicas terá levado mais de 4.000 mulheres para a cama em 72 anos de vida, tinha como prato favorito ostras com champanhe.
Com um pouco de bom gosto, qualquer um pode cozinhar bem para seduzir. ;)
Não se esqueça que os olhos comem primeiro.
A melhor técnica para impressionar é deixar tudo previamente preparado para a ocasião e assim, só terá que finalizar os pratos que idealizou para prazer dele(dela) e curtir a noite a dois!
Bom jantar!



Ingredientes:

24 ostras (pré-cozidas e extraídas da concha)
100g de manteiga sem sal
2 pistilos de açafrão
150ml de vinho branco
50ml de creme de leite fresco
3g de alho picado fino
50g de cebola picada fina
100g de tomates sem semente
30ml de azeite extra virgem
120g de arroz arbóreo
1,5 litro de caldo de peixe
100g de queijo parmesão ralado
Sal a gosto
Modo de Preparo:
Em uma panela, junte metade da manteiga e o azeite, doure o alho. Acrescente os pistilos do açafrão e a cebola. Quando estiver com aparência translúcida, coloque o tomate picado finamente. Em seguida, adicione o arroz e mexa bem. Coloque o vinho, refogue até obter uma certa cremosidade e despeje o caldo de peixe aos poucos, mexendo sempre para que o arroz não grude no fundo da panela. Quando estiver bem cremoso, junte as ostras e acerte o sal. Desligue o fogo quando o arroz estiver al dente. Acrescente o restante da manteiga, o queijo parmesão e o creme de leite. Sirva imediatamente.
Receita do restaurante Ostradamus, em Florianópolis/SC.
Ostras são Afrodisíacas? As ostras são compostas por zinco, um elemento importante para a produção de testosterona, o qual aumenta a atividade sexual tanto do homem como da mulher, por isso é tida como afrodisíaca.
Harmonização: Chardonnay Isla Negra Reserve 2009. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Risotto de Salmão e Uva Itália ao Prosecco


Ingredientes:
200 g de salmão pré-cozido em lascas 
150 g de arroz arbóreo 
50 g de manteiga sem sal
140 ml de prosecco
80 g de uva itália verdes picadas sem semente
120 g de gorgonzola
500 ml de caldo de frutos do mar(pode usar o caldo de cozimento do salmão ou 1 tablete de caldo de frutos do mar com água) 
70 ml de azeite de oliva
Sal a gosto Pimenta do reino a gosto 

gengibre em pó a gostoPáprica picante
2 dentes de alho

Modo de preparo:
Em uma panela, aqueça o azeite, acrescente o alho e o arroz e frite por 2 minutos. Junte metade do prosecco, deixe reduzir e vá jogando conchas de caldo de frutos do mar aos poucos até o arroz atingir o ponto al dente.Agregue o salmão junto com o resto do prosecco e deixe cozinhar em 3 minutos. Para finalizar, ajuste o sal e a pimenta do reino, acrescente o gengibre, a páprica a gosto e incorpore as uvas e o gorgonzola. 

Sirva com 1 fio de azeite.


Rendimento: 2 porções.


Harmonização: Um prosecco de sua preferência ou Carmen Gran Reserva 2008 Chardonnay.


Sugestão de música: Combina com o prato, a levíssima e extraordinária Zaz - Je veux! Confira:






O que é Prosecco?

Prosecco é uma casta de uva branca da família da vitis vinifera, originária da região do Veneto, Itália. Seu nome também identifica o vinho branco espumante em cuja produção é empregada.
Apenas duas regiões tem direito à denominação de origem controlada: as vilas de Valdobbiadene e Conegliano. Vinhos de outras partes do Veneto são classificados com indicação geográfica típica.
O Prosecco original, como já citado acima, aquele de denominazione di origine controllata, na Itália é o de Conegliano Valdobbiadene, no Vêneto, o que já limita o espectro dos vinhos que encontramos por aqui, no Brasil. Uma grande proporção dos “proseccos” italianos disponíveis no mercado não é de denominação de origem controlada. Podem utilizar a uva Prosecco, mas são de outras regiões. São produtos mais baratos, feitos em série e normalmente não muito atraentes. Há ainda vinhos nacionais feitos com essa cepa, alguns dos quais conservam a tipicidade e são bem razoáveis.
Escolha o seu e curta o momento!

