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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Galette des Rois

Ingredientes:

Creme de amêndoas e massa folhada:

200g de manteiga
200g de açúcar
200g de farinha de amêndoas
4 ovos
75g de farinha de trigo
2 discos de massa folhada de 3mm de espessura, para uma forma de aproximadamente 22cm de diâmetro
2 ovos ligeiramente batidos, para pincelar a massa
1 fava se quiser fazer o doce à moda antiga (hoje em dia usa-se uma pequena estatueta de porcelana chamada fève (fava) ou bonequinhos- antigamente era colocada uma fava dentro do bolo, que depois foi substituída pela estatueta)

Modo de preparo:

Creme:
Bata juntos, em batedeira, a manteiga com o açúcar e a farinha de amêndoas.
Depois da mistura clarear e crescer, junte aos poucos os ovos, sempre batendo. Incorpore por último a farinha de trigo e bata mais um minuto só para misturar.
Reserve na geladeira

Montagem:
Coloque um disco de massa folhada na forma e espalhe por cima o creme de amêndoas. Coloque a estatueta e cubra com o segundo disco de massa folhada.
Pincele com ovo batido e, com a ponta de uma faca, desenhe folhas na torta.
Asse em forno pré-aquecido a 200°C durante aproximadamente 25 minutos.
Deixe esfriar, desenforme e sirva.

Tudo pronto? Agora é só comer e procurar a fava para saber quem será o "roi du jour"!

Rendimento: 10 porções

Sobre a Galette des Rois:

Tudo começou no século 17, quando Luís XIV, o Rei Sol da França, resolveu homenagear o dia da Epifania (dia da Manifestação dos 3 reis magos) com uma doce em formato de coroa (rosca) chamado gâteau des rois. Alguns poucos anos depois, fizeram uma torta redonda, recheada com creme de amêndoas que começou a se tornar mais popular que a rosca de frutas cristalizadas. Surgiu então a Galette des Rois.

A Galette se tornou a preferida de outro rei, o Luís XV. Conta a lenda que o cozinheiro, para surpreender e presentear o rei, resolve colocar uma jóia dentro da galette.

Foi uma festa. O rei e seus convidados adoraram! A idéia começou a ser difundida entre a aristrocracia francesa e, ao invés de jóia, colocavam uma fava de baunilha.

Os anos se passaram e a brincadeira foi se amadurecendo. Quem encontrasse a fava dentro da galette, seria rei por um dia. Em troca, compraria a galette do ano que vem.

Hoje, as Galletes des Rois são vendidas com bonecos dentro (com peças de porcelana, ferro ou plástico) e com coroas de papelão(e quem achar a "feve ou o boneco" deverá usar a coroa e ser o Rei do Dia!). Você encontra à venda até nas ruas de Paris.

A tradição foi difundida entre toda a Europa. Os espanhóis fizeram oRoscón de Reyes e os portugueses o Bolo-Rei.

No Brasil infelizmente a moda não pegou...Mas podemos mudar isso ao menos em nossos círculos, não é?

Na França existem clubes super populares de colecionadores de bonecos de Galette des Rois.

galette

Sobre o dia dos Reis Magos - 06 de Janeiro:

Na maioria dos países de tradição cristã, a chegada dos Reis Magos marca o dia em que são retirados os enfeites natalinos e se dão por terminadas as festas iniciadas com o Natal.

Nos países saxões, antigamente a data era ocasião de grandes festividades para marcar o fim do Natal e uma torta especial era preparada onde era escondido um feijão, que seria depois procurado com afã pelos comensais.

Aquele que encontrasse em seu prato era nomeado "rei dos judeus" e ficava encarregado de presidir os festejos daquele dia, que freqüentemente incluíam alguma peça de teatro.

Sabe-se que William Shakespeare, por exemplo, escreveu "Noite de Reis" para as celebrações de 6 de janeiro de 1601, a pedido de um grupo de advogados da Corte de Londres, e que a obra foi representada no Palácio de Whitehall, na presença da rainha Elizabeth I.

Nos ritos católico, anglicano e ortodoxo, a festa de 6 de janeiro se chama Epifania e é 148 anos mais antiga que o próprio Natal, pois foi celebrado pela primeira vez no ano 194 da nossa era.

Além da visita dos magos, neste dia se celebra também o batismo de Cristo por São João Batista e as bodas de Canãa, durante as quais Jesus fez seu primeiro milagre, segundo o Evangelho.

No século XXI, em plena era dos shopping centers e do intenso estímulo ao consumo da indústria e dos meios de comunicação, esta data se tornou, ainda, em um poderoso incentivo às vendas, que para boa parte do comércio funciona como um prolongamento do Natal.

Mas quem eram esses magos míticos que faziam parte inseparável da tradição cristã? Segundo o evangelho de São Mateus, eram peregrinos orientais dotados de profundos conhecimentos astronômicos que chegaram até a Judéia, seguindo uma estrela guia com a intenção de homenagear o Jesus recém-nascido.

Eles levaram ouro, que é um presente que se dá a príncipes e reis; incenso, uma substância usada nos altares de várias religiões; e mirra, um composto usado para preparar os corpos que serão embalsamados.

Segundo as tradições orientais, os magos não eram apenas três e sim 12, mas acabaram prevalecendo os relatos ocidentais nos quais se fala de três, possivelmente para corresponder melhor aos três presentes trazidos para Jesus.

Acredita-se que esta tradição tenha surgido dos relatos sobre uma casta de sacerdotes persas, seguidores do profeta Zoroastro, que eram chamados de magos e desenvolveram uma religião que incluía elementos de grande prestígio na Antigüidade, como a astrologia e a magia, razão pela qual eram conhecidos como homens sábios, capazes de prever o futuro.

Em tradições posteriores ao Evangelho, os três magos se tornaram em outros tantos reis do Oriente, mas a majestade não fez com que perdessem seus poderes mágicos e por isso são chamados de Reis Magos desde os primeiros anos da Idade Média.

2 comentários:

Pratos da Bela disse...

Bem boa...
è mesmo muito boa...
Também faço assim, mas junto um pouco de amendoa amarga...
Jinhos fofos

Jana G. disse...

Hummm, adicionar algumas amêndoas amargas? Que delícia!!! Trabalhei com amêndoas amargas qdo fazia marzipan...Sua dica tornou tudo ainda mais gostoso! Obrigada! Bjs.

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