Risotto Verde


Ingredientes:
- 200g de arroz arbóreo
- 200 g de vagem torta
- 200 g de ervilha congelada
- 100g de azeitonas verdes fatiadas(ou alcaparras)
- suco de 1 limão
- azeite, 1 alho poró e alho para refogar
- uma taça de vinho branco seco
- 3 colheres de sopa de cream cheese
- sal e pimenta do reino a gosto
- 1 litro de água com caldo de legumes

Modo de Preparo:
Em uma panela, refogue alho poró e o alho picadinhos em azeite, coloque o arroz, o vinho branco e vá mexendo até o arroz começar a soltar o amido, vá acrescentando o caldo aos poucos, sem deixar o arroz secar, mexendo sempre.
Depois de uns 5 minutos, acrescente ao arroz a vagem torta picadinha e a azeitona picada. Continue mexendo e 5 minutos depois coloqueo suco de limão e as ervilhas (se colocar tudo junto a ervilha corre o risco de desmanchar).
Mexa até o arroz chegar a uma consistência "grano duro". Desligue o fogo, acrescente o cream cheese. Tampe por uns minutinhos, leve a mesa e dê uma última mexida.

Sirva com azeite de oliva e queijo parmesão ralado.
Acompanha muito bem peixes, camarões ou frango grelhados.


Rendimento: 2 porções.


Harmonização: Amayna 2007, um ótimo chardonnay da da Viña Garcés Silva, Chile.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Risotto de Bacalhau e Tomate Seco


 
Ingredientes:
1kg de bacalhau
500g de risotto arborio
2l de caldo de legumes
1 Cebola finamente picada
azeite de oliva
1cálice de vinho branco
50g de queijo parmesão
50g de manteiga
tomate seco(1 virdro pequeno)
pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:
Dessalgue o bacalhau por 48 horas em geladeira, trocando a água algumas vezes. Limpe o bacalhau de peles e espinhas e coloque a cozinhar em água durante 15 minutos, retire e reserve.
Coloque a cebola e o azeite numa panela e leve ao fogo sem que ganhe cor, junte o arroz e frite por um minuto mexendo sempre, refresque com o vinho e deixe evaporar sem parar de mexer, vá acrescentando o caldo sempre que for necessário.
Junte agora o bacalhau em lascas, o tomate seco, a pimenta e o queijo e ligue com a manteiga. Sirva a seguir com um fio de azeite de oliva por cima.

Rendimento: 8 porções.

Harmonização: Filipa Pato Ensaios Branco.

    quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

    Arroz de Paio, Favas Verdes e Couve Manteiga

    Ingredientes:
    • 2 paios

    • 1 colher de sopa cheia de azeite extra virgem

    • 2 dentes de alho grandes

    • 2 colheres de sopa bem cheias cebola branca em *brunoise

    • 200g de *arroz Bomba(na falta, use o arroz parboilizado)

    • 4 xícaras de chá de caldo de legumes

    • 80g de fava verde(se não tiver, faça com lentilha)

    • 4 colheres de sopa salsa picada

    • 40g de couve manteiga fatiada

    • sal e pimenta calabresa a gosto

    • 2 colheres de sopa de azeite
    • manjericão

    * Brunoise: Palavra  francesa para designar corte de legumes em cubinhos de 2/3 milímetros de lado.

    *Arroz Bomba: Este é o arroz próprio para paellas usados pelos espanhóis. É um arroz  de grão mais pequeno e arredondado.
    O Arroz do tipo "Bomba" custa caro. O preço contudo, compensa o resultado obtido. Segundo a literatura gastronômica, esse arroz absorve, em média, 3 vezes o seu próprio volume. O que isso significa? O arroz fica muito saboroso com a incorporação do riquíssimo cado obtido com a fervura dos legumes e das carnes. Requer atenção especial no seu cozimento. Após o 10° minuto de cozimento será necessário prová-lo constantemente. Não quer gastar tanto? Quer um preparo mais fácil? Use o arroz parboilizado.

    Modo de Preparo:
    Corte o paio em rodelas e depois corte a rodela em 4. Em uma frigideira frite até ficar dourado. Retire do fogo e reserve. Em uma panela refogue no azeite extra virgem o alho picado e a cebola picada. Adicione o arroz previamente lavado e refogue bem. Junte metade do caldo de legumes e mexa sempre. Adicione o paio e a fava verde e o restante do caldo conforme a necessidade. Mexendo sempre até o arroz estar macio. Finalize com as ervas picadas e a couve fatiada. Tempere com sal se necessário. Decore com o azeite e manjericão.

    Rendimento: 4 porções

    Harmonização: Sangervasio Rosso IGT.


    A nOSSA QUERIDA COUVE
    couve de folha ou couve comum é muito rica em nutrientes, especialmente cálcio, ferro, vitaminas A,C, K e B5. É escassa em calorias, mas satisfaz muito bem a sensação de apetite, portanto, pode ser aproveitada em regimes para obesos.
    É uma hortaliça originada da costa do Mediterrâneo e pertence à família das Brássicas, assim como o repolho, o brócolis, a couve-flor e o rabanete.

    Couve

    COMO COMPRAR

    couve é colhida durante todo o ano, mas como é favorecida por clima ameno os menores preços ocorrem de junho a outubro.
    No Brasil, somente são plantadas couves de folhas lisas, sendo as do grupo manteiga as mais comuns. Essas possuem folhas verde-claro, tenras, lisas ou pouco onduladas, com peciolo e nervura verde-clara.
    As folhas devem estar com aspecto de produto fresco, ou seja, sem manchas escuras ou amarelas, sem sinais de murcha e com os talos firmes.
    As folhas de couve são comercializadas na forma de maço. Deve-se escolher o maço com cuidado, pelo seu aspecto, evitando quebrá-lo ou machucá-lo, para não danificar aqueles que serão comprados por outros consumidores.
    couve pode ser comercializada na forma minimamente processada, ou seja, já picada e embalada. É fundamental que esse produto esteja exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada conservação. Evite comprar este produto quando as folhas estiverem murchas e com pontos escuros, principalmente nas bordas, e cheiro alterado.

    COMO CONSERVAR

    couve é uma hortaliça que se conserva por pouco tempo, murchando e amarelecendo rapidamente. Em condição ambiente, deve ser mantida com os talos dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco de plástico aberto, em local bem fresco, por até um dia. Quando conservada em geladeira, inteira ou picada, deve ser mantida em saco de plástico fechado ou em vasilha de plástico tampada, conservando-se por até uma semana, quando inteira ou por três dias, quando picada.
    couve pode ser congelada. Para tanto, deve ser picada fina e colocada em saco de plástico do qual deve se retirar a maior quantidade possível de ar.

    COMO CONSUMIR

    couve pode ser consumida crua, na elaboração de saladas e sucos, refogada ou como ingrediente de sopas, farofas e cozidos.
    Lave as folhas uma por uma em água corrente. Se for consumir as folhas cruas é necessário deixá-las de molho em solução de água sanitária por 30 minutos na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água filtrada. Em seguida, enxágüe-as com água filtrada. A solução de água sanitária não deverá ser reutilizada. A água sanitária ou o vinagre não retiram resíduos de agrotóxicos, mas são importantes para eliminar microorganismos que possam causar doenças.
    couve pode ser picada fina ou rasgada na preparação de cozidos. Deve-se cozinhá-la preferencialmente no vapor, utilizando-se uma panela própria ou ainda uma peneira sobre a panela com água fervente, colocando-se uma tampa sobre a peneira para acelerar e uniformizar o cozimento.
    Tanto ao refogar como ao cozinhar a couve, deve-se evitar deixá-la muito tempo no fogo, pois fica escura e com o sabor ruim.
    Quando congelada, a couve não se presta para consumo na forma crua, devendo ser usada somente em pratos cozidos. O descongelamento é feito ao fogo, durante o processo de preparo.

    DICAS

    Experimente comer a couve refogada como recheio de sanduíche, com pão tipo francês.
    Prefira o consumo da couve crua, pois o cozimento resulta em perda de parte das vitaminas
    couve para congelamento deve ser picada e não rasgada.
    Fonte: www.cnph.embrapa.br

    quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

    Arroz Chinês(Yakimeshi)

    Ingredientes:
    2 colheres (sopa) de óleo 
    6 ovos batidos 
    2 colheres (sopa) de manteiga 
    1 cebola picada 

    2 dentes de alho
    3 xícaras (chá) de arroz cozido 
    1/2 colher de sopa de curry
    250g de bacon em cubos(ou presunto)
    1 colher (sopa) de molho de soja 
    2 colheres (sopa) de salsa picada 
    Sal a gosto 

    Modo de Preparo:
    Numa frigideira grande aqueça o óleo, despeje os ovos batidos com sal e cozinhe-os mexendo constantemente, até que se soltem da frigideira. Reserve. Em uma panela aqueça a manteiga, refogue a cebola e o alho, o arroz previamente cozido, o bacon (ou presunto) e o molho de soja. Misture bem. Despeje esta mistura sobre os ovos e envolva todos os ingredientes, por último a salsa.
    Sirva quente, como prato principal ou acompanhamento.

    Rendimento: 5 porções.


    A Culinária Chinesa

    A variedade de ingredientes e modos de confecção dos pratos fazem da cozinha chinesa uma das mais ricas do mundo. Mais de 10 mil pratos, cerca de 20 cozinhas regionais diferentes. Num país imenso, com grandes diferenças climáticas e paisagísticas, no qual vivem centenas de milhões de pessoas, existe uma ampla variedade de pratos, dependentes de uma infinita gama de produtos.
    A culinária chinesa nasceu com os primeiros povos que habitaram a região, há mais de 4 mil anos, e pouco perdeu de suas características. Veio mais a influenciar do que a ser influenciada. Está na origem, por exemplo, da cozinha japonesa e de muitos países do sudeste asiático, como Tailândia e Vietnã.
    Os cozinheiros chineses souberam tirar proveito da inventividade e da versatilidade. Desenvolveram técnicas tão sutis de preparo e cozimento dos alimentos que transformaram sua cozinha em uma das mais refinadas do mundo. Foram milênios de dedicação que resultaram em pratos como o pato de Pequim, obra-prima da arte culinária. É próprio da cozinha chinesa manter e combinar o sabor dos ingredientes. As diferentes formas de corte também são comuns na culinária chinesa: cortar os alimentos em pequenos pedaços, por exemplo, facilita o uso dos tradicionais palitos.
    Se considerarmos o fato de ser a cultura chinesa milenar, não nos espanta que já no século XIII da nossa era, se encontrem relatos da pródiga culinária deste país asiático. A fome, a pobreza e a guerra que marcaram a história do país da Grande Muralha fizeram os chineses deixar de lado tabus alimentares e aproveitar, literalmente, tudo o que pudesse ser levado à boca. Ao lado do arroz, da soja, da carne de porco, do peixe e de legumes, costumam aparecem assim iguarias exóticas ao paladar ocidental, como barbatana de tubarão, pênis de tigre, carne de cachorro e de gato, cobra, escorpião ou gafanhoto. Para os antigos chineses, dos meios rurais, habituados à períodos de carência alimentar, era natural a ingestão de carne de cachorro, bem como de insetos. Eram, no entanto, incapazes de comer bois, pois viam-nos como fiéis companheiros no campo.
    Na confecção dos pratos para as classes populares entravam as miudezas, fígado, rim, intestinos ou estômago. A cozinha dos grandes banquetes e classes abastadas era mais rica e menos monótona do que a cozinha popular. O arroz, a carne de porco e o peixe salgado, que eram alimentos dos pobres, só figuravam acessoriamente na cozinha dos ricos. Em contrapartida, a galinha, o ganso, o carneiro, os mariscos e o peixe fresco de todas as espécies era dos alimentos que mais vezes se encontravam nas ementas dos restaurantes célebres.
    Na época, os convivas utilizavam, tal como hoje, os pauzinhos e as colheres. Não havia facas na mesa porque toda a comida vinha cortada em bocados suficientemente pequenos para se poderem agarrar com os pauzinhos. Seria inconcebível, visto haver grande abundância de criados e estes serem muito baratos, que os convivas do banquete e até mesmo os clientes de um restaurante popular tivessem que cortar a carne.
    A gastronomia chinesa assenta num fundo cultural com mais de 5.000 anos, estando nos seus primórdios intimamente ligada aos métodos curativos e remédios. Na China, a culinária é explorada pela medicina e também por manifestações religiosas, filosóficas, poéticas e até políticas. No receituário da culinária chinesa, contabilizam-se mais de 3 mil anos.
    Ao preparar uma típica refeição chinesa, o cozinheiro costuma assim se nortear por vários princípios. O principal deles é o taoísta do yin e do yang, os dois opostos complementares. Na cozinha ou no salão, o importante é buscar equilíbrio entre aroma, temperatura, sabor, cor, textura e consistência dos alimentos. Na costumeira mesa redonda, onde tudo é disposto de uma só vez, costumam aparecer então sopa, arroz, pasta ou pão, verdura, carnes, aves ou pescados cozidos em diferentes técnicas. Um prato deve ser doce (yin) e o outro salgado (yang); um frio (yin) e o outro quente (yang); um macio (yin) e a outro crocante (yang). O quadro final é um banquete que atiça todos os sentidos. Um bom prato chinês obedece a quatro "mandamentos": tem cor, perfume, paladar e apresentação esmerada.
    Os chineses acreditam que a refeição deve ser uma experiência conjunta e traduzir a cooperação que existe entre os familiares e amigos. As pessoas servem-se umas às outras em pequenas porções e comem com palitinhos, os hashi, que, segundo os chineses, tornam a comida muito mais saborosa do que os tradicionais garfo e faca. Inclusive, não se usa faca à mesa. Os alimentos já chegam às travessas bem picadinhos, pois cortar e picar são tarefas exclusivas dos cozinheiros e auxiliares.
    Os chineses também não gostam muito de beber enquanto comem, principalmente quando se trata de álcool; e nem de sobremesas. O chá verde ou o perfumado é a única bebida que costuma aparecer em uma refeição. Cabe à sopa limpar o paladar entre os sabores. Os doces, que são poucos, são servidos no meio ou no início da comilança.
    A alma da cozinha chinesa repousa na agricultura. Um chinês nunca está longe da terra, já que a fome e o trabalho duro fazem parte de sua cultura desde os tempos mais remotos.
    Ao lado do arroz, cultiva-se o trigo, que no norte do país vira finos macarrões, pastéis recheados, bolos e tortinhas. O grão de soja é outra maravilha. Consumido em toda parte, ganha a forma de queijo (o tofu, em japonês), leite, óleo, molho de soja (see yau), pasta e entra como ingrediente principal de muitas receitas. Os vegetais são poucos, mas muito bem aproveitados, nunca ausentes em uma refeição: acelga, brócolis, abobrinha e repolho chinês, broto de bambu, broto de feijão, pepino e cogumelos secos. Há pouquíssima variedade de frutas, que são, além do mais, caras. As frutas nativas são: laranja kinkan e lichia, loquat, mandarina, pêssego, kiwi, tangerina, damasco e melão de inverno.
    Os peixes de água doce e salgada, frutos do mar e algas marinhas são consumidos em abundância e sua principal fonte de proteína animal. O peixe seco e salgado é um condimento largamente utilizado. Não há muita criação de animais de grande porte. O que prevalece são os animais de pequeno porte, em especial o porco e o frango. Carnes de vitela, cordeiro e cabra são raridades introduzidas na culinária do norte do país pelos muçulmanos mongóis. Todas as partes do animal são aproveitadas, dos miúdos aos ossos. As carnes são normalmente secas e curadas, por falta de refrigeração, e chegam à mesa cortadas em pequenos pedaços e misturadas com vegetais.
    Existem poucas ervas aromáticas. Mas a precisa e inventiva combinação delas resulta em temperos espetaculares, como o pó das cinco especiarias (anis-estrelado, fagara, cássia, semente de funcho e cravo-da-índia), o molho de soja, o see yau, e o hoisin. São utilizados com moderação: sal, vinagre de arroz, gengibre, coentro, alho, alho-poró, malagueta, cravo, casca de tangerina, semente de sésamo e anis-estrelado. Uma pitada de açúcar, presente em quase todos os pratos, realça o sabor dos ingredientes.
    As verduras em conserva também são utilizadas com freqüência para dar sabor aos pratos, em especial às carnes.
    A temperatura de cozimento é fundamental para manter as propriedades das vitaminas e proteínas dos alimentos. Pratos, como o camarão à moda de Xangai requerem altas temperaturas e podem ficar apenas 15 segundos no fogo; outros, preparados com chamas mais brandas, chegam a cozinhar até 48 horas.
    Embora possuam uma base comum, é possível separar a gastronomia chinesa em quatro grandes regiões:
    • A do Norte ou de Pequim (Beijing), que foi durante anos capital do Império. 
    • A da região central marítima, Xangai (Shangai), onde a manipulação do peixe atinge o seu maior requinte.
    • A de Sichuan (Szenchwan), no interior, doce e característica.
    • A de Cantão (Guangdong), que mistura elementos de todas.
    A gastronomia de Cantão é a mais conhecida, devendo a sua riqueza e diversidade a um fato histórico, a queda da dinastia Ming, em 1644, quando a emigração para o sul foi geral. Os veneráveis cozinheiros de Pequim e os seus equipamentos de cozinha, do palácio imperial, fizeram uma longa marcha. No seu percurso recolheram os grandes pratos das cozinhas dos mandarins das províncias, que assim ficaram incorporados na cozinha cantonesa.
    Em Cantão, animais de criação como cachorro, gato, cobra e macaco vão para o prato. Como a culinária é arte sem fronteiras, há influências de outras cozinhas na China: tomate, batata, salsão, cenoura, curry, estrela-de-cheiro são ingredientes que chegaram do Ocidente. Para a Itália, a China levou o macarrão.

    Mais Curiosidades
    Além do conceito do yin e yang, existe o conceito dos cinco elementos. Os chineses acreditam que estejamos cercados por cinco campos de energia: fogo, madeira, terra, metal e água. Na culinária esses elementos são representados pelos cinco sabores:

    • Amargo - Fogo
    • Azedo - Madeira
    • Picante - Metal
    • Doce - Terra
    • Salgado - Água
    A medicina chinesa diz que para tratar corretamente um paciente você deve saber o estado dos cinco elementos no corpo daquela pessoa. A deficiência ou o excesso de um dos elementos pode levar a doenças. Se um indivíduo desenvolver de repente um desejo por comidas azedas isso pode indicar problemas no fígado, obviamente esse diagnóstico é muito mais complexo e profundo.

    Risotto de Brie com Amêndoas


    Ingredientes:

    2 xícaras de arroz tipo arborio
    1/2 cebola picada em pedaços pequenos 
    200g de queijo brie picado
    2 dentes de alho
    1/2 xícara de amêndoas sem pele (para retirar as peles das amêndoas, ferva-as por dois minutos e puxe a pele com os dedos após esse tempo - ela sai com grande facilidade)
    1 cálice de vinho branco seco
    1 litro de caldo de legumes(água + 1 tablete de caldo de legumes)
    sal e pimenta a gosto
    ciboulette picada para servir
    1 colher de sopa de manteiga sem sal

    Modo de Preparo:
    Esquentar o caldo de legumes e deixar em fogo baixo. Em uma panela de fundo grosso, refogar a cebola e o alho até ficarem levemente dourados. Acrescentar o arroz e refogar por mais três minutos. Diminuir o fogo e acrescentar o vinho. Mexer bem, até evaporar um pouquinho o álcool e acrescentar uma concha do caldo de legumes e um pouco do queijo. Mexer constantemente. Repetir o acréscimo de caldo e queijo, mexendo sempre, até que o arroz esteja macio. Por último, acrescentar as amêndoas e, com o fogo desligado, uma colher de manteiga, mexendo uma última vez. Servir com a ciboulette salpicada por cima.

    Harmonização: Woodthorpe Sauvignon Blanc 2007 (Te Mata). Ótimo Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, um dos maiores nome do país. Mostra um exuberante bouquet com notas cítricas, típicas da casta. Na boca é fresco, amplo e muito cativante.

    Nota da Janita: 
    Vejam que gracinha de idéia para servir o risotto no próprio brie( retirando a polpa do queijo e preenchendo com o risotto).
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...